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ONG pedem aos ministros das Finanças do G20 que acabem com os subsídios aos combustíveis fósseis

Terça-feira, 10.02.15

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39 Organizações Não-Governamentais (ONG) pediram ontem aos ministros das Finanças do G20 (as 20 maiores economias do mundo), reunidos até hoje em Istambul, para tomar medidas imediatas para eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e utilizar esses recursos para a ação climática.

Para a Rede de Ação Climática (CAN, na sigla em inglês), que inclui a Quercus, a cimeira do G20 é um teste ao papel da União Europeia (UE) nas negociações climáticas internacionais que deverão culminar num acordo global em Dezembro. No entanto, entre 1999 e 2011, a França, Alemanha, Itália e Reino Unido, atribuíram pelo menos 68 mil milhões de euros em subsídios à produção de combustíveis fósseis, o que compromete seriamente os esforços para combater as alterações climáticas.

“Passaram cinco anos desde que o G20 prometeu suprimir progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis 'ineficientes', num esforço para desacelerar as alterações climáticas, mas até agora pouco progresso tem sido feito”, afirma a CAN. Na semana passada, a França deu o primeiro passo, reafirmando o compromisso de parar todo o financiamento ao carvão no exterior, através das agências de crédito à exportação, um passo que deve ser promulgado imediatamente.

"O mundo não pode usar a maioria dos combustíveis fósseis conhecidos e manter um clima estável", salienta Wendel Trio, diretor da Rede de Ação Climática. "Os ministros das Finanças da UE devem desempenhar um papel de liderança para assegurar que o G20 tome medidas imediatas para cumprir o seu compromisso de eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis. Isso permitirá que a UE reforce o seu papel nas negociações internacionais sobre o clima e melhore as hipóteses de um acordo climático bem sucedido em Paris", acrescenta.

As ONG salientam que a eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis poderia gerar mais fundos para a acção nacional e internacional sobre o clima. No ano passado, os países aumentaram ligeiramente a primeira tranche do Fundo Verde para o Clima (menos de 10%), que deverá fornecer 100 mil milhões de dólares por ano até 2020. Este fundo é crucial para enfrentar os impactos das alterações climáticas nos países em desenvolvimento e fazer uma transição completa para a energia renovável.

"A União Europeia anunciou um impulso para tornar a acção climática sua prioridade estratégica para as cimeiras do G20 e do G7, a fim de chegar um acordo global ambicioso para combater as alterações climáticas, em Paris, no final deste ano. Este é o momento de mostrar que o compromisso é sério. Se o problema da falta de financiamento para o clima permanecer sem solução, pode comprometer seriamente as hipóteses de um forte acordo em Paris", reforçou Wendel Trio. [ver carta das ONG ao presidente turco do G20 e comunicado da CAN]

 

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publicado por Quercus às 16:20





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