Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



O passo atrás da Austrália no combate às alterações climáticas

Quarta-feira, 12.08.15

Captura de ecrã 2015-08-12, às 17.52.44.pngO Governo Federal da Austrália anunciou que a sua meta nacional para 2030 de redução das emissões de carbono não irã muito além dos 26% (ou possivelmente 28%) face aos níveis de 2005. Este objetivo fica muito aquém da meta de 40 a 60% (com base nos níveis de 2000) recomendada pela Climate Change Authority (CCA).

Ao mudar o ano base de emissões de 2000 para 2005, fica clara a tentativa do Governo de Abbott de comparar a sua meta com a dos Estados Unidos e do Canadá.

As emissões da Austrália foram particularmente elevadas em 2005, pelo que ao basear as suas metas de redução nesse ano permite ao Governo dar a ideia de estar a tomar medidas mais ambiciosas do que realmente são.

O Governo australiano manteve como peça central da sua argumentação que aumentar o nível ambição iria prejudicar o crescimento económico do país.

Note-se ainda que o Primeiro Ministro fez uma menção especial ao facto do mundo precisar de mais carvão australiano - não menos - sublinhando várias vezes que o carvão é o futuro.

O anúncio das metas australianas provocou fortes reações por parte de cidadãos e organizações, dentro e fora do país.

A Austrália, comprometeu-se, com apoio bipartidário, a contribuir para uma ação global que limite o aquecimento do planeta para menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Estas contribuições nacionais (INDC, na sigla em inglês) agora anunciadas são, contudo, totalmente inconsistentes face a esse objetivo antes declarado.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Quercus às 17:50


2 comentários

De Humberto a 16.08.2015 às 10:37

O título do vosso texto deveria ser:
"Um bem vindo passo atrás na loucura que é o combate às alterações climáticas".

Ora vamos lá:
«ação global que limite o aquecimento do planeta para menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais»

Santa ignorância! Mais uma vez a história dos 2 graus...

Será possível que ninguém saiba o que aconteceu com o clima global no período pré-industrial e quais as consequências que esse clima teve, nomeadamente, para as populações da Europa?

Pois bem, o clima, no período sensivelmente de 1550 (ou 1300 segundo outras fontes) a 1850 (sim prestem atenção -> até 1850 <- período pré-industrial), caracterizou-se por temperaturas tão abaixo da média que ficou conhecido por Pequena Idade do Gelo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pequena_Idade_do_Gelo

Desde 1850 e durante quase todo o século 20 (houve alguns recuos pelo meio) o aumento de temperatura sentido mais não foi que a recuperação desse período tão frio. Qual CO2, qual efeito de estufa, qual quê? Aprenderem um pouquinho de História só (vos) fazia bem e evitava más figuras!

E o que permitiu o fim da Pequena Idade do Gelo e consequente natural aumento de temperatura? (relembro: aumento que nada teve a ver com CO2 mas apenas com a saída de Pequena Idade do Gelo)

- Permitiu prosperidade!

- Permitiu que a agricultura voltasse a ser possível em regiões onde tinha deixado de o ser por causa do frio!

- Permitiu que voltasse a haver produção de alimentos em quantidade suficiente para que ninguém passasse fome!

- Permitiu um decréscimo bastante significativo das doenças devastadoras causadas pelo frio!

- Permitiu o enorme aumento da esperança média de vida que se verifica actualmente!

- Permitiu que algumas pessoas (deixadas para trás as que foram as grandes preocupações relacionadas com o frio) pudessem finalmente dar largas à sua imaginação, talento ou engenho e se dedicassem a novas descobertas, a novos inventos!

- Permitiu os incontáveis avanços tecnológicos que se verificaram desde então!

- Enfim, o fim da Pequena Idade do Gelo e consequente natural aumento de temperatura permitiu a própria revolução industrial, permitiu que gradualmente se desenvolvesse a sociedade tecnológica que hoje temos e sem a qual já dificilmente conseguiríamos viver ou mesmo sobreviver!


Como ou... onde julgam afinal que estaríamos se a Pequena Idade do Gelo não tivesse terminado quando terminou e em vez disso se tivesse prolongado por mais 100 ou 150 anos?
Nunca a revolução industrial teria acontecido. Sem alimentos suficientes para matar a fome das populações... não há progresso, nunca. Há sim agitações populares, revoltas e até guerras.


Apenas como exemplo, alguém por aqui se lembra quais foram os anos da Revolução Francesa? 1789-1799.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_Francesa
«(...) Quando uma grande escassez de alimentos ocorreu devido a uma onda de frio na região, a população foi obrigada a mudar-se para as cidades e lá, nas fábricas, era constantemente explorada e a cada ano tornava-se mais miserável. Vivia à base de pão preto e em casas de péssimas condições, sem saneamento básico e vulneráveis a muitas doenças. (...) Entre 1715 e 1789, a população francesa cresceu consideravelmente, entre 8 e 9 milhões de habitantes. Como a quantidade de alimentos produzida era insuficiente e as geadas abatiam a produção alimentícia, o fantasma da fome pairou sobre os franceses. (...)»

Os ideais "Liberté, Egalité, Fraternité" são muito bonitos mas a verdade é que havia fome e doenças entre o povo.

E as Guerras Napoleónicas? 1803-1815 também ainda e igualmente em plena Pequena Idade do Gelo com o povo francês, isto é, a classe trabalhadora ainda a viver miseravelmente.


E ainda dizem que o tempo quente é mau! Xiça!!!

No mínimo, deviam é regozijar-se por no tempo quente não haver falta de alimentos.

De Humberto a 16.08.2015 às 10:41

(continuação...)
«O Governo australiano manteve como peça central da sua argumentação que aumentar o nível ambição iria prejudicar o crescimento económico do país.»

E tem o governo australiano toda a razão. Toda esta política climática só tem prejudicado o crescimento económico dos países que a ela aderiram ou que a ela foram obrigados ou coagidos a aderir.

Mais uma vez olhem para o exemplo de Portugal e no quanto esta actual política tem prejudicado a nossa competitividade ao ter aumentado enormemente o preço da electricidade.

Será assim tão difícil de entender que o alto preço da energia afecta directa e negativamente a competitividade de todo um país? Quando a competitividade é assim tão gravemente afectada o país exporta menos, fica mais pobre, as indústrias passam a produzir menos, o desemprego aumenta, a exclusão social aumenta, o estado endivida-se (ainda) mais...

Ou será que preferem (vocês quercus) fechar os olhos a todos os problemas causados por esta política anti-aquecimento global em nome de um ideal mal empregue? É essa atitude responsável?

Isto em Portugal, país europeu... mas agora pensem nos países por esse mundo fora que ainda estão piores que o nosso e no quanto tudo isto os afecta.

Voltando à Austrália que dá indícios de estar a voltar a ganhar juízo, não me admiraria (e espero não me enganar) que de lá viessem mais boas notícias como esta, nos próximos tempos. Isto no que respeita à irracional redução das "emissões de carbono".


Comentar post





calendário

Agosto 2015

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031