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Quercus modera debate internacional sobre crescimento verde e fiscalidade verde

Quinta-feira, 11.12.14

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, promove hoje na COP20, em Lima, um evento paralelo sobre o Compromisso para o Crescimento Verde e a Reforma da Fiscalidade Verde, que será moderado por Francisco Ferreira, do Grupo de Energia e Alterações Climáticas da Quercus.

A iniciativa conta com a participação de Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Jos Delbeke, diretor-geral da Ação Climática da Comissão Europeia, Teresa Ribera, diretora do Institute for Sustainable Development and International Relations (IDDRI), e Yvo de Boer, diretor do Global Green Growth Institute.

O debate terá lugar entre as 15h e as 17h de Lima (20h/22h de Lisboa) na sala Bruxelas do pavilhão da UE.

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publicado por Quercus às 11:32

Quercus na grande manifestação em Lima em defesa da Mãe Terra

Quarta-feira, 10.12.14

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A Quercus participou hoje numa grande manifestação, a maior alguma vez realizada na América Latina relacionada com o tema das alterações climáticas e que percorreu o centro da cidade de Lima no Peru. 

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Foram muitos milhares de participantes que se concentraram pelas 9h no Campo de Marte, um parque no centro e Lima e que depois pelas 10h iniciaram um percurso até à praça de São Martin, agravando ainda mais o já caótico trânsito da cidade.

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A extensão da manifestação, que reuniu organizações ambientalistas, representantes dos povos indígenas, sindicalistas, muita gente anónima que se associou ao protesto, ultrapassava bem mais de um quilómetro.

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Com muita cor, originalidade, música, animação, palavras de ordem de alerta aos governantes que participam na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP20), a necessidade de apostar nas energias renováveis e proteger as futuras gerações, principalmente nos países mais vulneráveis, foram os tópicos mais presentes.

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Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, muitos dos participantes na reunião paralela da sociedade civil, a Cimeira dos Povos, gritaram bem alto a sua voz, mesmo que a uns quilómetros da COP, essas vozes não pareçam ter chegado, porque as negociações estão no habitual impasse com apenas mais dois dias para o suposto final, com o “complicómetro” ligado, multiplicando alternativas aos textos-base e às opções sugeridas inicialmente.

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publicado por Quercus às 22:38

Lima: o momento decisivo antes de subir a cortina em Paris

Segunda-feira, 01.12.14

Expectativas da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla em inglês) para a COP20 que hoje tem início em Lima, no Peru (ver em ecrã inteiro):

Expectativas para Lima - COP20 por Quercus ANCN

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publicado por Quercus às 12:02

Lima, a última grande etapa a caminho de um acordo climático global em Paris, em 2015

Sexta-feira, 28.11.14

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Começa na próxima segunda-feira, dia 1 de dezembro, a 20ª Conferência das Partes (COP20) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que decorrerá até 12 de dezembro na capital do Peru, Lima. O grande objetivo é preparar um novo acordo global a alcançar na 21ª reunião, que terá lugar em Paris, em 2015.

Fez-se história quando, em setembro passado, mais de 400 mil pessoas de todas as esferas sociais encheram as ruas de Nova Iorque e mais 350 mil no resto do mundo afirmaram “Mais ação climática, já!”. Esta reunião, que congregará ministros de quase todos os países, deve ser um ponto de viragem na vontade dos governantes para que as suas políticas e decisões reflitam as vozes dos milhares de pessoas que se fizeram ouvir por todo o mundo.

Na COP 17, em 2011, os governos criaram a Plataforma de Durban para reforçar as ações nesse sentido. As negociações desta Plataforma culminarão precisamente em 2015, na COP 21 de Paris, onde as Partes (os governos) vão decidir sobre a próxima fase do acordo climático global. O sucesso ou fracasso de Paris dependerá em grande parte do que se passará agora em Lima, uma vez que é aí que se vão definir os parâmetros deste Acordo global.

A COP20 acontece no rescaldo de vários momentos chaves da luta climática. Primeiro, as Marchas Climáticas que ocorreram um pouco por todo o mundo, em Setembro; de seguida, a Cimeira especial das Nações Unidas em Nova Iorque e, por fim, o recentemente divulgado 5º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), deve orientar a vontade política para a tomada de decisões sobre o formato, composição e ambição do Acordo de 2015.

Os limites do planeta e o presente estado de equilíbrio dos ecossistemas estão prestes a ser ultrapassados. São já visíveis os impactes devastadores das alterações climáticas um pouco por todo o mundo, em forma de tempestades, cheias, secas e um número crescente de eventos climáticos extremos. Impactes que estão a custar aos países recursos financeiros escassos, enquanto a economia global continua a enfrentar uma enorme crise. A sua ocorrência continua, erroneamente, a ser tratada de forma isolada e temporária, ignorando a raiz do problema.

A falta de vontade política continua a ser o maior impedimento do progresso das negociações no quadro da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC, em inglês). A insuficiência de recursos financeiros tem dificultado ações de mitigação mais ambiciosas, bem como a operacionalização efetiva dos mecanismos de ajuda para lidar com os impactes das alterações climáticas a nível mundial.

Este é, portanto, um momento decisivo para que os países enfrentem a realidade e mostrem liderança e coragem para tomarem as difíceis, mas necessárias, decisões. A falta de vontade política não deve continuar a impedir a definição de ações ambiciosas para enfrentar as alterações climáticas.

Europa, Estados Unidos e China dão alguma esperança a Acordo global

A Europa definiu, no final do mês de outubro, as suas metas de emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2030, no sentido de alcançar uma redução de pelo menos 40% nesse período temportal. Ao mesmo tempo, definiu objetivos para 2030 relativamente às energias renováveis, à eficiência energética e às interligações de eletricidade entre países. Os Estados Unidos anunciaram uma redução das suas emissões em 28% entre 2005 e 2025 e a China comprometeu-se a começar a reduzir as suas emissões até 2030.

Embora as metas em causa não assegurem que o aumento da temperatura do planeta fique abaixo dos 2ºCelsius (ou preferencialmente abaixo dos 1,5ºC em relação à era pré-industrial - o aumento verificado até agora foi de 0,8ºC), constituem sem dúvida uma intenção importante no quadro das negociações que vão decorrer. O caminho para um futuro climático seguro ainda é possível, dependendo da ambição e da natureza vinculativa dos compromissos a assumir pelos diferentes países.

Portugal deverá apresentar Planos para as Alterações Climáticas para 2020 e 2030

Portugal conseguiu cumprir o Protocolo de Quioto (entre 2008 e 2012) e todas as projeções indicam deverá alcançar facilmente as metas relativas às emissões de gases com efeito de estufa estabelecidas para 2020. Apesar disso, é fundamental que o país defina um conjunto de medidas e trace objetivos para uma economia de baixo carbono, com maior peso das fontes de energia renovável, maior eficiência energética e no uso dos recursos, reduzindo a sua dependência externa.

O setor dos transportes, o maior responsável em termos de emissões, continua a aguardar um conjunto de medidas necessárias para reduzir a sua contribuição à escala nacional, nomeadamente na redução do transporte rodoviário individual e de mercadorias. Neste quadro, é fundamental conhecer-se o Plano Nacional para as Alterações Climáticas para 2030, que está já quase com dois anos de atraso. Ao mesmo tempo, o país está ainda longe de aplicar as medidas de adaptação indispensáveis para lidar com um clima em mudança, nomeadamente à escala municipal e em áreas críticas do litoral.

Quercus em Lima a partir de 5 de dezembro - blog, facebook e twitter darão conta dos desenvolvimentos relevantes na negociação

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal como organização não governamental de ambiente e Francisco Ferreira, do Grupo de Energia e Alterações Climáticas, estará presente a partir de 5 de dezembro. A Quercus irá acompanhar os trabalhos ao longo de toda a Conferência e anunciar diversos relatórios em que participou e que serão lá divulgados. Ao mesmo tempo, Ana Rita Antunes, do mesmo grupo de trabalho, estará disponível para esclarecimentos em Portugal.

A Quercus já está a assegurar informação geral atualizada diariamente sobre a reunião e as posições das associações de ambiente através de um blogue e das redes sociais:

climaticas.blogs.sapo.pt
twitter.com/QuercusCOP20
facebook.com/quercusancn

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 09:59

'O sucesso de Paris joga-se em Lima' na COP20

Quarta-feira, 19.11.14

Leia os artigos da Sara Campos e do Francisco Ferreira na edição 'Go Green' de ontem do Jornal Metro, também disponível aqui (clique aqui para ampliar). 

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publicado por Quercus às 14:55

Temperatura diária em Portugal pode subir 5 a 8 graus até 2100, alerta a Quercus com base no último relatório do IPCC

Segunda-feira, 03.11.14

Entrevista de Francisco Ferreira, da Quercus, no Bom Dia Portugal, da RTP, sobre o último relatório da ONU sobre as alterações climáticas:

Excerto no Jornal da Tarde:

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publicado por Quercus às 20:53

5º Relatório do IPCC anunciado este domingo: Quercus alerta para o mais extenso e dramático relatório sobre alterações climáticas

Sexta-feira, 31.10.14

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A última parte do Quinto Relatório de Avaliação, elaborado pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), será lançada no próximo domingo, dia 2 de novembro, em Copenhaga, na Dinamarca, numa conferência de imprensa que terá início às 10h (hora de Portugal), após uma semana de negociações entre representantes dos governos para acordar um Sumário para Decisores Políticos. [evento no Facebook]

Após a publicação dos relatórios de três Grupos de Trabalho (GT) ao longo dos últimos 12 meses – sobre a ciência das alterações climáticas (GT1), a vulnerabilidade a impactes climáticos e adaptação (GT2) e as estratégias de mitigação para combater as alterações climáticas (GT3) – o último a ser agora publicado é o Relatório-Síntese, o qual combina e agrega o trabalho realizado pelos três GT num único documento. É o culminar de 5 anos de trabalho científico elaborado por 830 autores, 1.200 outros contributos e 3.700 revisões por especialistas e que resultaram na compilação de mais de 30.000 trabalhos de investigação e de 143.000 comentários para produzir um relatório sem precedentes, baseado nas últimas evidências científicas.

Analisando os relatórios anteriores publicados pelos GT, o IPCC tem demonstrado de forma inequívoca que as alterações climáticas estão de facto a acontecer, causadas pela ação humana e com consequências graves em todos os continentes e oceanos. O relatório deixa claro que o aquecimento global ainda pode ser limitado abaixo dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, de forma a garantir um futuro climático mais seguro e sem prejuízo para o planeta.

Lançado pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a 2 de novembro, o Relatório-Síntese terá em conta esses resultados cruciais. Espera-se que confirme a necessidade de uma transição rápida para uma economia global baseada em energias limpas onde a sociedade possa usufruir de benefícios económicos e adaptar-se às alterações climáticas, ou seguir um caminho onde o aumento das emissões de carbono ao nível global possa agravar ainda mais as alterações climáticas e ameaçar a sociedade e economia global.

Na realidade, o Relatório-Síntese vai apresentar aos governos que se comprometeram com este documento uma escolha decisiva para o futuro: investir em energias limpas para as próximas décadas ou continuar a manter uma economia baseada no consumo de combustíveis fósseis. Os cientistas do IPCC enviam esta mensagem importante num momento particularmente crítico para as negociações climáticas a decorrer no âmbito das Nações Unidas, onde os governos se comprometeram a negociar um novo acordo global até 2015.

Na sequência da recente Cimeira para o Clima, em Nova Iorque e da maior mobilização de sempre de cidadãos na defesa de maior ação climática, este Relatório-Síntese é a última palavra da comunidade científica antes da próxima reunião da Conferência das Partes (COP21) que irá decorrer em Paris em 2015, providenciando toda a informação necessária para os líderes mundiais assumirem, nesta reunião, compromissos importantes sobre a ação climática.

Quercus irá pronunciar-se sobre conclusões principais

Um mês depois da mobilização recorde de 700 mil pessoas em várias cidades por todo o mundo numa chamada sem precedentes para a ação climática – incluindo várias cidades portuguesas - os especialistas irão certamente reiterar duas conclusões fundamentais: que as alterações climáticas são uma ameaça real causada pela ação humana e que a resolução da crise climática requer reduções urgentes e drásticas nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE). A Quercus acompanhará atentamente o anúncio deste último relatório e irá efetuar uma análise, a ser divulgada após a conferência de imprensa de domingo, dia 2 de novembro.

Lisboa, 31 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 17:13

Quercus, CAN e T&E analisam as metas de energia e clima para 2030: Líderes europeus estabelecem objetivos pouco ambiciosos

Sexta-feira, 24.10.14

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As novas metas europeias de política climática e energética até 2030, aprovadas na última madrugada em Bruxelas, são consideradas insuficientes pelas organizações não-governamentais de ambiente da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa) e da Federação de Transportes e Ambiente (T&E), plataformas em que a Quercus está inserida:

- meta vinculativa de redução de pelo menos 40% das emissões de GEE;

- meta indicativa de redução do consumo de energia de pelo menos 27%;

- meta vinculativa de pelo menos 27% de energias renováveis.

As Organizações Não Governamentais estão dececionadas com a falta de ambição demonstrada pelos líderes reunidos no Conselho Europeu. As decisões da União Europeia (UE) não respondem à urgência de agir contra as alterações climáticas, como preconizado no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), que será finalizado na próxima semana. Também não dão os incentivos necessários para a indústria europeia investir em tecnologias de baixo carbono. Metas mais ambiciosas para a eficiência energética e para as energias renováveis também aumentariam substancialmente a independência energética da Europa e seriam uma das melhores respostas para lidar com as ameaças da Rússia à Ucrânia e à UE.

Esta decisão foi o primeiro passo de um processo que será longo. É necessário trabalhar na elaboração de propostas legislativas que permitam demonstrar mais ambição da UE, de forma a criar uma dinâmica positiva para as negociações internacionais sobre o clima. Uma proposta melhorada será crucial para aumentar a capacidade da UE para negociar um acordo internacional adequado, com fortes compromissos de todos os principais emissores, a alcançar em Paris em dezembro de 2015.

Meta vinculativa de redução de pelo menos 40% das emissões de GEE 

A redução de emissões de GEE em pelo menos 40% não está claramente em linha com a ambição da mesma Europa que quer descarbonizar a economia até 2050. Esta meta também não dá um sinal claro relativamente aos incentivos necessários à indústria europeia para investir em tecnologias de baixo carbono e colher os benefícios económicos e de emprego de tais investimentos. Esta meta coloca a Europa em risco de ficar presa a uma infraestrutura energética de alto carbono, cara, bem como refém de uma mudança climática descontrolada e catastrófica.

Neste momento, é importante que a UE se concentre na expressão 'pelo menos' colocada à frente da meta de 40% e trabalhe para ir além desse número, com vista a um aumento da meta de redução de emissões.

Meta indicativa de redução do consumo de energia de pelo menos 27%

Os Estados-Membros enfraqueceram ainda mais a proposta ao adotarem uma meta não vinculativa de pelo menos 27%. Isto irá efetivamente retardar o progresso de redução do consumo de energia após 2020, em comparação com as tendências atuais. Ao baixar o nível de ambição na eficiência energética, os Estados-Membros estão a perder a batalha da segurança energética, enquanto desperdiçam a oportunidade para uma redução de emissões de baixo custo e para o crescimento do emprego verde na Europa.

Meta vinculativa de pelo menos 27% de energias renováveis

A meta também de 27% acordada para as energias renováveis é um claro retrocesso das políticas de desenvolvimento que estão atualmente em vigor, o que implica um desacelerar no crescimento deste setor. É uma meta fraca, que não reconhece a transformação no sistema energético europeu defendido por muitos cidadãos e muitos setores da indústria.

Esta meta, que está aquém do que muitos Estados-membros defenderam, incluindo Portugal, não está acompanhada de metas vinculativas nacionais. Isto significa que a Europa corre o risco de perder os potenciais benefícios que o desenvolvimento da indústria das energias renováveis tem para oferecer à sua economia, povo e do clima.

Meta para as interligações de 15%

Foi também acordado um patamar mínimo de interligações na rede elétrica entre todos os países da união de 10% até 2020, principalmente para os países que ainda não atingiram esta meta, como é o caso de Portugal e Espanha. Em relação a 2030, esta meta cresce para 15%. Esta é uma vitória importante para Portugal, que assim poderá apostar no setor das energias renováveis, produzindo eletricidade renovável para exportação e tornando este setor da economia verde cada vez mais relevante a nível nacional.

Setor dos transportes

Este pacote para 2030 não é suficiente para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e a redução das emissões GEE nos transportes, que representam a maior fonte de emissões de CO2 e são responsáveis por cerca de metade dos 400 mil milhões de euros da fatura de importação anual de energia da Europa. Apesar de conter mensagens genéricas, mas úteis, quanto à promoção da eficiência energética e à necessidade de acelerar a mudança para a mobilidade elétrica, o acordo prevê a possibilidade dos países incluírem unilateralmente as emissões dos transportes no Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE). Esta medida não trará os efeitos esperados na redução das emissões, apenas adiando a necessária transformação do setor.

O acordo é escasso em detalhes sobre a promoção de energias renováveis ​​nos transportes. A maioria dos biocombustíveis (de produção agrícola) incorporados nos combustíveis rodoviários não trazem benefícios climáticos e a sua produção e consumo custam anualmente cerca de 6 mil milhões de euros à UE. No entanto, a Comissão Europeia já reconheceu que estes biocombustíveis não devem receber quaisquer apoios públicos após 2020.

Lisboa, 24 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 14:08

Rede de Ação Climática descontente com “objectivos climáticos e energéticos fracos e comprometidos” da UE

Sexta-feira, 24.10.14

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As novas metas europeias de política climática e energética até 2030, aprovadas na última madrugada em Bruxelas, são consideradas insuficientes pelas organizações não-governamentais de ambiente da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa), uma plataforma que inclui a Quercus. As ONG estão decepcionadas com a incapacidade dos líderes reunidos no Conselho Europeu em aprovar metas mais ambiciosas para a redução de gases de efeito estufa (GEE), e para o aumento das energias renováveis e da eficiência energética.

“As decisões da UE não respondem à urgência de agir contra as alterações climáticas, como preconizado no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), que será finalizado na próxima semana. Também não dá os incentivos necessários para a indústria europeia investir em tecnologias de baixo carbono. Metas mais ambiciosas para a eficiência energética e para as energias renováveis também aumentariam substancialmente a independência energética da Europa e seriam uma das melhores respostas para lidar com as ameaças da Rússia à Ucrânia e à UE”.

Para a CAN, será necessário trabalhar na elaboração de propostas legislativas que permitam demonstrar mais ambição da UE, de forma a criar uma dinâmica positiva para as negociações internacionais sobre o clima de 2015, em Paris. Ver comunicado integral (em inglês).

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publicado por Quercus às 02:03

Conselho Europeu de outubro decide amanhã metas de energia e clima para 2030 - Portugal entre os países mais ambiciosos

Quarta-feira, 22.10.14

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Amanhã, dia 23 de outubro, os líderes dos Estados-membros da União Europeia (UE) estarão reunidos no Conselho Europeu, em Bruxelas, para acordar as novas metas europeias no que respeita à política climática e energética até 2030, as quais poderão determinar o futuro destas políticas na UE nos próximos 15 anos e, indiretamente, nas décadas seguintes. As decisões a tomar serão cruciais para o Acordo Climático Global que se espera conseguir em Dezembro de 2015, em Paris.

Nos documentos-base que resultaram das várias reuniões de negociação entre os Estados-membros – e aos quais as organizações não governamentais tiveram acesso – o nível de ambição foi diminuindo ao mesmo tempo que aumentava a pressão para acordar metas tão importantes como redução das emissões de gases de efeito de estufa, energias renováveis e eficiência energética.

O texto que será acordado neste Conselho mostra-se abaixo do esperado pelas organizações não governamentais de ambiente e, praticamente, mantém o rumo atual. Neste cenário, Portugal e a UE darão um sinal político pouco ambicioso, perspetivando-se o agravamento das consequências das alterações climáticas, como secas mais graves e frequentes, inundações e eventos meteorológicos extremos.

Nas próximas décadas, os cidadãos europeus poderão vir a assistir ao aumento da fatura energética pela importação de combustíveis fósseis e a uma crescente dependência de fornecedores de energia, o que poderá ameaçar a segurança energética da UE. Irão também aumentar os custos com os impactos na saúde associados à poluição atmosférica, na medida em que Portugal e a UE arriscam perder a liderança na criação de novos empregos e de uma economia baseada em energias limpas, um compromisso que outros países (como a China) já assumiram perante a comunidade internacional nas últimas cimeiras climáticas.

Perante a iminência de um novo acordo climático a nível global, que deverá ser adotado em Paris no próximo ano, os cidadãos europeus estão na expetativa de conhecer as ações concretas que os líderes europeus irão tomar para combater as alterações climáticas. Os maiores progressos de política climática foram conseguidos quando a UE liderou o rumo das negociações.

A Quercus recorda ainda que, em setembro passado, milhares de pessoas manifestaram-se nas ruas em várias cidades por toda a Europa, incluindo Lisboa, Porto e Faro, apelando aos seus governantes para acelerar a sua ação climática (ver http://climaticas.blogs.sapo.pt). A associação espera que o primeiro-ministro de Portugal e os outros líderes europeus respondam a este apelo durante o próximo Conselho Europeu e assumam a liderança necessária para elevar o nível de ambição do seu Pacote Energia-Clima para 2030, colocando a Europa no caminho para uma economia mais verde e competitiva.

Para enfrentar dois dos maiores desafios da Europa, mas também de Portugal - as alterações climáticas e a dependência energética – é necessária a adoção de três metas ambiciosas, coerentes e vinculativas até 2030: pelo menos 55% de redução de emissão de gases com efeito de estufa (GEE), 40% de eficiência energética e 45% de energias renováveis.

Mais acresce que os mecanismos de solidariedade e investimento criados na UE para apoio à transição energética nos Estados-membros com menores recursos financeiros só devem ser usados para aumentar a eficiência energética e diversificar o “mix” energético através do desenvolvimento de energias renováveis.

O papel de Portugal

Durante todas as negociações, Portugal foi, através do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, dos Estados-Membros mais ativos na negociação por metas mais ambiciosas para 2030, ainda que insuficientes na perspetiva das ONGs: meta vinculativa de pelo menos 40% na redução de GEE; meta vinculativa de 30% de energias renováveis (admitindo-se já 27%, mas com valores definidos país a país); meta vinculativa de aumento de 30% de eficiência energética.

Portugal tem procurado conseguir uma meta mais ambiciosa para as interligações elétricas (15%), em particular entre a Península Ibérica e França, quase só ajudado por Espanha e com a forte oposição de França. Algumas posições defendidas por Portugal causadoras de entropia (como exigir a contabilização das alterações de uso do solo e floresta no cumprimento das metas de redução de GEE) não devem ofuscar os objetivos que o país, de uma forma geral, tem procurado obter.

Consequências de um compromisso fraco

Um compromisso pouco ambicioso representa não só um retrocesso crítico para o futuro da política energética e climática europeias, mas também impede a UE de manter o seu objetivo, assumido internacionalmente, de limitar o aumento da temperatura média global a 2ºC.

A Quercus considera inaceitável que os líderes europeus ignorem o apelo de milhares de pessoas que se manifestaram por toda a Europa (centenas em Portugal) exigindo mais ação climática, mas também de empresas com bom desempenho no caminho de uma economia de baixo carbono e, mais grave ainda, da maioria dos países e regiões mais vulneráveis às alterações climáticas. É com enorme expectativa que a Quercus aguarda o desfecho negocial e as conclusões deste Conselho Europeu, crucial para o país, para a União Europeia e indiretamente para o mundo.

De uma Europa enfraquecida ou de uma Europa líder dependerão os objetivos a estabelecer em Paris em 2015. A Quercus espera que Portugal assuma e faça valer uma posição ambiciosa na definição de novas metas europeias para as próximas décadas.

Lisboa, 22 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 14:30





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