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Alterações climáticas são vistas como uma das maiores ameaças globais

Sexta-feira, 24.07.15

Em contagem decrescente para a Conferência das Nações Unidas sobre Clima de Paris, já em Dezembro próximo, muitos públicos de todo o mundo consideram que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças globais. Esta é a conclusão de um inquérito realizado pelo Pew Research Center a 45,435 entrevistados de 40 países entre 25 de Março e 27 de Maio de 2015, quanto à sua percepção face aos vários problemas e desafios internacionais da atualidade. Portugal não está entre os países abrangidos pelo inquérito

 

O receio face às consequências das alterações climáticas é particularmente sentido na América Latina e África, onde a maior parte dos países inquiridos afirma estar muito preocupado com esta questão.

 

O estudo concentra-se especificamente nos entrevistados que revelaram estar "muito preocupados" com cada assunto, das alterações climáticas a outras questões de ordem política, económica e de segurança.

 

Mapa - Principal preocupação apontada (por continente)

 

 

Tabela - Percentagem de respostas 'Muito preocupado com" atribuídas a cada problema (por país)
Clicar para aceder à tabela completa

very concerned about.png

 

Fonte: pewglobal.org

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Meta de poupança energética para 2030: França eleva a fasquia

Quinta-feira, 23.07.15

Captura de ecrã 2015-07-23, às 17.40.14.pngApós uma extensa consulta às partes interessadas e de longos debates, o Parlamento francês adotou a lei da Transição Energética proposta pela sua Ministra do Ambiente e Energia Ségolène Royal. Uma lei que contém inúmeras medidas de incentivo à poupança energética e define uma meta  de redução do consumo energético de 20% para 2030, face aos valores de 2012.

 

Isto traduz-se numa melhoria da eficiência energética em 34% no quadro dos objetivos europeus para 2030, aproximando-se do potencial de poupança economicamente rentável estimado para a França e significativamente acima dos 27% propostos pelo Conselho Europeu no ano passado.

 

O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deixou claro que a meta de 30% de poupança energética para 2030 é o mínimo aceitável e deveria ser vinculativa. Uma vez que a Comissão Europeia deverá definir em breve ferramentas legislativas para a concretização dos objetivos do seu projeto de União Energética, Juncker terá aí a oportunidade para apresentar propostas de elevada ambição no que respeita à eficiência energética.

 

Enquanto Coligação de vários membros, juntando 27 organizações europeias empresariais, profissionais, sindicais, da sociedade civil e da administração pública local, a Coligação para a Poupança Energética apela a uma meta vinculativa de 40% para 2030, de modo a libertar todo o potencial de poupança na União Europeia em termos economicamente rentáveis e incentivar o investimento em melhorias na eficiência energética. Além de impulsionar a economia, esta medida permitiria reduzir as necessidades de importação de energia e facer face às alterações climáticas.

 

Tradução parcial do comunicado da 'Coalition for Energy Savings'

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publicado por Quercus às 16:51

Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente dos últimos 85 anos

Quarta-feira, 22.07.15

The_sun1_cc_Lykaestria.jpgEntre Janeiro e Junho de 2015 registou-se a média das temperaturas máximas do ar mais elevada dos últimos 85 anos - 20,06 graus - de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

 

29 de junho de 2015 foi o dia mais quente do ano, em que se registou uma temperatura máxima de 43,2ºC em Beja.

 

Já considerando o valor médio da temperatura do ar (que foi de 14,30ºC), o primeiro semestre de 2015 foi apenas o nono mais quente desde 1931, ano em que começaram a ser feitas estatísticas meteorológicas em Portugal.

 

As quatro ondas de calor registadas nos seis primeiros meses do ano (27 de março a 7 de abril; 9 a 15 de maio; 21 maio a 10 junho e 25 a 30 junho) contribuiram para este pico e trouxeram não só uma primavera mais quente do que seria 'normal', mas também um verão que se prevê continuar a registar temperaturas altas.

 

No que respeita à precipitação, o valor médio do primeiro semestre de 2015 foi de 258,8 milímetros (mm), bastante abaixo da média, que se situa nos 461 mm. Este foi o sexto valor mais baixo desde 1931, tendo o recorde sido registado em 2005, com 154,6 mm.

A nível global, o mês de junho e o primeiro semestre deste ano foram os mais quentes de sempre. A temperatura média global do Planeta atingiu os 16,33ºC, segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). Segundo Jessica Blunden, cientista do NOAA, é difícil que 2015 não venha a ser o ano mais quente de sempre.

 

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publicado por Quercus às 11:50

"Enfrentar as alterações climáticas já!", alerta coligação de prestigiadas instituições britânicas

Terça-feira, 21.07.15

Desertificação.jpgUma coligação inédita de prestigiados organismos científicos, médicos e da engenharia britânicos defendeu, num comunicado recentemente divulgado, a necessidade de medidas imediatas por parte dos Governos mundiais de modo a evitar as piores consequências das alterações climáticas.

 

O comunicado conjunto de 24 instituições académicas e profissionais afirma ainda que combater o aquecimento global terá também benefícios ao nível do desenvolvimento económico e da saúde humana, pela redução da poluição atmosférica, bem como melhorias no acesso a bens como energia, água e alimentos.

 

Para haver uma possibilidade real de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC - reconhecido internacionalmente como o limite de perigo - o mundo terá de erradicar todas as emissões poluentes nas próximas décadas.

 

A Academia Britânica é uma das instituições a subscrever este comunicado. O seu presidente e economista climático Lord Nicholas Stern afirma que David Cameron e o Reino Unido têm particular responsabilidade na luta contra as alterações climáticas. "O Reino Unido protagonizou a liderança mundial tanto na revolução da ciência moderna como na revolução industrial. Devem fazê-lo novamente na criação de um mundo mais seguro, limpo e próspero", afirmou Stern.

 

Instituições subscritoras:

Academy of Medical Sciences, Academy of Social Sciences, British Academy, British Ecological Society, Challenger Society for Marine Science, Geological Society, Institution of Civil Engineers, Institute of Physics, Institution of Chemical Engineers, Institution of Environmental Sciences, Learned Society of Wales, London Mathematical Society, Royal Astronomical Society, Royal Economic Society, Royal Geographical Society, Royal Meteorological Society, Royal Society, Royal Society of Arts, Royal Society of Biology, Royal Society of Chemistry, Royal Society of Edinburgh, Society for General Microbiology, Wellcome Trust, Zoological Society of London

 

Tradução parcial do artigo mais extenso disponível da página do jornal The Guardian

 

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publicado por Quercus às 17:19

Estudo defende criação de imposto sobre o carbono para produtos no mercado comunitário

Terça-feira, 21.07.15

fumos_c_LuisGalrao.jpgDe acordo com um estudo publicado pela consultora CE Delft, a União Europeia poderia reduzir os custos da ação climática através da substituição do IVA por um imposto europeu comum sobre o carbono com incidência no valor acrescentado (CAT, da sigla em inglês).

 

O CAT poderia ser inspirado no IVA mas, em vez de incidir sobre o valor, incidiria sobre a quantidade de CO2 libertada para a atmosfera em cada fase de produção, levando a que os consumidores pagassem todo o custo associado às emissões de carbono de todo o ciclo de produção.

 

O imposto, definido de acordo com um montante fixo por cada quilograma de dióxido de carbono (CO2) equivalente emitido, poderia ser aplicado tanto a produtos produzidos a nível nacional como importados, permitindo solucionar dessa forma o problema da "fuga de carbono", isto é, a deslocação da produção intensiva de energia para países sem tarifa de carbono definida.

 

De acordo com este estudo, o CAT também permitiria diminuir os custos associados à redução de emissões poluentes e estimular a inovação em tecnologias de baixo carbono, uma vez que seria do interesse das empresas reduzir o preço dos seus produtos através de um menor custo associado ao imposto sobre o carbono.

Os eurodeputados e um grupo consultivo de alto-nível da União Europeia apelaram recentemente para um ajuste de carbono nas fronteiras de modo a assegurar condições equitativas na UE entre produção e importação.

 

Este imposto sobre o carbono seria definido inicialmente em 2025 para 146€/tonelada de CO2, aumentando para 255€/tonelada de CO2 em 2050, de modo a manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC.

 

Um preço de carbono mais de 30 vezes superior em relação ao atualmente em vigor no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (ETS, na sigla em inglês) mudaria drasticamente os padrões dos preços, ao aumentar entre 40 e 80% o custo de produtos com maiores emissões de carbono - tal como a produção de carne, de petróleo e gorduras animais.


Também a eletricidade, a calefacção e a alimentação se tornariam mais dispensiosas. No entanto, produtos associados a custos laborais significativos, como a restauração e o alojamento, seriam mais baratos.

 

A longo prazo, este impacto seria progressivamente reduzido, já que a criação deste imposto conduziria a maiores cortes nas emissões de carbono.

 

O estudo, disponível aqui, foi encomendado pela Universidade Técnica de Delft.

 

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publicado por Quercus às 12:33

Japão abandona as medidas de combate às alterações climáticas

Sexta-feira, 17.07.15

O Governo japonês anunciou hoje formalmente a meta nacional de 26% de redução de gases com efeito estufa até 2030 (em comparação com os níveis de 2013). Se comparada com os níveis de 1990, esta é uma redução de 18%.

Considerando os esforços globais que precisam de ser feitos para conseguir manter a temperatura global do planeta abaixo dos 2º Celsius, a contribuição nacional (INDC, na sigla em inglês) do Japão não abre caminho para alcançar este objetivo, dificultando os esforços de mitigação. Nos últimos anos, as emissões de 2013 destacaram-se como especialmente elevadas.

Enquanto quinto maior emissor mundial de gases com efeito estufa e com emissões per capita a registar níveis muito acima da média global, é injusto o Japão propôr um objetivo tão fraco.

O governo japonês justifica que esta contribuição está em linha com sua meta de redução de 80% até 2050.

Contudo, na realidade, a meta proposta hoje reflete o abandono das medidas de mudança climática por parte Japão e só onera as gerações futuras.

Numa altura em que o resto do mundo se prepara para os acordos históricos que terão lugar em Paris, na COP21, o Japão lança um objetivo para 2030 que não é aceitável, diz a Rede de Ação Climática Japonesa, em comunicado.

 

Em reação a esta medida, Ai Kashiwagi, da Greenpeace Japão, foi mais longe e disse que o país nem conseguirá cumprir "esta meta climática abissalmente fraca", acrescentando que "a sua política energética de fantasia, dependente da dispendiosa e perigosa energia nuclear não vai ajudar".

 

Segundo a Greenpeace Japão, o primeiro-ministro nipónico Shinzo Abe está a ficar pelo caminho, numa altura em que grande parte das nações mundiais dão rápidos passos em direção a um futuro energético renovável. "O fracasso da sua política energética irá, pelo contrário, amarrar o Japão a um cenário futuro de massivas emissões poluentes, insegurança energética e de dependência dos combustíveis fósseis".


Apesar do país continuar a apostar numa economia assente nos combustíveis fósseis e na energia nuclear, a verdade é que o país tem potencial para produzir 56% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2030.

 

Mais informações sobre o potencial do Japão em energias renováveis: aqui


Imagem: http://blogs.sit.edu

 

 

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publicado por Quercus às 19:17

Política de transportes de baixo carbono para a Europa no horizonte pós-2020

Sexta-feira, 17.07.15

A Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E), da qual a Quercus faz parte, divulgou esta semana um artigo que inclui contributos de vários investigadores reconhecidos do IEEP, TEPR e ICCT intitulado “Low Carbon Transport Fuel policy for Europe Post 2020 – How can a post 2020 low carbon transport fuel policy be designed that is effective and addresses the political pitfalls of the pre 2020 policies?”.

 

Este artigo procura identificar uma base de elaboração de políticas sobre os combustíveis de baixas emissões de carbono para o setor dos transportes no período pós-2020, assim como a sua concepção no futuro. Para tal, as prioridades de política, as mudanças comportamentais dos principais agentes, as abordagens para a monitorização e elaboração de novas políticas pelos decisores devem ser sistematicamente revistas e analisadas.

 

Com base nesta análise, algumas necessidades foram identificadas como principais opções de política para os combustíveis no setor dos transportesem 2030, e que podem ser satisfeitas através da promoção de combustíveisde baixas emissões de carbono, em vez de outras medidas legislativas como normas sobre as infraestruturasouemissões dos veículos.

 

Para ser eficaz a ação sobre a descarbonização dos combustíveis, a Europa deverá incidir a sua ação sobre os seguintes aspetos, independentemente da natureza definitiva do quadro político:

 

Combustíveis fósseis: medidas de apoio para a escolha de combustíveis que garantam a redução ou estabilização da sua pegada de carbono ao longo do tempo, em linha com as prioridades e as medidas mais amplas que promovam a descarbonização, como a disponibilização de informação para a tomada de decisão sobre o mix de combustíveis tendo por base a preocupação com a redução das suas emissões;

 

Biocombustíveis: medidas destinadas a proporcionar uma base clara para a diferenciação entre os diferentes biocombustíveis e os riscos associados à sua utilização de forma contínua; para garantir medidas de promoção dos biocombustíveis não são aplicados aqueles que apresentam “ alto risco”, ou seja, aqueles que não reduzem de forma significativa as emissões de gases com efeito de estufa ou irá resultar em impactos inaceitáveis ​​para o ambiente de uma forma geral e/ou afetar o preço dos alimentos;

 

Eletricidade: para aumentar a quota de eletricidade nos transportes e esta ser progressivamente de origem renovável no futuro, são necessárias medidas de apoio à maior disponibilidade de pontos de carregamento dedicados para facilitar ativamente a penetração dos veículos elétricos na frota; e medidas de apoio às políticas voltadas para a mobilidade elétrica e a sua integração com as fontes de energia renovável;

 

Hidrogénio: para a quota de hidrogénio aumentar no setor dos transportes e ser progressivamente de origem renovável para o futuro devem ser estabelecidas medidas de apoio à implantação de infraestrutura de abastecimento de combustível dedicado à medida que os veículos movidos a hidrogénio aparecem no mercado; e medidas destinadas a apoiar as políticas que visam a uma maior penetração dos veículos a hidrogénio.

 

Artigo completo aqui

 

 

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publicado por Quercus às 09:30

Produção renovável ganha terreno à energia nuclear nas grandes economias

Quinta-feira, 16.07.15

paineis.gifA energia solar, eólica e outras fontes renováveis para além da produção hidroelétrica já suplantaram a energia nuclear no abastecimento de eletricidade em países como o Japão, a China, a Índia e cinco outras grandes economias, representando cerca de metade da população mundial. São estas conclusões do relatório ‘The World Nuclear Industry Status Report 2015’.

 

Apesar de, em média, as centrais nucleares produzirem anualmente cerca de duas vezes mais eletricidade do que as renováveis por cada quilowatt instalado, o elevado crescimento da energia solar, eólica e outras renováveis significa que a energia nuclear está a ser rapidamente preterida à medida que vários países viram costas a esta fonte energética após o incidente de Fukushima, no Japão.

 

A produção global de energia nuclear cresceu 2,2% em 2014, mesmo com o primeiro encerramento prolongado da indústria nuclear por 45 anos (no Japão). Contudo, com a energia solar a crescer 38% e a eólica cerca de 10%, estas e outras fontes renováveis estão a ganhar terreno.

 

Custos ascendentes, atrasos nas construções, contestação pública e o envelhecimento dos reactores nuclares estão a limitar as oportunidades desta fonte energética, enquanto do outro lado as fontes renováveis apresentam custos cada vez mais baixos, uma muito maior eficiência e melhor gestão, bem como melhorias ao nível da capacidade de armazenamento. Esta mudança de paradigma traz numa nova imagem à produção global de energia.

 

Em termos de produção, países como a China, o Japão e a Índia - três das maiores economias mundiais, a par do Brasil, Alemanha, México, Holanda e Espanha – geram hoje mais eletricidade proveniente de fontes renováveis (excluindo a hídrica) do que energia nuclear.

 

No Reino Unido, a produção renovável, com a hídrica incluída, ultrapassou a energia atómica pela primeira vez em décadas, enquanto nos Estados Unidos a percentagem que cabe às renováveis corresponde atualmente a 13%, em comparação com os 8,5% de 2007.

 

Sem considerar a indústria moribunda do Japão, devido à sua interrupção de longo termo, o relatório atesta que em 2014 existiam 391 unidades nucleares ativas a nível global, mais três do que no ano anterior, mas menos 47 do que em 2002.

 

Os principais autores deste relatório são analistas do setor industrial - Mycle Schneider e Antony Froggatt - ambos antigos consultores de organismos governamentais europeus em matérias de política energética e nuclear.

 

Fonte: www.worldnuclearreport.org

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publicado por Quercus às 16:01

Relatório Anual 2014 da Rede de Ação Climática Internacional

Quinta-feira, 16.07.15

A Rede de Ação Climática - Internacional comemorou um quarto de século no ano passado e divulgou agora o seu relatório anual relativo a 2014.

 

CAN International - report 2014.png
(clicar na imagem para aceder ao relatório)

 

 

 

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publicado por Quercus às 12:13

Apresentado Pacote de Verão da Comissão Europeia sobre energia clima

Quarta-feira, 15.07.15

  UE.jpg
A Comissão Europeia lançou hoje, 15 de julho de 2015, o denominado ‘pacote de verão’ sobre energia e clima, integrado na Estratégia da União de Energia da União Europeia.

 

Neste pacote incluem-se a reformulação do mercado de elétrico, a atualização da etiqueta energética e a revisão do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (ETS, na sigla em inglês) para depois de 2020.

 

Em reação à proposta de revisão do ETS, a Rede de Ação Climática Europeia mostra-se satisfeita com a altura em que a revisão é apresentada, mas afirma que esta carece de falta de visão e liderança.

 

O ETS, que completou agora 10 anos, ainda não conseguiu atingir o objetivo para o qual foi criado: facilitar uma economia assente na eficiência energética e nas energias renováveis.

Devido aos objetivos muito fracos de redução de emissões, está acumulada uma quantidade enorme de licenças de emissão. Os preços de carbono, que se pensava que estariam nos 30 Euros / tonelada CO2, neste momento rondam os 7 Euros, não contribuindo para em nada para a redução de emissões na Europa.

 

Mais ainda, esta proposta não tem em consideração a decisão do Conselho Europeu de reduzir as emissões da UE em pelo menos em 40% até 2030.

Para melhorar o ETS seriam necessários objetivos mais ambiciosos, bem como o cancelamento de 2,5 a 4,5 mil milhões de licenças de emissão que se estimam estar por usar em 2020.

Classes_etiqueta.jpg

No âmbito do lançamento deste ‘pacote de verão’ sobre clima e energia da Comissão Europeia, foi apresentada uma proposta de atualização da etiqueta energética. As ONG estão satisfeitas com a proposta de retorno à escala de classes entre "A e G", em substituição da que é atualmente utilizada, de "A+++ a D".

 

 

Ligações relevantes:

 

A proposta da Comissão sobre a reformulação da etiqueta energética: aqui

Os argumentos das ONG de Ambiente sobre a reformulação da etiqueta energética: Link 1 | Link 2

 

O comunicado completo da CAN-Europe sobre a reforma do ETS: aqui

 

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publicado por Quercus às 18:31


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