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ONG defendem redução drástica das emissões poluentes das centrais termoelétricas a carvão

Sábado, 05.12.15

EU's coal fleet final.jpg

Um estudo publicado hoje pela Rede europeia de Acção Climática (CAN Europe) e pelo Greenpeace Reino Unido revela que as emissões de dióxido de carbono das envelhecidas centrais a carvão europeias terão de ser reduzidas três vezes mais rapidamente do que o ritmo actual, de forma a cumprir os esforços globais para limitar o aquecimento global.

O relatório, realizado com o apoio de analistas do Sandbag, baseia-se numa base de dados abrangente que permite pela primeira vez calcular a quantidade de carbono libertada pelas 280 centrais atualmente em funcionamento na UE, incluindo duas em Portugal (Sines e Pego).

Em 2014, esta enorme frota europeia de centrais a carvão lançou um total de 762 milhões de toneladas de CO2 – o equivalente às emissões combinadas de França, Espanha e Portugal. Esta fatia corresponde a quase um quinto (18%) das emissões totais de gases com efeito de estufa na UE, quase tanto quanto a fatia do setor dos transportes rodoviários (21%).

Acresce, conclui o estudo, que dois terços (66%) destas centrais estão em operação há 30 anos ou mais, o que as torna particularmente ineficientes, poluidoras e propensas a falhas.

Segundo especialistas da Agência Internacional da Energia, citados no estudo, as emissões de carbono com origem na queima de carvão terão de descer em média 8% por ano até 2040 para manter o aquecimento global abaixo de dois graus. Mas o relatório mostra que estas emissões só desceram uma média de 2,3% anuais nos últimos nove anos.

As ONG instam os líderes europeus a controlar a poluição destas centrais a carvão, através do estabelecimento de planos nacionais claros, com prazos para excluir o carvão dos seus sistemas de energia. Reino Unido, Áustria e Finlândia já avançaram com compromissos neste sentido.  

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publicado por Quercus às 10:46


1 comentário

De humberto a 08.12.2015 às 13:01


. 400 ppm: concentração média actual de CO2 na atmosfera;

. 40000 ppm: concentração de CO2 no ar expirado de cada vez que pessoas saudáveis esvaziam os seus pulmões;

. 500 ppm: concentração de CO2 numa pequena sala com apenas uma pessoa;

. 600 ppm: concentração de CO2 numa pequena sala com duas pessoas;

. 1300 ppm: concentração média de CO2 numa sala de aulas;

. 2500 ppm: concentração média de CO2 num pequeno bar cheio de pessoas;

. 8000 ppm: concentração normal de CO2 em submarinos;


. 1000 a 2000 ppm: concentrações de CO2 historicamente normais para a atmosfera terrestre nos últimos 550 milhões de anos;


. 1000 a 2000 ppm: concentrações de CO2 que agricultores mantêm nas suas estufas para aumento da produtividade;


. 280 ppm: concentração pré-industrial de CO2 na atmosfera (à beira do limite de carência de CO2 para as plantas);


. 180 a 200 ppm: concentração de CO2 em que as plantas exibem uma severa redução da fotossíntese, crescimento, reprodução e sobrevivência;


. 150 ppm: concentração de CO2 abaixo da qual muitas plantas começam a ter grandes dificuldades em sobreviver, esta concentração é o limite crítico para muitas plantas que começam a definhar ou mesmo a morrer e com elas todo o ecossistema que as rodeia fica também severamente ameaçado.



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