Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Atlas do carvão: factos, números e impactos do consumo

Sábado, 21.11.15

coalatlas2015_titel.png

 

A Heinrich Böll Foundation e a Friends of the Earth International lançaram esta semana o “Coal Atlas”, uma ferramenta online que disponibiliza os factos e números mais recentes sobre o carvão, e prejuízos ambientais e sociais resultantes do seu consumo. Com mais de 60 gráficos detalhados, o atlas ilustra bem o impacto da exploração de carvão sobre o ambiente, a saúde, o trabalho, os direitos humanos e a política.

Se o mundo quiser evitar uma catástrofe climática nas próximas décadas, terá que renunciar à queima de quase 90% das reservas comprovadas de carvão, mais de um terço das reservas de petróleo e metade das reservas de gás natural. Mas, em vez de implementarem políticas destinadas a concretizar este objetivo, os governos de todo o mundo continuam não só a subsidiar a produção de combustíveis fósseis, mas também a usar os escassos recursos públicos para encontrar novas reservas. Esta é uma situação que tem de mudar rapidamente.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que os subsídios livres de impostos atribuídos ao carvão (incluindo danos ambientais) atingiram 3,9% do Produto Interno Bruto a nível global em 2015. Só os governos do G-20 atribuíram 452 mil milhões de dólares anuais em subsídios públicos para a exploração de combustíveis fósseis. Um estudo do Natural Resources Defence Council, Oil Change International e World Wild Fund for Nature revelou que, entre 2007 e 2014, os governos desviaram mais de 73 mil milhões de dólares – ou 9 mil milhões de dólares por ano – do erário público para financiar projetos de carvão. Na liderança, está o Japão (20 mil milhões), a China (cerca de 15 mil milhões), a Coreia do Sul (7 mil milhões) e a Alemanha (6,8 mil milhões).

Este investimento aumenta o já substancial financiamento comercial para o sector do carvão. Em 2013, 92 dos maiores bancos mundiais financiaram projetos de carvão da ordem das 66 mil milhões de libras (71 mil milhões de dólares), quatro vezes mais do que em 2005. Tudo para apoiar um setor responsável por emissões massivas a nível global e determinado a não mudar de rumo. 

Desde 1988, 35 empresas associadas à exploração de carvão, privadas e públicas, têm contribuído para um terço das emissões totais de CO2. O impacto no ambiente não é segredo. E, no entanto, as empresas que exploram carvão e outros combustíveis fósseis recusaram-se a ajustar os seus modelos de negócios. Em vez disso, trabalham ativamente para bloquear os esforços para mitigar as alterações climáticas a nível nacional e internacional, incluindo através do financiamento a opositores às alterações climáticas e exercendo influência contra metas de energia renovável e instrumentos de mercado bem sucedidos, como as tarifas de injeção na rede.

Enquanto isso, o sector do carvão argumenta que tem vindo a desempenhar um papel indispensável na luta contra a "pobreza energética" - isto é, a falta de acesso a fontes não poluentes de energia, principalmente energia elétrica. É verdade que a pobreza energética é um problema global, afetando cerca de 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo. Para os agricultores que dependem de água bombeada para irrigar as suas culturas, isto significa menor eficiência e produtividade. Para as famílias que precisam de queimar lenha, fezes de animais e querosene para cozinhar, pode significar poluição do ar interior e doenças respiratórias associadas. Para crianças em idade escolar, a falta de iluminação (ou insuficiente) representa a perda de oportunidades de aprendizagem.

O carvão não é a solução para o futuro. Os prejuízos para a saúde resultantes da extração e combustão de carvão são surpreendentes. Em 2013, a pneumoconiose em trabalhadores de minas de carvão (a chamada "doença do pulmão negro") causou mais de 25.000 mortes prematuras, a nível mundial. Na União Europeia, a combustão do carvão é responsável por 22.300 mortes prematuras por ano. Na China, estima-se que 670.000 mortes prematuras ocorram devido ao consumo de carvão.

Os prejuízos para a saúde acarretam elevados custos económicos, associados com a perda de dias de trabalho e pressão acrescida sobre os sistemas de saúde. As alterações climáticas, também, terão custos enormes, mesmo se não forem tomadas medidas de mitigação e adaptação sobre o setor da energia. Para os 48 países menos desenvolvidos, os custos associados com o carvão irão totalizar, em breve, 50 mil milhões de dólares por ano.

A exploração de combustíveis fósseis não deve ser estimulada por subsídios, mas em vez disso esta atividade deve pagar parte dos prejuízos associados com o impacto das alterações climáticas. Só no ano passado, as duas maiores empresas petrolíferas - Chevron e ExxonMobil – obtiveram mais de 50 mil milhões de dólares em lucros.

Se o mundo quiser limitar o aumento da temperatura global a apenas 2°C acima dos níveis pré-industriais, sem ser forçado a empregar tecnologias perigosas e arriscadas (como a captura e armazenamento de carbono), o modelo energético deve sofrer uma transformação profunda.

Em primeiro lugar, os líderes mundiais devem comprometer-se com a eliminação progressiva do uso de combustíveis fósseis, com o objetivo explícito de manter 90% das reservas comprovadas de carvão, um terço das reservas de petróleo, e metade das reservas de gás no subsolo. Os governos devem também acabar com os subsídios públicos para o carvão e outros combustíveis fósseis, o mais rapidamente possível, dentro dos próximos anos, garantindo ao mesmo tempo que as comunidades mais pobres e vulneráveis não sofrem um aumento dos preços da energia.

Além disso, os governos por todo o mundo deverão manter as empresas produtoras de carvão e outros combustíveis fósseis responsáveis pelos danos ambientais que os seus produtos causado, inclusive através de uma taxa sobre a extração para financiar o Mecanismo de Varsóvia sobre Perdas e Prejuízos, ao abrigo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. O direito internacional - em particular, o princípio do "poluidor-pagador", a regra de "não-agressão", e o direito de indemnização – suportam tal sistema.

Finalmente, para enfrentar a pobreza energética, os líderes mundiais devem ampliar o financiamento para projetos de energia renovável e descentralizada, incluindo através de uma tarifa de injeção na rede financiada globalmente para mini-redes de energia renováveis nos países em desenvolvimento.

O sucesso das empresas que exploram combustíveis fósseis na salvaguarda dos seus próprios interesses veio à custa de impactes para o ambiente e da saúde humana. Está na hora de rever o sistema de energia global – a começar por manter no subsolo a maioria das reservas de carvão e outros combustíveis fósseis.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Quercus às 10:00


4 comentários

De humberto a 22.11.2015 às 15:15

«A Heinrich Böll Foundation e a Friends of the Earth International lançaram esta semana o “Coal Atlas”, uma ferramenta online que disponibiliza os factos e números mais recentes sobre o carvão, e prejuízos ambientais e sociais resultantes do seu consumo. Com mais de 60 gráficos detalhados, o atlas ilustra bem o impacto da exploração de carvão sobre o ambiente, a saúde, o trabalho, os direitos humanos e a política.»


Que trabalho aparentemente tão exaustivo. E até incluem impactos sobre a saúde!


´´
«Se o mundo quiser evitar uma catástrofe climática nas próximas décadas, terá que renunciar à queima de quase 90% das reservas comprovadas de carvão, mais de um terço das reservas de petróleo e metade das reservas de gás natural.»


Afinal o impacto sobre a saúde continua a ser um mero pormenor. O que lhes interessa mesmo é continuarem a espalhar o alarmismo climático com as habituais proféticas catástrofes climáticas.


´´
« Mas, em vez de implementarem políticas destinadas a concretizar este objetivo, os governos de todo o mundo continuam não só a subsidiar a produção de combustíveis fósseis,»


Atenção! Muita atenção!


Como a própria qercus informa aqui
http://climaticas.blogs.sapo.pt/portugal-entre-os-campeoes-dos-51706

quando por aqui se fala de "subsídios para a produção de combustíveis fósseis" estes subsídios não são mais do que dinheiro que os estados não recebem porque, no parecer de certas gentes, os impostos a estes combustíveis não são suficientemente altos. Chamam de subsídio a dinheiro que nunca foi dos estados (ou do erário público). É apenas dinheiro que os estados receberiam se (e é um grande 'se')... se os impostos cobrados ao sector petrolífero fossem tão altos como certas pessoas desejariam.


ou ainda como a quercus também informa aqui:
http://climaticas.blogs.sapo.pt/promessas-vazias-g20-financia-52968

para este tipo de pessoas, subsídios também são:
- "incentivos fiscais" (qual é a grande empresa que os não recebe?);
- "investimentos feitos por empresas de capital maioritariamente público" (empresas públicas já não podem investir livremente?);
- "financiamentos provenientes de bancos maioritariamente públicos e outras instituições financeiras" (confundem empréstimos de bancos com subsídios dados pelo estado?);


´´
« mas também a usar os escassos recursos públicos para encontrar novas reservas. Esta é uma situação que tem de mudar rapidamente.»


Até parece que são os estados que pagam às empresas petrolíferas para fazerem a prospecção!!!


http://economico.sapo.pt/noticias/sousa-cintra-com-licencas-para-explorar-petroleo-no-algarve_229959.html

Há assinatura de "contratos de concessão, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo" e todos os furos foram "sempre iniciativa de privados".



http://www.galpenergia.com/PT/investidor/ConhecerGalpEnergia/Os-nossos-negocios/Presenca-no-mundo/Portugal/Paginas/Exploracao-Desenvolvimento-Portugal.aspx

"Em Portugal a exploração e produção de petróleo não é regulada por nenhum acordo de partilha de produção, baseando-se no modelo adotado noutros países, nomeadamente no Brasil, que contempla o pagamento de royalties e de impostos sobre a produção de petróleo. "


´´
«O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que os subsídios livres de impostos atribuídos ao carvão (incluindo danos ambientais) atingiram 3,9% do Produto Interno Bruto a nível global em 2015. Só os governos do G-20 atribuíram 452 mil milhões de dólares anuais em subsídios públicos para a exploração de combustíveis fósseis. Um estudo do Natural Resources Defence Council, Oil Change International e World Wild Fund for Nature revelou que, entre 2007 e 2014, os governos desviaram mais de 73 mil milhões de dólares – ou 9 mil milhões de dólares por ano – do erário público para financiar projetos de carvão. Na liderança, está o Japão (20 mil milhões), a China (cerca de 15 mil milhões), a Coreia do Sul (7 mil milhões) e a Alemanha (6,8 mil milhões).»


Sim, sim, pois...então não haveria de ser logo isso tudo!

Dão a volta à palavra subsídio, deturpam o seu significado e assim conseguem dizer, sem um pingo de vergonha, que esses valores são todos de subsídios e ainda têm o desplante de acusar os governos de desvio de dezenas de milhões do erário público!!!

De humberto a 22.11.2015 às 15:22

(continuação...)

´´
«Este investimento aumenta o já substancial financiamento comercial para o sector do carvão. Em 2013, 92 dos maiores bancos mundiais financiaram projetos de carvão da ordem das 66 mil milhões de libras (71 mil milhões de dólares), quatro vezes mais do que em 2005. Tudo para apoiar um setor responsável por emissões massivas a nível global e determinado a não mudar de rumo.»


Que o carvão está muito longe de ser um combustível ideal isso é óbvio mas também as vossas reinventadas energias eólica e solar trazem graves problemas à economia e sociedade em geral mas destes problemas não falam vocês. Aliás, fingem mesmo que não existem!


´´
«Desde 1988, 35 empresas associadas à exploração de carvão, privadas e públicas, têm contribuído para um terço das emissões totais de CO2. O impacto noambiente não é segredo.»


Pois não, não é segredo mas qualquer ambientalista defensor desta ideologia bem tenta esconder o impacto significativamente positivo que o CO2 actualmente em maior quantidade na atmosfera está a ter nas culturas agrícolas aumentando a sua produção assim como promove também o aumento de toda a restante área verde global.


´´
« E, no entanto, as empresas que exploram carvão e outros combustíveis fósseis recusaram-se a ajustar os seus modelos de negócios.»


Quando esses "ajustes de modelos de negócio" significa para organizações ambientalistas como a Greenpeace ou a Greenpeace Países Nórdicos levar o negócio à falência... claro que têm de se recusar.


http://climaticas.blogs.sapo.pt/greenpeace-quer-converter-negocio-de-50417


´´
« Em vez disso, trabalham ativamente para bloquear os esforços para mitigar as alterações climáticas a nível nacional e internacional, incluindo através do financiamento a opositores às alterações climáticas e exercendo influência contra metas de energia renovável»


É mau uma empresa lutar pela sua sobrevivência e manutenção dos respectivos postos de trabalho?



´´
« e instrumentos de mercado bem sucedidos, como as tarifas de injeção na rede.»


E ainda gozam com a cara dos consumidores!!!

Então "as tarifas de injeção na rede" são "instrumentos de mercado bem sucedidos"?! Em que mundo vocês vivem?

Ao menos tenham a coragem de explicar o que são "tarifas de injeção na rede".


Ao menos tenham a coragem de dizer que é apenas graças a estas tarifas cobradas na factura da electricidade como "custos de interesse económico geral que decorrem de medidas de política energética", que nos aumentam em cerca de 50% o custo total da electricidade, que mantêm as centrais eólicas e solares sem irem à falência.

As centrais eólicas e solares e outras que dependam destas tarifas recebem-nas porque não competitivas, de modo nenhum. Não fossem estas tarifas de injecção que tanto prejudicam a economia em todas as suas vertentes já há muito que teriam ido à falência se é que teriam sequer sido construídas.


´´
«Enquanto isso, o sector do carvão argumenta que tem vindo a desempenhar um papel indispensável na luta contra a "pobreza energética"»


É uma das formas de energia mais barata e uma das mais importantes para o Ocidente ter atingido o nível de desenvolvimento que atingiu.


´´
« - isto é, a falta de acesso a fontes não poluentes de energia, principalmente energia elétrica. É verdade que a pobreza energética é um problema global, afetando cerca de 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo. Para os agricultores que dependem de água bombeada para irrigar as suas culturas, isto significa menor eficiência e produtividade. Para as famílias que precisam de queimar lenha, fezes de animais e querosene para cozinhar, pode significar poluição do ar interior e doenças respiratórias associadas. Para crianças em idade escolar, a falta de iluminação (ou insuficiente) representa a perda de oportunidades de aprendizagem.»


Façam campanha contra a poluição gerada pelo carvão, façam campanha pela utilização obrigatória de novas tecnologias que limitem significativamente ou eliminem a poluição mas não queiram privar estas pessoas da energia mais barata que este produz para a substituírem por outra muito mais cara e intermitente como as eólica ou solar.


De humberto a 22.11.2015 às 15:26

(continuação...)

O que vocês assim fazem, com a vossa politica energética, é manter estas pessoas na pobreza negando-lhes as mesmas oportunidades que o Ocidente teve em todo o século 20.


´´
«O carvão não é a solução para o futuro.»


Mas é solução para o presente e é no presente que nós estamos!


´´
«Os prejuízos para a saúde resultantes da extração e combustão de carvão são surpreendentes. Em 2013, a pneumoconiose em trabalhadores de minas de carvão (a chamada "doença do pulmão negro") causou mais de 25.000 mortes prematuras, a nível mundial. Na União Europeia, a combustão do carvão é responsável por 22.300 mortes prematuras por ano. Na China, estima-se que 670.000 mortes prematuras ocorram devido ao consumo de carvão. Os prejuízos para a saúde acarretam elevados custos económicos, associados com a perda de dias de trabalho e pressão acrescida sobre os sistemas de saúde. »


Ora digam lá se uma gota de todos os biliões de dólares ou euros gastos ou a gastar a mais em energias não competitivas não seriam suficientes para combater eficazmente a poluição gerada pelo carvão?

Se em vez de terem gasto todo o dinheiro que já gastaram a mais com as energias eólica e solar o tivessem gasto a melhorar as centrais energéticas a carvão certamente os problemas de saúde já seriam agora muito menores, as vítimas a havê-las seriam agora residuais e as próprias condições de vida seriam agora muito melhores!


´´
«As alterações climáticas, também, terão custos enormes,»


Vejam lá é se as alterações climáticas não seguem o caminho oposto àquele que vocês ambientalistas alarmistas do "aquecimento global" defendem!


´´
« mesmo se não forem tomadas medidas de mitigação e adaptação sobre o setor da energia.»


Interessante! Promovem gastos bilionários para o sector da energia para depois dizerem que mesmo sem estes gastos bilionários as ditas "alterações climáticas" serão também catastróficas já que terão TAMBÉM custos enormes.
Realmente só a enormidade de dinheiro envolvida neste assunto explica todas as suas idiossincrasias.


´´
« Para os 48 países menos desenvolvidos, os custos associados com o carvão irão totalizar, em breve, 50 mil milhões de dólares por ano.

A exploração de combustíveis fósseis não deve ser estimulada por subsídios,»


E lá voltam à mesma história dos subsídios... só que agora, quando falam de combustíveis fósseis, já sabemos o que realmente significa "subsídios".


´´
« mas em vez disso esta atividade deve pagar parte dos prejuízos associados com o impacto das alterações climáticas. Só no ano passado, as duas maiores empresas petrolíferas -»


E os prejuízos causados à economia dos países pelas novas energias renováveis que por serem tão mais caras tanto prejudicaram e prejudicam a competitividade tornando todos os bens de consumo mais caros? Não deveriam também estes prejuízos ser ressarcidos?


´´
« Chevron e ExxonMobil – obtiveram mais de 50 mil milhões de dólares em lucros.»


Não digam que são contra o facto das empresas obterem lucro?!

Que ideologia andam afinal vocês a defender? A do "aquecimento global"... ou outra?


´´
«Se o mundo quiser limitar o aumento da temperatura global a apenas 2°C acima dos níveis pré-industriais, sem ser forçado a empregar tecnologias perigosas e arriscadas (como a captura e armazenamento de carbono), o modelo energético deve sofrer uma transformação profunda.»


Já que tanto gostam de se repetir... também eu posso fazer o mesmo..

É extraordinário que insistam em limitar o aquecimento global em 2ºC e em culpar o CO2 quando tal aquecimento se verifica por o mundo ter saído de uma Pequena Idade do Gelo.

Não estão satisfeitos por a Pequena Idade do Gelo ter terminado? Eu decididamente estou pois foi o seu fim que permitiu a era industrial e todo o desenvolvimento tecnológico e social verificado desde então.

De humberto a 22.11.2015 às 15:31

(continuação...)

´´
«Em primeiro lugar, os líderes mundiais devem comprometer-se com a eliminação progressiva do uso de combustíveis fósseis, com o objetivo explícito de manter 90% das reservas comprovadas de carvão, um terço das reservas de petróleo, e metade das reservas de gás no subsolo. Os governos devem também acabar com os subsídios públicos para o carvão e outros combustíveis fósseis, o mais rapidamente possível, dentro dos próximos anos, garantindo ao mesmo tempo que as comunidades mais pobres e vulneráveis não sofrem um aumento dos preços da energia.»


Um monte de exigências misturada com hipocrisia quanto baste e aí temos a base de acção destes ambientalistas climáticos cuja ideologia aparenta estar contra o lucro das empresas...


´´
Além disso, os governos por todo o mundo deverão manter as empresas produtoras de carvão e outros combustíveis fósseis responsáveis pelos danos ambientais que os seus produtos causado, inclusive através de uma taxa sobre a extração para financiar o Mecanismo de Varsóvia sobre Perdas e Prejuízos, ao abrigo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.»


Mais um imposto, hein? Que bem que vos deve saber!


´´
«O direito internacional - em particular, o princíio do "poluidor-pagador", a regra de "não-agressão", e o direito de indemnização – suportam tal sistema.»


Eu também gostava que todos os consumidores que foram prejudicados com as tarifas mais altas de electricidade dos últimos anos fossem indemnizados pelos prejuízos que tiveram ao serem obrigados a suportar uma indústria não competitiva e que sem as fortes ajudas recebidas nunca se aguentaria de pé.


´´
«Finalmente, para enfrentar a pobreza energética,»


... bóra lá impingi-lhes as fontes de energia mais caras disponíveis actualmente.


´´
« os líderes mundiais devem ampliar o financiamento para projetos de energia renovável e descentralizada,»


...e,não esqueçamos, energia intermitente. Energia disponível apenas algumas horas por dia.


´´
« incluindo através de uma tarifa de injeção na rede financiada globalmente para mini-redes de energia renováveis nos países em desenvolvimento.»


Tarifa de injecção?! Financiada globalmente?! Durante quanto tempo?

Quanto tempo demorará até que sejam os pobres... que já são pobres que chegue, a terem de financiar a tarifa de injecção, isto ainda além do que deveria ser o normal custo da electricidade?


´´
«O sucesso das empresas que exploram combustíveis fósseis na salvaguarda dos seus próprios interesses veio à custa de impactes para o ambiente e da saúde humana. Está na hora de rever o sistema de energia global – a começar por manter no subsolo a maioria das reservas de carvão e outros combustíveis fósseis.»


Lindo... manter no subsolo todas as riquezas que permitiram que estes ambientalistas tenham o bom nível de vida de que desfrutam mas que negam a outros!

Comentar post





calendário

Novembro 2015

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930