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20 líderes islâmicos apelam a ação global no combate às alterações climáticas

Quarta-feira, 19.08.15

Islamic Declaration meme.jpg

 

Os líderes de 20 países islâmicos divulgaram ontem, 18 de Agosto, uma declaração oficial onde apelam ao fim dos combustíveis fósseis e à aposta nas energias renováveis.

 

Após a encíclica do Papa Francisco, divulgada a 18 Junho, num posicionamento inédito da Igreja Católica sobre questões relacionadas com o ambiente e o clima, foi agora a vez de vários altos responsáveis do mundo islâmico dirigirem uma forte mensagem de consciência climática à comunidade muçulmana (1,6 mil milhões de fiéis) sobre a necessidade de combater as alterações climáticas.

Esta declaração, assinada pelos 60 líderes reunidos esta semana em Istambul, na Turquia, apela aos líderes políticos de todo o mundo que se comprometam em alcançar um novo e forte acordo  climático na Conferência do Clima de Paris, de modo manter o aumento da temperatura global abaixo do limite dos 2ºC.

É também lançado um repto aos países ricos produtores de petróleo, no sentido de erradicarem, até 2050, as suas emissões de gases com efeito estufa.

 

A Declaração baseia-se nos ensinamentos do Alcorão, a escritura sagrada dos muçulmanos, e refere a responsabilidade moral que todos temos para com a humanidade e o planeta, bem como as ações que devem ser assumidas por cidadãos, governos, empresas e setores económicos, num apelo especialmente dirigido aos muçulmanos em todo o mundo.

 

O documento divulgado, e que pode ser consultado na íntegra em http://islamicclimatedeclaration.org/, pede também mais apoio às comunidades vulneráveis afetadas pelas alterações climáticas.

 

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publicado por Quercus às 12:11


1 comentário

De Humberto a 22.08.2015 às 10:57

Uma observação em relação à foto: na foto não estão 60 líderes, nem sequer 60 pessoas mas mesmo que estivessem muitos deles não são líderes de coisa nenhuma, são apenas os oradores do simpósio (professores, teólogos, historiadores, activistas, ecologistas, directores de organizações islâmicas, etc.).

Na foto estão possivelmente os 27 oradores e os tais 20 líderes e mais umas quantas pessoas talvez da organização do evento...

27 oradores para um público de 20 pessoas é... sei lá eu o que é! Talvez um clube privado.


Seja como for, a mim parece-me mais... assim e tal... um monte de pessoas, umas que não percebem nada do assunto em questão e foram lá apenas para repetir o que ouviram ser dito antes por outros e outras que fazem disto a sua profissão repetindo a mesma cassete de sempre, todas com a intenção (mais uma vez) de educar os povos (eles talvez chamem a isso de "alertar os povos") com uma declaração com forte influência religiosa... para 1600 milhões de fiéis!

E isto de educar os povos por esse mundo fora segundo a vontade e a "verdade" de uns deve ter muito que se lhe diga pelo que qualquer oportunidade de o fazer deve ser aproveitada mas se a "verdade" deles fosse assim tão clara, tão incontroversa, tão incontestável, tão evidente, tão inequívoca, tão inabalável, tão óbvia... não precisariam de recorrer a esta jogada que é a utilização de 20 lideres islâmicos para manipular as populações de vastas regiões do mundo tão susceptíveis àquilo que os seus lideres, frequentemente líderes religiosos, apregoam.

Mas, quando se trata de países muçulmanos, a questão é sempre um pouco mais complexa e o propósito desta iniciativa não é necessariamente assim tão trivial como pode parecer à primeira vista pois todos esses 20 líderes também têm as suas próprias razões (a somar às razões dos oradores) para aderir a esse movimento e algumas dessas razões (que não têm nada a ver com alterações climáticas) são, provavelmente partilhadas entre todos esses líderes.


Até porque uma coisa é certa: quando se trata de líderes a lançar «um repto aos países ricos produtores de petróleo, no sentido de erradicarem, até 2050, as suas emissões de gases com efeito estufa» estando subjacente o apelo «ao fim dos combustíveis fósseis» a mensagem é claramente política e (repito) nada tem a ver com alterações climáticas.

Mais uma vez, faz tudo parte da mesma disputa de sempre pelo controlo de recursos, defesa de interesses próprios e influência de uns sobre os outros e vice-versa e demais países. Só não vê isso quem é demasiado inexperiente ou ingénuo ou quem, simplesmente, não quer ver.

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