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Obama quer impôr regras climáticas mais duras ao setor energético

Segunda-feira, 03.08.15

Captura de ecrã 2015-08-12, às 18.58.49.pngO Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama recentemente a maior ação de combate às alterações climáticas na história do país, ao impôr ao setor energético cortes rigorosos nas emissões poluentes, uma decisão que enfrenta a oposição feroz de rivais políticos e da indústria.

Acumulando acusações por parte das empresas do carvão e dos Republicanos de que está a "travar uma guerra com o setor do carvão", Obama exige agora reduções maiores nas emissões de gases com efeito de estufa face às que tinha proposto no ano passado, conduzindo ao consequente encerramento de centrais térmicas a carvão e fomentando as energias renováveis como a eólica e a solar.

Estas metas são centrais no objetivo do presidente norte-americano de deixar um legado em termos de ação climática. "As alterações climáticas não são um problema para as gerações vindouras. Já não.", afirmou Obama.

A iniciativa, conhecida como o Plano 'Energia Limpa', é a chave para o cumprimento das promessas nacionais de cortar nas emissões poluentes, quando estamos em contagem decrescente para a Conferência do Clima de Paris, em Dezembro, na qual os líderes mundiais se irão debater para alcançar um novo acordo climático global.

Contudo, enfrentará barreiras legais e políticas.

Dezenas de estados, empresas do carvão e elétricas, bem como legisladores republicados opuseram-se ao plano desde que foi anunciado um documento rascunho no ano passado. Argumentam que estas medidas irão acabar com postos de trabalho, fazer aumentar os custos da eletricidade e pôr em perigo a fiabilidade do abastecimento energético.

Com a maioria dos candidatos presidenciais republicanos a mostrarem-se cépticos face às alterações climáticas, o líder da ala republicana no Senado, Mitch McConnell, instou os governadores a recusarem cumprir este plano.

Este último não carece de aprovação no Congresso, uma vez que se baseia em poderes concedidos ao abrigo das leis da poluição já existentes.

Contudo, mais de uma dúzia de procuradores-gerais estaduais estão entre os que preparam ações judiciais que desafiam a interpretação dos estatutos feita pela Casa Branca.

Apesar da oposição veemente, o plano final apresentado define metas especificas de redução de emissões de carbono para cada Estado e é ainda mais agressivo do que a proposta inicialmente anunciada em Junho.

No geral, exige que o setor elétrico norte-americano corte nas emissões de carbono em 32% até 2030, face aos níveis de 2005 (no ano passado, a meta anunciada tinha sido de 30%).

A produção partilhada de energia renovável em todo o país é projetada em 28% para 2030, mais 6% do que na versão inicial do plano.

De modo a incentivar novos projetos na área das renováveis, a administração Obama irá criar novos programos de incentivo, no âmbito dos quais os Estados podem receber financiamento federal para suportar os seus próprios investimentos.

O setor da eletricidade é a maior fonte isolada de emissões de carbono nos Estados Unidos, representando 31% do total do país. A emissão de gases deste setor que, segundo os cientistas, estão na origem das alterações climáticas nunca esteve sujeita a regulamentações federais.

 

Imagem: www.theguardian.com

 

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publicado por Quercus às 18:18


1 comentário

De Humberto a 16.08.2015 às 10:25

Legado... mas haverá algum governante que não queira deixar um legado para o futuro?

Mas, a Obama, pelos vistos, não basta o legado deixado no sector da saúde ou a abertura a Cuba... ainda busca um outro legado, no entanto, um pouco estranho.

Nesta sua luta contra as "alterações climáticas" está disposto a debilitar o sector energético do seu próprio país gastando rios e rios de dinheiro em mais produção de electricidade através de energias renováveis que inevitavelmente encarecerão ainda mais o preço da electricidade o que ajudará a agravar ainda mais a economia dos EUA aumentando ainda mais os custos de produção do seu sector industrial o que levará a mais deslocalizações de empresas para outros países inevitavelmente aumentando o desemprego com todas as demais consequências que daí advêm...

Isto no país com a maior dívida externa do mundo - actualmente mais de 18.500.000.000.000 dólares - e que já em 2011 sofreu a crise do limite de dívida quando esta era "apenas" de 14.400.000.000.000 (um aumento de dívida de 28,5% em 4 anos).

Assim vai pelo bom caminho, atão não vai? Que belo legado este, o de Obama!


Quanto ao CO2, não é por certas pessoas quererem subrepticiamente alargar o conceito de emissões poluentes de modo a incluir o CO2 que o CO2 passa magicamente a ser um poluente.

O CO2 nunca foi, não é nem nunca será um poluente!

Desta vez, nem me vou alargar enumerando as enormes vantagens existentes numa maior concentração de CO2 na atmosfera como fiz em anteriores comentários. Basta-me que pensem no seguinte: o CO2 é um dos gases fundamentais para a vida e sem o qual a vida na Terra não teria seguido o rumo que seguiu. Aliás, sem CO2 a vida na Terra provavelmente existiria apenas sob a forma de bactérias "comedoras" de metano em ambientes extremos.


Uma rápida correcção final:
«A emissão de gases deste setor que, segundo os cientistas, estão na origem das alterações climáticas nunca esteve sujeita a regulamentações federais»

Não é segundo os cientistas... é segundo ALGUNS cientistas.

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