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Cientistas alertam para danos sem precedentes nas florestas de todo o mundo

Sexta-feira, 21.08.15

As florestas de todo o mundo estão a ser afetadas pela ação do homem, tanto de forma direta através da desflorestação, como indireta devido às alterações climáticas, segundo afirmam especialistas numa edição especial da revista Science.

 

Num conjunto de revisões aos últimos estudos sobre o estado das florestas mundiais, a comunidade científica concluiu que elas estão longe de estar na sua melhor forma, por terem vindo a enfrentar os efeitos das alterações climáticas ao longo do século. Isso poderá afetar a sua capacidade futura de absorver e armazenar carbono.

 

Distribuição da floresta

As florestas mundiais podem dividir-se, de uma forma genérica, em três categorias segundo o local onde se encontram. Temos o clima quente e húmido das florestas tropicais nas regiões equatoriais; o clima ameno das florestas temperadas nas latitudes médias e o frio extremo das florestas boreais no Norte.

 Distribuição das florestas mundiais. Créditos: Nicolle Rager Fuller, National Science Foundation.

 

As florestas tropicais albergam metade das espécies vegetais e animais de todo o planeta. O impacto de ações humanas como a desflorestação e o abate ilegal para cultivo ou exploração mineira deixaram menos de um quarto dessas florestas tropicais intactas, segundo os cientistas. Os três quartos restantes estão já ou fragmentados ou degradados.

 

As áreas a cinzento no mapa em baixo mostram a desflorestação desde 1700. As áreas vermelhas mostram os locais recentemente afetados por esta prática. No próximo século, a ameaça da desflorestação será crescente, combinada com os iminentes impactos das alterações climáticas.

 

Tradução parcial do artigo completo disponível aqui

Fonte: carbonbrief.org

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publicado por Quercus às 14:38


2 comentários

De Humberto a 22.08.2015 às 11:22

A vossa introdução ia tão bem até à primeira vírgula...


«sobre o estado das florestas (...) a comunidade científica concluiu que elas estão longe de estar na sua melhor forma, por terem vindo a enfrentar os efeitos das alterações climáticas ao longo do século. Isso poderá afetar a sua capacidade futura de absorver e armazenar carbono»

Tenho cá para mim a ideia de que as florestas nem deram conta de qualquer alteração climática ao «longo do século». Aliás, tenho a certeza disso!

E... afectar a sua capacidade futura de absorver e armazenar carbono?! Parece que esta "comunidade científica" desconhece a fotossíntese e para que serve. Um evento climatérico só teria essa capacidade se de algum modo impedisse a fotossíntese (por ex.: ventos que derrubassem as árvores e plantas ou que arrancassem a totalidade das suas folhas).
Não estou a ver outro modo, vocês estão? (atenção que cinzas de um vulcão a impedir a passagem da luz não conta por não ser um evento climatérico)


«O impacto de ações humanas como a desflorestação e o abate ilegal para cultivo ou exploração mineira deixaram menos de um quarto dessas florestas tropicais intactas, segundo os cientistas.»

O que querem esses cientistas dizer exactamente com "intactas"? Significa isso que ainda há perto de um quarto de florestas virgens? IUPI !!!

http://1.bp.blogspot.com/_WfXS5k0v7IY/TDdCw8wQJoI/AAAAAAAAAAU/wa0mH7U20X4/s1600/A-Formiga-Feliz.jpg

Seria bom esclarecerem esse pormenor.

Por exemplo, será preciso deitarem abaixo vastas áreas até uma floresta deixar de estar "intacta"? Ou basta uma pequena área?
E se algumas pessoas deitarem abaixo algumas árvores fazendo uma clareira (como muitas vezes os elefantes fazem) significa isso que a floresta deixa de estar intacta?


«Os três quartos restantes estão já ou fragmentados ou degradados.»

Se o dizem... mas (seguindo o raciocínio desses estudos) a nível mundial, a que distância estão esses fragmentos uns dos outros e, ainda, qual é a área desses fragmentos e, ainda, qual é a área total desses fragmentos e, ainda, qual é a área total não fragmentada?

Ah, e, neste contexto, o que significa para eles "degradados"?


«No próximo século, a ameaça da desflorestação será crescente, combinada com os iminentes impactos das alterações climáticas.»

Vocês, alarmistas (não gosto desta palavra mas a verdade é que se aplica bem), gostam de confundir as pessoas:
Afinal os impactos das vossas alterações climáticas são iminentes (não se fizeram ainda sentir) ou, como geralmente diz a propaganda, já se fazem sentir desde a revolução industrial? Decidam-se.


Quanto a esse segundo mapa a mostrar «a desflorestação desde 1700»... O que tem isso a ver com as vossas alterações climáticas?
Sendo assim, porque não um mapa a mostrar a desflorestação desde o tempo dos Romanos? Não era para eles a madeira um bem essencial e uma das razões da contínua conquista de novos povos de modo a obter novos recursos e... acesso a novas florestas?

E tanta, tanta área cinzenta no mapa que até parece que nesses locais deixou de haver florestas ou mesmo árvores!

De Humberto a 22.08.2015 às 11:36

(continuação...)

Continuando no artigo original em inglês, onde vocês (quercus) pararam de traduzir...

http://www.carbonbrief.org/blog/2015/08/scientists-warn-of-unprecedented-damage-to-forests-across-the-world/?utm_source=Daily+Carbon+Briefing&utm_campaign=65eb9fd7f9-cb_daily&utm_medium=email&utm_term=0_876aab4fd7-65eb9fd7f9-303454021

«"One the one hand more carbon dioxide in the atmosphere is good for tree growth, increasing carbon stocks.»

Afinal, até o principal autor dessa revisão de artigos(?), estudos(?) ou relatórios(?) concorda que MAIS CO2 NA ATMOSFERA é bom para o crescimento das árvores.
Coisa que nem o biólogo (cujo nome não vale a penas repetir) que respondeu aos meus comentários conseguiu admitir. Sim, o tal do livro...


«On the other higher air temperatures and drought events tend to reduce tree growth, decreasing carbon stocks."»

Quando à alta temperatura se junta uma seca claro que o crescimento das árvores diminui (diminuindo o armazenamento de CO2, estranha linguagem esta, armazenamento...), mas as secas são periódicas e resultam frequentemente de fenómenos igualmente periódicos como o El Niño ou La Niña capazes de afectar o clima em todo o planeta redistribuindo a quantidade de água fornecida pelas chuvas fazendo com que uma qualquer determinada zona passe a receber mais água ou menos água do que o habitual.


«At the moment, the balance for tropical forests is towards increasing carbon stocks, says Lewis.»

E acrescenta que o CO2 afinal é mesmo bom para as florestas por aumentar o armazenamento de carbono. Estranha maneira de dizer que as florestas estão a crescer.
Talvez fosse demais para a cabecinha deste cientista que, além de dizer que o CO2 é bom para as árvores crescerem, dissesse também, e logo de seguida, que as florestas também estão a recuperar.

É mesmo típico de alguém que sabe a verdade mas não se atreve a confessá-la completamente.


As voltas que isto dá:
«Cientistas alertam para danos sem precedentes nas florestas de todo o mundo»
é o título que vocês quercus deram a estas que são afinal boas notícias (as florestas estão em recuperação!!! e isto por causa do CO2!!!) dadas por alguém que está do vosso lado da "barricada".


«Higher temperatures mean more water is evaporated into the atmosphere, leaving less for the trees.»

Como é que maior evaporação de água por temperaturas mais altas deixa menos água para as árvores????? Esta agora! A atmosfera é assim tão gananciosa para ficar com a água toda para ela?.
Este Dr. Simon Lewis além de dar uma no cravo e outra na ferradura ainda aspira a comediante.


E por hoje chega!



Só mesmo para terminar:

Pergunta com rasteira:
O que chegou primeiro à Amazónia, as árvores ou a água?
(A floresta ou a água?)

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