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Pico global de emissões de GEE tem de ser atingido até 2020, diz Agência Europeia da Energia

Terça-feira, 14.07.15

 

Para que seja possível alcançar um Acordo Climático bem sucedido no próximo mês de Dezembro, em Paris, o pico global de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) deverá ser atingido ainda esta década. Esta é uma constatação da Agência Internacional da Energia (IEA, na sigla em inglês).

 
De acordo com o responsável naA IEA pela política em matérias de tecnologia energética, Jean-François Gagné, os compromissos até agora manifestados pelos vários países serão provavelmente insuficientes para manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2 graus Celsius, em relação aos níveis pré-industriais.

 

Contudo, reconhece que irão permitir criar 'bases sólidas' para uma mudança no padrão global de consumo energético para longe dos combustíveis fósseis, desde que sejam continuamente ampliados.

 

Numa intervenção que decorreu no Centro de Estudos Estratégicos e Científicos em Washington D.C., Gagné incitou os países a aumentar a investigação e o desenvolvimento para estimular a inovação ao nível do setor energético.

 

Numa altura em que diplomatas de aproximadamente 200 países trabalham os detalhes para o novo acordo climático global que se espera alcançar em Paris, esta aposta poderá incentivar os países a definir metas mais ambiciosas face às propostas originais.

 

Atualmente, os progressos na inovação ao nível da energia limpa está aquém das expectativas. De acordo com o último relatório anual da IEA "Perspetivas para a Tecnologia Energética', as energias renováveis são responsáveis por cerca de 30% das reduções cumulativas globais de emissões de GEE, sendo a tecnologia de captura e armazenamento de carbono é responsável por cerca de 13%; a energia nuclear 8% e a eficiência na produção de eletricidade 1%.

 

Contudo, pela primeira vez este ano, nenhuma tecnologia está a atingir os objetivos definidos pela IEA para determinar qual a contribuição que cada uma deverá assegurar no sentido de limitar as concentração de GEE em 450 partes por milhão e manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC.

 

"Isto não significa que nunca seremos capazes de reduzir a nossa pegada de carbono. Significa sim que estamos a deixar escapar oportunidades", afirmou Gagné.

 

Para o dirigente da IEA, com a fatia do financiamento para investigação e desenvolvimento no setor energético estagnada nos 4%, é cada vez mais evidente que os Governos ainda não vêem o setor como prioritário.

 

Ver relatório da IEA 'Energy and Climate Change' (em inglês): aqui

 

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publicado por Quercus às 16:08


1 comentário

De Humberto a 17.07.2015 às 10:18


Um objectivo e tanto!

Impedir que a concentração de gases com "efeito de estufa" (coisa que na verdade não existe, mas prontos... há que ter paciência convosco) na atmosfera aumente acima das 450ppm parece-me uma tarefa hercúlea.

Como irão fazer tal coisa?

Cobrir os oceanos com plásticos para que o CO2 e o metano por eles libertados sejam impedidos de se juntar à atmosfera?
E as zonas de vulcanismo activo? Ou as albufeiras das barragens? E então os gases libertados pelo gado? Como irão resolver tanta libertação natural de gases?


O financiamento está nos 4% para investigação e desenvolvimento no sector energético que inclui coisas estapafúrdias como "tecnologia de captura e armazenamento de carbono" e esse tal de dirigente da IEA acha pouco?

Chiça, meu rico dinheirinho que me levam em impostos para coisas destas!

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