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Meta de poupança energética para 2030: França eleva a fasquia

Quinta-feira, 23.07.15

Captura de ecrã 2015-07-23, às 17.40.14.pngApós uma extensa consulta às partes interessadas e de longos debates, o Parlamento francês adotou a lei da Transição Energética proposta pela sua Ministra do Ambiente e Energia Ségolène Royal. Uma lei que contém inúmeras medidas de incentivo à poupança energética e define uma meta  de redução do consumo energético de 20% para 2030, face aos valores de 2012.

 

Isto traduz-se numa melhoria da eficiência energética em 34% no quadro dos objetivos europeus para 2030, aproximando-se do potencial de poupança economicamente rentável estimado para a França e significativamente acima dos 27% propostos pelo Conselho Europeu no ano passado.

 

O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deixou claro que a meta de 30% de poupança energética para 2030 é o mínimo aceitável e deveria ser vinculativa. Uma vez que a Comissão Europeia deverá definir em breve ferramentas legislativas para a concretização dos objetivos do seu projeto de União Energética, Juncker terá aí a oportunidade para apresentar propostas de elevada ambição no que respeita à eficiência energética.

 

Enquanto Coligação de vários membros, juntando 27 organizações europeias empresariais, profissionais, sindicais, da sociedade civil e da administração pública local, a Coligação para a Poupança Energética apela a uma meta vinculativa de 40% para 2030, de modo a libertar todo o potencial de poupança na União Europeia em termos economicamente rentáveis e incentivar o investimento em melhorias na eficiência energética. Além de impulsionar a economia, esta medida permitiria reduzir as necessidades de importação de energia e facer face às alterações climáticas.

 

Tradução parcial do comunicado da 'Coalition for Energy Savings'

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publicado por Quercus às 16:51


1 comentário

De Humberto a 25.07.2015 às 09:34

Em vez de apostarem tanto na poupança e na eficiência energética que por vezes leva a que determinados absurdos sejam cometidos não seria melhor apostarem também ou principalmente em medidas de redução do desperdício energético?

E é bom lembrar que poupança e melhoria da eficiência energética não são necessariamente iguais entre si nem necessariamente iguais a redução do desperdício energético.

Apesar de que qualquer medida em vista possa significar poupança isso não significa que essa poupança seja resultado da melhoria da eficiência energética ou da redução do desperdício.

Além de que não vejo como restringir o uso da energia através de tão ambiciosa poupança ou redução do consumo possa impulsionar a economia. Vocês conseguem ver tal coisa?

Parece-me mais uma das alegres contradições daquilo a que no final se destinam todas essas medidas: o "fazer face às alterações climáticas".


(Alterações climáticas há-as todos os dias e às vezes... às vezes há-as várias vezes por dia!)

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