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Boom das renováveis leva UE a superar metas de redução de GEE

Quinta-feira, 13.08.15

UE.jpgAs emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na Europa estão a cair depressa, principalmente devido à rápida expansão das turbinas eólicas e dos painéis solares, que têm vindo a substituir os combustíveis fósseis na produção de eletricidade.

 

De acordo com dados da União Europeia, após adotarem medidas para redução das emissões de GEE, os países ultrapassam muitas vezes as suas metas. Esta conclusão é suportada por gráficos divulgados esta semana numa declaração da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).


As estatísticas da UNFCCC mostram que os 37 países industrializados (além da UE) que assinaram o Protocolo de Quioto em 1997 - o primeiro tratado internacional para combater o aquecimento global - têm frequentemente excedido os cortes prometidos por uma larga margem.


Um baluarte para os governos


A declaração da UNFCCC afirma que "esta é uma demonstração poderosa de que os acordos sobre alterações climáticas não só funcionam como podem conduzir, posteriormente, a níveis de ambição ainda mais altos".

“A conclusão bem sucedida do primeiro período de cumprimento do Protocolo de Quioto pode servir de baluarte para os governos, numa altura em que eles se encontram a trabalhar com vista a um novo acordo climático global, a ser alcançado em Paris no próximo Dezembro".


Ao nível da União Europeia, os países líderes em 'fazer poupanças' são Alemanha, Suécia, França, Itália e Espanha, que contribuem para dois terços do total do continente europeu. No entanto, o conjunto dos 28 países está também a fazer progressos com vista a atingir a meta europeia de satisfazer 20% das suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis, até 2020. Já se chegou aos 15%.

Parte do plano da União Europeia para prevenir que algum dos 28 Estados Membros recue no cumprimento das metas acordadas passa por medir, a cada dois anos, o impacto da implementação de várias políticas na concretização dessas reduções.


Todos os Estados Membros têm de submeter pormenores sobre as poupanças alcançadas através da introdução das energias renováveis na produção elétrica, nos sistemas de calefação e refrigeração e ainda no setor dos transportes.

O último relatório da Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (com dados até 2012), mostra que nos três anos entre 2010 e 2012 as emissões de GEE da UE cairam 8,8%, como resultado da substituição dos combustíveis fósseis pelas renováveis.

 

Dois terços das poupanças foram conseguidos graças ao incremento alargado da energia eólica e solar. As renováveis utilizadas para a calefação e refrigeração representaram 31% e os transportes 5%. A maioria das renováveis utilizadas nos transportes baseou-se no uso de biocombustíveis em alternativa à gasolina e ao gasóleo.


A monitorização dos progressos alcançados no cumprimento das metas é vital para uma maior confiança entre os vários países, com a rápida aproximação das negociações de Paris. Permite também uma maior confiança política para se fazer promessas que possam ser cumpridas.


Objetivo ambicioso

 

A percepção de que a UE ultrapassará provavelmente a sua meta de redução de GEE de 20% em 2020, com base nos níveis de 1990, conduziu os ministros europeus a um objetivo ainda mais ambicioso - 40% de redução em 2030. Grande parte destas reduções será alcançada pela instalação de mais energias renováveis e pela aplicação de mais medidas de eficiência energética.


Por toda a Europa, as emissões variam bastante de país para país, com a Alemanha a registar o valor mais alto e Malta o mais baixo. A Alemanha tem também a maior redução absoluta das emissões - uma descida total de 23% em 2012 face aos níveis de 1990.

As maiores emissões per capita pertencem ao Luxemburgo (20 toneladas de dióxido de carbono por pessoa), seguido da Estónia (12,7 ton.), da República Checa (10,2 ton), da Alemanha (9,8 ton) e da Holanda (9,7 ton).

O conjunto de apenas cinco Estados Membros formado pela Alemanha, Polónia, Reino Unido, Itália e Roménia produziu dois terços das emissões da UE em 1990. A única mudança no ano de 2012 é que a Roménia deu lugar à Espanha neste grupo.

 

Traduzido do artigo original em inglês da Climate News Network.

 

 

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publicado por Quercus às 12:24


2 comentários

De Humberto a 16.08.2015 às 11:06

Até apostaria que vocês aí na quercus estão todos contentes e com sorriso de orelha a orelha com esta notícia mas vendo que foi retirada do "site" Climate News Network onde tanta propaganda já foi publicada com tantas notícias com conteúdo falso, distorcido ou, no mínimo, duvidoso fica a dúvida sobre a veracidade de mais esta mas mesmo admitindo que seja verdadeira o único facto realmente incontestável que se retira da notícia e da experiência dos últimos anos é o elevado custo que a «rápida expansão das turbinas eólicas e dos painéis solares» tem para o cidadão comum e para a economia em geral.

Mas que interessa isso, não é verdade? A economia sofre, o cidadão paga, o cidadão sofre! Mas desde que levem a deles e a vossa avante... está sempre tudo bem, uma maravilha!

Vocês (na quercus) provavelmente já se esqueceram mas eu ainda me lembro de notícias sobre uma significativa diminuição do consumo da electricidade (aqui mesmo em Portugal) porque muitas pessoas não tinham dinheiro suficiente para a pagar dado o seu custo bastante mais elevado fruto destas maravilhosas e salvíficas energias renováveis que (nos dizem) irão livrar a humanidade de um futuro aterrador com secas devastadoras (ilustradas com assustadoras fotos de desertos como o de Atacama ou Sonora com a sua terra gretada), incêndios florestais incontroláveis ou inundações por subida dos oceanos que levariam ao abandono de vastas áreas urbanas e não apenas ao abandono forçado, pelos seus pobres habitantes, de pequenas ilhas futuramente submersas e desaparecidas...

Só cenários catastróficos... e as pessoas a passarem frio no Inverno.

Também me lembro ainda de notícias - vindas do Reino Unido, vejam só - de muitos reformados que simplesmente entravam nos transportes públicos sem qualquer destino especifico apenas porque, pelo menos ali, dentro dos autocarros, não tinham frio ao contrário do que acontecia em suas casas.
Ou das pessoas que, também por lá, a determinada altura, começaram a comprar livros em segunda mão para queimarem e se aquecerem porque eram mais baratos do que a lenha ou, claro, do que a electricidade.


Não acreditam? Que tal a seguinte notícia para pôr estas coisas sob melhor perspectiva:
«Excess winter deaths up 29%»
http://www.theguardian.com/news/datablog/2013/nov/26/excess-winter-deaths-up-29

O Gabinete Nacional de Estatísticas do Reino Unido estimou 31.100 mortes a mais do que o normal (em relação ao resto do ano) em Inglaterra e País de Gales durante o Inverno de 2012-2013 devido ao frio, mais 29% do que no ano anterior. Igualmente Escócia com 19.908 (mais 4,1%) e Irlanda do Norte 559 (mais 12,7%)...
Isto devido ao frio e à maior incidência de doenças respiratórias, AVCs, ataques cardíacos e quedas (só para mencionar os mais importantes).

Insignificantes inconvenientes estes perante a grande ambição destas pessoas que pretendem agora que o esforço de redução dos GEE (gases de efeito de estufa) seja duplicado de 20% até 2020 para 40% até 2030 (com inspecções periódicas pelo meio não vão os países esquecerem-se dos acordos...) mesmo que isso implique um custo progressivamente maior da electricidade à medida que aumenta a sua percentagem proveniente das turbinas eólicas e painéis solares que querem ver substituir o combustíveis fósseis... apesar destes últimos produzirem uma electricidade muito mais barata e muito mais acessível aos cidadãos que têm muitas vezes dificuldade em aquecer-se no Inverno por essa Europa fora mas principalmente nos países do sul da Europa (por mais estranho que isto possa parecer).


Não seria melhor, não faria mais sentido, estas pessoas (e também vocês aí na quercus) preocuparem-se mais com as consequências do frio do Inverno do que com o vosso assustador futuro fabricado?


De Humberto a 16.08.2015 às 11:27

(continuação...)
Há ainda algo curioso nessa notícia:

«O último relatório (...) mostra que nos três anos entre 2010 e 2012 as emissões de GEE da UE caíram 8,8%, como resultado da substituição dos combustíveis fósseis pelas renováveis.»

A alegada queda de 8,8% de 2010 a 2012 é atribuída à substituição dos combustíveis fósseis pelas renováveis... (reparem bem) sem ser feita qualquer menção à Crise financeira de 2008-2012 que tantas consequências trouxe e tanto afectou a economia mundial tendo o consumo diminuído consideravelmente o que (pelos vistos já se esqueceram mas) afectou negativamente a produção industrial e, claro, o transporte de mercadorias ambas grandes geradores daquilo a que chamam de GEE (gases de efeito de estufa).

Curioso, não é? Não colocam as notícias sobre o devido contexto induzindo os seus leitores em erro mas, os 4 jornalistas do "site" Climate News Network que se orgulham de fazer a cobertura das alterações climáticas há muitos anos, ainda se dizem livres e objectivos!
Pois, pois... só acredita neles quem quer.


Mas realmente curioso, curioso mesmo foi ver o que acabei de ver em
http://www.ipma.pt/pt/index.html

Fui ver a previsão do tempo para hoje e, estando nós a meio de Agosto, para nenhuma cidade se prevê uma temperatura superior a 29ºC.
Aliás, o que vejo no mapa é céu nublado para todo o país e há até cidades que durante a noite tiveram uma temperatura mínima de 12 e mesmo 11ºC.

Será que estamos a atravessar uma vaga de frio? Perdão, uma onda de frio? Isso é que era giro, não era?

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