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Ondas de calor extremas podem aquecer o Golfo para além dos limites da resistência humana

Quinta-feira, 29.10.15

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A região do globo que abrange os principais países exploradores de petróleo – Abu Dhabi, Dubai, Doha e a costa do Irão - vai sofrer aumentos das temperaturas médias e humidade nunca antes observados para as próximas décadas, se o mundo não conseguir reduzir as emissões de carbono.

A zona do Golfo Pérsico, no Médio Oriente, em pleno coração da exploração petrolífera mundial, vai sofrer ondas de calor para além do limite da sobrevivência humana, se as alterações climáticas forem ignoradas. Esta é a conclusão de um estudo da autoria de Jeremy Pal e Elfatih Eltahir, investigadores do Massachusetts Institute of Technology, publicado na revista científica Nature Climate Change.

As ondas de calor extremas afetarão o Abu Dhabi, o Dubai, Doha e as cidades costeiras do Irão, e serão uma ameaça mortal para milhões de peregrinos muçulmanos durante as festas religiosas na Arábia Saudita, no período do Verão. O estudo mostra que as ondas de calor extremas, as mais intensas até hoje registadas no planeta, serão uma realidade depois de 2070 e os dias mais quentes do presente serão uma ocorrência quase diária.

O estudo salienta que esta zona do globo é uma região sensível onde as alterações climáticas podem afetar severamente as condições de habitabilidade das comunidades locais no futuro, se não ocorrerem cortes significativos das emissões de carbono.

O clima futuro para muitos locais na zona do Golfo será semelhante ao clima extremo que se vive atualmente na parte norte do deserto de Afar, no lado africano do Mar Vermelho, onde deixaram de existir comunidades humanas permanentes. Mas este trabalho de investigação também demonstrou que a redução das emissões de gases com efeito de estufa é o caminho para evitar este destino.

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publicado por Quercus às 16:15


1 comentário

De humberto a 22.11.2015 às 13:32

«A região do globo que abrange os principais países exploradores de petróleo – Abu Dhabi, Dubai, Doha e a costa do Irão - vai sofrer aumentos das temperaturas médias e humidade nunca antes observados para as próximas décadas, se o mundo não conseguir reduzir as emissões de carbono.»


Deixem-me adivinhar, é mais uma das famosas previsões dos apregoadores de catástrofes.

Mas esta até que nem me parece nada má: se há algo de que esses países precisam é de água e se tais previsões dão como certa uma humidade nunca antes observada para esta zona do globo... nunca antes observada... então estão, ou melhor, estariam estes países cheios de sorte (se tal fosse verdade).

Não haveria muitas coisas que fossem melhores do que um acréscimo de humidade e a consequente chuva extra para melhorar as condições de vida das respectivas populações. Portanto, venham lá essas preciosas emissões de carbono que tanta falta fazem a esta zona do globo ainda tão seco.


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«A zona do Golfo Pérsico, no Médio Oriente, em pleno coração da exploração petrolífera mundial, vai sofrer ondas de calor para além do limite da sobrevivência humana, se as alterações climáticas forem ignoradas.»


"para além do limite da sobrevivência humana"... essa é forte mas esquecem-se que até no meio de desertos áridos a humanidade encontrou engenho suficiente para sobreviver pelo que nem estes estão completamente "além do limite da sobrevivência humana" e, segundo aqui o referido estudo, até haverá um acréscimo de humidade. Parece assim que esta afirmação "para além do limite da sobrevivência humana" entra em contradição com o próprio estudo, isto para além da própria realidade!


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« Esta é a conclusão de um estudo da autoria de Jeremy Pal e Elfatih Eltahir, investigadores do Massachusetts Institute of Technology, publicado na revista científica Nature Climate Change.

As ondas de calor extremas afetarão o Abu Dhabi, o Dubai, Doha e as cidades costeiras do Irão, e serão uma ameaça mortal para milhões de peregrinos muçulmanos durante as festas religiosas na Arábia Saudita, no período do Verão. O estudo mostra que as ondas de calor extremas, as mais intensas até hoje registadas no planeta, serão uma realidade depois de 2070 e os dias mais quentes do presente serão uma ocorrência quase diária.»


Estes investigadores do Massachusetts Institute of Technology nem parecem investigadores. Parecem mais... como dizer? Adivinhos ou bruxos tal é a certeza ao preverem para... para... para... 2070 as mais intensas ondas de calor já registadas no planeta!!!
Estes investigadores, realmente, não fazem a coisa por menos. O planeta com 4500 milhões de anos e eles prevêem para 2070 as mais intensas ondas de calor até hoje registadas no planeta que serão ainda "ameaça mortal para milhões de peregrinos"! Milhões!

Um VIVA para estes investigadores pois vivos é coisas que, infelizmente, já não estarão em 2070 para poderem prestar contas destas aldrabices.


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«O estudo salienta que esta zona do globo é uma região sensível onde as alterações climáticas podem afetar severamente as condições de habitabilidade das comunidades locais no futuro, se não ocorrerem cortes significativos das emissões de carbono.»


Esta zona do globo já é, de facto, uma região sensível que afecta as condições de habitabilidade de muitas comunidades mas por razões bem diferentes. Só não o sabe quem não é deste mundo.


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«O clima futuro para muitos locais na zona do Golfo será semelhante ao clima extremo que se vive atualmente na parte norte do deserto de Afar, no lado africano do Mar Vermelho, onde deixaram de existir comunidades humanas permanentes.»


Que previsão para 2070 tão... precisa. Até parece que regressaram ao passado só para nos avisar!


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« Mas este trabalho de investigação também demonstrou que a redução das emissões de gases com efeito de estufa é o caminho para evitar este destino.»


Claro! Ora, então não haveria de ter demonstrado...!

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