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Aviões e Navios têm de fazer parte do Acordo de Paris

Terça-feira, 15.09.15

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Os líderes de 7 dos 8 grupos políticos representados na Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu escreveram esta semana aos Ministros do Ambiente dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE), num apelo para a inclusão das emissões da aviação e do transporte marítimo internacional num acordo climático global em Paris, no final do ano.

Os líderes dos grupos políticos desta Comissão afirmam: "Para promover o aumento da ambição para a ação climática da parte da ICAO e da IMO (agências especializadas das Nações Unidas para o setor da aviação e do transporte marítimo internacional, respetivamente), como todos os outros sectores da economia global, também o transporte aéreo e marítimo internacional exigem uma meta de redução de emissões.  Não existe nenhuma desculpa razoável para continuar a isenção destes dois setores a partir do quadro político global. A aviação e o transporte marítimo internacional devem contribuir da mesma forma que é exigido de todas as Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, da sigla em inglês)".

Para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em linha com o compromisso global de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, é urgente que estas agências (ICAO e IMO) não adiem mais uma solução global e tomem parte da ação.

O Parlamento Europeu já tinha solicitado na semana passada para a definição de uma meta ao nível da UE para a redução das emissões de GEE em 2030 para o setor dos transportes e medidas para a redução da velocidade dos navios. Os Ministros do Ambiente dos 28 Estados-membros da União Europeia encontraram-se no passado dia 18 de setembro, para adotarem uma posição conjunta da UE para a COP21, em Paris.

A aviação e o transporte marítimo internacional são responsáveis por 8% das emissões globais de GEE. Se estes dois setores fossem um país, estariam na lista dos 10 países mais poluidores do mundo. Mais importante ainda, estima-se que as suas emissões aumentem entre 200-300% para a aviação e entre 50-250% para o transporte marítimo até 2050. Tais aumentos minariam os esforços para limitar o aumento da temperatura global de pelo menos 2ºC.

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publicado por Quercus às 16:58


1 comentário

De Humberto a 26.09.2015 às 08:24

«Os líderes de 7 dos 8 grupos políticos representados na Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu escreveram esta semana aos Ministros do Ambiente dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE), num apelo para a inclusão das emissões da aviação e do transporte marítimo internacional num acordo climático global em Paris, no final do ano.»

Tanta pressão tem sido feita em torno da redução de "emissões" e ainda não conseguiram incluir as das aviação e transporte marítimo internacional?! (Com esta até me deixei rir.)

Neste caso não precisam de se preocupar. Todos na indústria do transporte (nomeadamente aviação e transporte marítimo) são os primeiros e maiores interessados numa redução de emissões. Qualquer inovação, qualquer nova tecnologia que signifique menores custos com combustível e consequentemente maior competitividade é sempre bem vinda.


«Os líderes dos grupos políticos desta Comissão afirmam: "Para promover o aumento da ambição para a ação climática (...) também o transporte aéreo e marítimo internacional exigem uma meta de redução de emissões. Não existe nenhuma desculpa razoável para continuar a isenção destes dois setores a partir do quadro político global.»

Pelos vistos, dado ainda não terem conseguido tal inclusão, não só há desculpas razoáveis coma há fortes razões.


« A aviação e o transporte marítimo internacional devem contribuir da mesma forma que é exigido de todas as Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas»

Até parece que estou a ouvir um coro de ministros dos negócios estrangeiros, primeiros ministros, presidentes e outros, a dizerem: "Aviação e transporte marítimo? Calma aí, meus meninos... calma que isso agora já é outra história. Agora já se estão a intrometer na globalização... na nossa globalização. Nós aturamos-vos mas isto tem limites! "


«Para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE)»

Na verdade bem verdadeira... a verdade é que não existe um verdadeiro "efeito de estufa" sendo isto apenas o nome que abusivamente decidiram dar à "retenção de calor" cujo princípio é diferente.


«em linha com o compromisso global de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, é urgente que estas agências (ICAO e IMO) não adiem mais uma solução global e tomem parte da ação.»

Ao olhar pela janela e ver o amanhecer, o despontar do sol, não posso deixar de pensar que todos os dias, todos, todos os dias, existe um aquecimento meio global muito superior a 2ºC. E é um aquecimento recebido sempre com prazer!


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