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Eventos meteorológicos extremos de 2015: a culpa é das alterações climáticas?

Quinta-feira, 27.08.15

O site de notícias climáticas 'RTCC' (Responding To Climate Change) passou em retrospetiva vários eventos meteorológicos extremos que têm pontuado o ano de 2015, entre recordes de temperatura, ondas de calor e um 'El Niño' no próximo Inverno que se prevê ser o mais forte dos últimos 50 anos.

 

O passado mês de Julho foi o mês mais quente de sempre em todo o globo, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).

Desde ondas de calor na Europa, Médio Oriente e Ásia do Sul a cheias nos Estados Unidos e em África, muitos analistas e comentadores apontaram rapidamente o dedo às alterações climáticas.

 


Temperaturas em superfícies terrestres e oceânicas em Julho de 2015 (NOAA)
Fonte: http://www.rtcc.org

 

Contudo, com um efervescente El Niño no Pacífico que se prevê vir a gerar um pico de episódios extremos, até que ponto podemos dizer de forma precisa que as alterações climáticas também têm a sua quota parte de culpa nestes eventos?

Segundo a NOAA, qualquer conclusão fiável deve ser feita com um tempo de intervalo, de modo a ter em conta todos os fatores relevantes para a análise.

Mas há quem pense de forma diferente, como Stefan Rahmstorf, professor no Potsdam Institute for Climate Impact Research, segundo o qual há margem para estabelecer aquela relação de causa-efeito, mesmo numa primeira fase.

Assumindo que é difícil atribuir de forma linear a ocorrência de um evento meteorológico em particular às alterações climáticas, os dados a longo prazo fornecem uma base para avaliar a probabilidade desta correlação.

De acordo com Rahmstorf, tal é possível mesmo durante um período de ocorrência do El Niño. Enquanto este último gera um pico isolado a nível de dados meteorológicos, as tendências verificadas no longo prazo apontam para as alterações climáticas.

 

No artigo completo, é feita uma análise em pormenor de vários eventos meteorológicos extremos que marcaram o presente ano:

- o ciclone Pam no sul do Pacífico

- o mês de Maio mais quente de sempre no Alaska

- inundações repentinas nos Estados norte-americanos do Texas e Oklahoma

- a segunda mais mortífera onda de calor de sempre na Índia (algumas estradas chegaram a derreter)

Texas and Oklahoma

- onda de calor mortífera no Paquistão

- onda de calor na Europa em Julho, com a Alemanha a registar o dia mais quente de sempre desde que há registos

- onda de calor no Irão e Iraque, com temperaturas a excederem em Agosto os 50ºC neste último

- inundações no Gana

- seca severa na Califórnia, EUA

- as piores inundações das últimas décadas no Myanmar (antiga Birmânia)

- a maior seca dos últimos 80 anos no Brasil

 

No que respeita à sistemática ocorrência de ondas de calor nos últimos meses, Stefan Rahmstorf afirmou ao RTCC que perante este "aumento sistemático dos picos de calor, a causa lógica é o aquecimento global".

 

O artigo original está disponível na íntegra aqui (em inglês).

“There is clearly a systematic increase in heat extremes and the logical cause is global warming.” - See more at: http://www.rtcc.org/2015/08/21/extreme-weather-events-of-2015-is-climate-change-to-blame/#sthash.vhQBtJ9p.dpuf

 

Record temperatures, heatwaves and a brewing El Nino are making this year one of the more unusual in recent history - See more at: http://www.rtcc.org/2015/08/21/extreme-weather-events-of-2015-is-climate-change-to-blame/#sthash.d2Di3mHt.dpuf

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Quercus às 10:45


1 comentário

De Humberto a 28.08.2015 às 11:09

Essa "notícia" (entre aspas, claro, pois propaganda não é notícia) já estava a demorar a ser colocada aqui. Então agora foi Julho o mês mais quente de sempre (de sempre!) e... em todo o globo?
Caramba que é obra!

Quando é para exagerar, esta gente não olha mesmo a meias medidas.


Então vamos lá aos dados, mas aos verdadeiros dados, aos incontestáveis dados fornecidos pelos satélites UAH e RSS já que são estes os dados mais precisos de que os cientistas dispõem e, muito cuidadosamente, analisemos o seguinte gráfico (é muito fácil):

https://i2.wp.com/jo.nova.s3.amazonaws.com/graph/temp/global/2015/uah-lt_1979_thru_July_2015_v6-m.gif

(Cada coluna representa um ano e em cada coluna há 12 pontos para os 12 meses do ano.)

Na coluna para 2015 já se podem ver 7 pontos marcados para os meses de Janeiro a Julho e pode ver-se ainda e muito claramente que Julho foi... mais FRIO do que Junho, Maio e Janeiro (sim, de 2015).

Ou ainda que Junho deste ano foi o mês mais quente... desde (façam soar os tambores)... Janeiro de 2013!
E assim por diante.

Vejam, analisem e comparem agora esses dados com as "notícias" que andam por aí sobre recordes de calor, ondas de calor atrás de ondas de calor e coisinhas assim do género.


E para que não culpem a humanidade de seja o que for em relação ao clima vejam o seguinte gráfico com dados retirados dos núcleos de gelo do lago Vostok:

http://joannenova.com.au/globalwarming/graphs/vostok-ice-cores-150000%20med.jpg

Nos 50.000 anos analisados (de há 150.000 até 100.000 anos, portanto muito antes de qualquer indústria humana), vê-se perfeitamente que a temperatura é a primeira a subir e só depois, muitos anos depois (com um atraso de 800 a 1000 anos), sobe a concentração de CO2 na atmosfera.

O CO2 é libertado pelos oceanos em resposta a um aquecimento global já em curso e volta a ser absorvido pelos oceanos quando a temperatura diminui.


Estranha coincidência esta que sendo a COP 21 de Paris já em Dezembro deste ano com o objectivo de se firmar um acordo climático contra as "alterações climáticas" seja também este o ano em que apareçam sucessivamente "notícias" sobre recordes de temperatura com cada mês a ser mais quente do que o anterior ou desde que há registos ou até mesmo, possivelmente desde há 4000 anos (como dizem alguns).
Não acham também vocês que seja uma estranha coincidência?

E não só. Não nos esqueçamos ainda do recrutamento do PAPA (1200 milhões de fiéis) e dos 20 LÍDERES ISLÂMICOS (1600 milhões de fiéis)!


Isto é o que se chama de fazer tudo por tudo sem olhar a meios.


E a razão de todas estas "notícias" alarmantes e de todas estas movimentações em torno de líderes religiosos, repito, é a cop21 ser já em Dezembro pois poderá ser esta a última grande oportunidade antes de descobrirem a careca às grandes mentes por detrás de toda esta aldrabice, pelo que, antes disso, há que convencer as pessoas de modo a que os governantes da maior quantidade possível de países se juntem a eles na assinatura de um contrato que obrigará juridicamente todos os países aderentes a cumprir rigorosamente e durante sabe-se lá quantos anos... ou décadas, todas as regras e limites absurdos que lhes coloquem à frente, sujeitando ainda países incumpridores a pesadas sanções e multas.


É este o futuro que querem? Colocar os países reféns de uma política climática baseada numa pseudo-ciência que na melhor das hipóteses não passa de especulação?


Ah, e quanto ao próximo Inverno... esperem só pelo frio mais acentuado que se vai fazer sentir, nomeadamente, em toda a Europa! Decerto proporcionará uma cop21 interessante ao ser realizada em Paris em pleno tempo frio.



A Quercus simplesmente devia ter mais juízo e fazer aquilo para que tem realmente vocação sem alinhar em coisas destas só porque estão mascaradas de ambientalismo!

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