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Quercus preocupada com boletim da OMM que revela novo recorde das emissões de gases de efeito estufa

Quarta-feira, 10.09.14

A Quercus lamenta o desconhecimento sobre o risco e as consequências do aumento da concentração de gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera, que atingiu um novo valor recorde em 2013, segundo dados divulgados ontem pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). “A visão de curto prazo dos políticos, e da própria população, é que não se sentem suficientemente amedrontados, ou não sentem o risco e as consequências que estão em jogo. Os cientistas insistem que merece desde já uma tomada de posição muito mais importante e tão imediata quanto possível para invertermos o continuar da subida das emissões de gases de efeito de estufa”, alertou Francisco Ferreira, em declarações à Lusa.

Segundo o Boletim anual de GEE da OMM (em PDF), a concentração de GEE na atmosfera atingiu um novo recorde em 2013, sobretudo devido ao aumento dos níveis de dióxido de carbono. Entre 1990 e 2013 houve um aumento de 34% na força radiativa - o efeito do aquecimento sobre o clima – devido aos gases de efeito estufa de vida longa, como o dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso. Em 2013, a concentração de CO2 na atmosfera era de 142% relativamente à era pré-industrial (1750), enquanto as concentrações de metano e óxido nitroso atingiram 253% e 121%, respectivamente.

Os novos dados reforçam a urgência de uma acção internacional concertada contra as alterações climáticas. “O facto de termos uma sociedade que continua a investir do ponto de vista energético na queima de combustíveis fósseis em detrimento das energias renováveis, com uma população crescente, com economias emergentes e com a desflorestação, leva a este recorde”, alerta Francisco Ferreira.

Ainda segundo a OMM, os níveis de CO2 aumentaram mais entre 2012 e 2013 do que em qualquer outro ano desde 1984. Na escala global, a quantidade de CO2 na atmosfera atingiu 396,0 partes por milhão (ppm) em 2013, mais 2,9 ppm, que é o maior aumento anual para o período 1984-2013. A este ritmo, a concentração de CO2 média anual global deve ultrapassar as 400 partes por milhão em 2015 ou 2016, alerta a OMM. [ver notícia no ionline e na Rádio Renascença]

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publicado por Quercus às 14:44





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