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Esgotámos em 8 meses os recursos do planeta para todo o ano

Terça-feira, 18.08.15

 

 

 

 

Em menos de oito meses, a humanidade já consumiu mais recursos naturais do que os que o planeta consegue produzir num ano. 13 de Agosto foi a data designada como o Earth’s “overshoot day”, isto é, o dia em que ultrapassámos os limites anuais da Terra e entrámos no que se pode chamar de dívida ecológica - quatro dias mais cedo do que em 2014. 

 

Quem o afirma é a Global Footprint Network (GFN), baseando a data indicada numa comparação entre o atual ritmo de consumo / sobrecarga por parte da humidade (em termos de emissões de carbono, área de cultivo, stocks de pesca e abate de florestas) e a capacidade do planeta para regenerar tais recursos e capturar naturalmente o carbono emitido.

 

Uma vez que estamos a consumir a um ritmo mais rápido do da renovação dos recursos naturais, o impacto deste consumo em excesso é maior e os seus danos são mais difíceis de reverter.

 

A GFN estima que o consumo global excedeu pela primeira vez as capacidades do planeta nos anos 70, sendo que desde aí o “overshoot day” tem vindo a ocorrer cada vez mais cedo em cada ano, devido ao crescimento da população mundial, a par do exponencial aumento do consumo a nível global.

 

Segundo Mathis Wackernagel, presidente da GFN, o problema não é (só) o facto de termos um défice crescente, mas também de o mesmo não ser sustentável no longo prazo. Wackernagel afirmou ao jornal The Guardian que "mesmo perante esta situação, não estamos a tomar medidas para seguir o rumo certo. É um problema psicológico: de alguma forma está a escapar-nos esta lei básica da física. É óbvio para as crianças, mas para 98% dos especialistas em economia é um risco menor que não merece a nossa atenção. No final, a pergunta certa é: será que importa aos governos?"

 

Segundo a GFN, seriam precisos 1,6 planetas para suportar o ritmo atual de consumo da população mundial, prevendo-se que este número aumente para 2 planetas em 2030, se nada mudar. Caso as emissões globais de CO2 não diminuam, em 2030 o 'overshoot day' será mais cedo - a 28 de Junho. Já num cenário optimista de redução das emissões de CO2 em 30% face aos valores atuais, esse dia recuará até a 16 de Setembro.

 

Saber mais em: http://www.overshootday.org/

 

 

 

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publicado por Quercus às 18:57


2 comentários

De Humberto a 19.08.2015 às 10:36

Vejo que Emma Howard é uma fonte de inspiração e de ideias para as "notícias" que vocês (Quercus) colocam neste vosso blogue.

«Climate change
Humans have already used up 2015's supply of Earth's resources – analysis
Emma Howard
Wednesday 12 August 2015 22.00 BST »

http://www.theguardian.com/environment/2015/aug/12/humans-have-already-used-up-2015s-supply-of-earths-resources-analysis

Emma Howard, a tal jornalista que já atingiu um ponto tão baixo na escala da humanidade e da decência que chega ao ponto de transmitir-nos a sua triste ideia que em vez de desistirmos de uma viagem de avião seria melhor desistirmos de fazer uma cirurgia de "bypass" ao coração capaz de nos salvar a vida por ser esta a opção que mais ajudaria o planeta apenas porque pouparia mais de uma tonelada de CO2!


Passando à frente...

Para alguém que se orgulhe do seu trabalho enquanto propagandista das alterações climáticas alegadamente em curso não há muito melhor do que dar-nos a conhecer as opiniões da "Global Footprint Network" especializada em fazer-nos sentir mal por deixarmos uma lâmpada acesa por mais dois ou três minutos do que o necessário.

Este tipo de previsões e estimativas de uma organização como esta são exactamente o combustível necessário para inflamar as mentes das pessoas deixando-as predispostas a aceitar que se aproveitam delas e a serem suas apoiantes o que é, aliás, o que tem sucedido.

À custa deste tipo de discurso inquietante, por vezes atemorizador mas principalmente muito politicamente correcto têm as populações deixado que os governos dos seus países inventassem (para o seu bem!) novos inimigos como o CO2, inventassem (para o seu bem!) novos impostos e re-inventassam (para o seu bem!) novas indústrias como a eólica e solar que tanto prejudicam todas as restantes indústrias e economia em geral (com o custo bastante mais elevado da electricidade).
São estes os grandes "benefícios" deste tipo de discurso sobre os recursos naturais.

Se este tipo de discurso reflectisse a realidade, se alguma vez tivesse minimamente reflectido a realidade já há muito que os recursos naturais se teriam esgotado.

Numa coisa tem razão Mathis Wackernagel (presidente da Global Footprint Network): tal situação não seria de todo sustentável a longo prazo se realmente fosse verdade o que afirma sobre os recursos naturais.

Basta pensarmos que se «o consumo global excedeu pela primeira vez as capacidades do planeta nos anos 70» (como afirma) estando agora esse tal "overshoot day" a 13 de Agosto (4 décadas depois)... então não seria preciso fazer muitas contas para chegarmos à conclusão que tal significaria que a esmagadora maioria dos recursos (se não a totalidade) já há muito que se teriam esgotado e no entanto a realidade contradiz estas alegações pois nós ainda estamos vivos, continuamos a ter o que comer e igualmente continuaremos a ter comida no prato até ao final de Agosto e também em Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro mas também em Janeiro de 2016 e em todos os restantes meses de 2016, 2017, 2018, etc., etc. e por aí fora...


Mas se eles têm assim tanto medo (não têm, mas pronto...) que o «consumo / sobrecarga por parte da humidade [humanidade] (em termos de emissões de carbono, área de cultivo, stocks de pesca e abate de florestas) e a capacidade do planeta para regenerar tais recursos« seja assim tão desproporcional só têm uma coisa a fazer: meterem na cabecinha de cada um o facto, inúmeras vezes provado e comprovado, de que quanto maior for a concentração de CO2 na atmosfera mais rápida é a reposição de todos esses recursos.

Afinal, o CO2 não é mais do que o alimento das plantas (sejam elas terrestres ou aquáticas) que são por sua vez a base da alimentação de todos os restantes seres vivos.

Ou será que nunca ouviram falar da fotossíntese?

Fotossíntese, fotossíntese, fotossíntese, fotossíntese, fotossíntese.


De Humberto a 19.08.2015 às 10:43


(continuação...)

Há uma razão para essas previsões, feitas desde a antiguidade ou, mais recentemente, desde a década de 60 por certas pessoas ou grupos que parecem adorar criar receios ou medos entre as pessoas em relação ao seu futuro ou futuro dos seus filhos ou netos, nunca se terem concretizado ou para nunca se virem a concretizar seja a curto, médio ou longo prazo e essa razão é... a contínua inovação fruto do talento humano e sua capacidade para ultrapassar todas as dificuldades que apareçam.

A humanidade sempre teve capacidade de ampliar todos os limiares que preconizavam grandes desgraças e enquanto as pessoas forem livres e donas dos seus destinos e tiverem todos os incentivos dados pela economia de mercado esta capacidade perdurará indefinidamente e nunca tais cenários de exaustão de recursos se concretizarão.

Basta lembrarmo-nos, por exemplo, que o grande recurso da humanidade já foi a madeira, passámos para o carvão, petróleo, cisão nuclear, gás natural e cada vez estamos mais próximos da fusão nuclear.

Haverá dúvidas quanto a isto? A população mundial tem sempre aumentado progressivamente e nunca, desde que tais cenários começaram a ser feitos, os recursos se esgotaram (na pior das hipóteses mal distribuídos mas isso é outra história).
A evolução tecnológica tem permitido sempre passarmos a utilizar novos recursos que melhor se adequem às crescentes necessidades seja em termos energéticos, alimentares ou mesmo de saúde.

Esgotar os recursos? Nunca.
Confiança para o futuro? Sem dúvida.
Não ligar ao exageros absurdos de tais pessoas? É o melhor a fazer.

Preocupem-se antes com as pessoas cujas vidas são comandadas ou severamente limitadas pelos governos dos seus países pois quando também estas pessoas forem livres, totalmente livres nas suas acções e no seu espírito... também elas poderão contribuir para o progresso da humanidade juntando o seu valioso contributo para que a prosperidade e abundância seja realmente para todos.

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