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Renováveis e Seca

Terça-feira, 08.09.15

Portugal_seca_ago 2015_IPMA.png

 

De acordo com o IPMA, no seu Boletim Climatológico Mensal de agosto de 2015, o valor médio da temperatura média do ar e o valor médio mensal da temperatura máxima do ar foram ambas superiores ao normal, e o valor médio da quantidade de precipitação foi inferior ao normal. No que diz respeito ao índice de seca, Portugal mantém-se em situação de seca meteorológica, que se verifica desde março, com 74% do território nacional encontra-se em situação de seca severa a extrema, sendo a segunda mais grave dos últimos 70 anos.

 

Esta situação também já afetou a produção de energia elétrica por fontes renováveis. Entre janeiro e agosto de 2015, a produção renovável foi de cerca de 50%, um valor abaixo do registado nos últimos anos, segundo o boletim mensal da APREN. A grande hídrica contribuiu para 19% da produção renovável, tendo sido ultrapassada, neste período, pela energia eólica responsável por 22% produção de energia renovável.

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publicado por Quercus às 12:14


1 comentário

De Humberto a 13.09.2015 às 10:07

Convém não esquecer que o IPMA continua a depender das estações terrestres para monitoramento da temperatura cuja precisão deixa muito a desejar.

De qualquer maneira, isto é apenas o tempo local que faz em Portugal e de maneira nenhuma representa o que se passa a nível global.


E localmente, por mais dramático que seja, não é nenhuma novidade ocorrerem em Portugal ciclos de seca seguidos de chuva intensa seguidos de seca e depois de chuva intensa e de seca outra vez e depois chuva...


Aqui fica uma notícia recente:

«31.08.2015 21:12
Agricultores desesperam com seca
Relatos dramáticos de quem vive no Interior do País.»

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/20150830_2246_seca.html


Um desses relatos dramáticos:

«Luís Santos cultiva, todos os anos, 30 hectares de sorgo para alimentar as 1200 cabras e ovelhas. Este ano só conseguiu cultivar um terço dessa área. "O que se gasta em energia para regar reduz drasticamente o lucro, o que faz com que estejamos a trabalhar apenas para sobreviver", refere.»


Repararam?

«"O que se gasta em energia para regar reduz drasticamente o lucro, o que faz com que estejamos a trabalhar apenas para sobreviver", refere.»


De acordo com o relato dramático deste senhor tido pelos jornalistas como um exemplo do que se passa em Portugal, até fico com dúvidas se o maior problema enfrentado é a seca ou o alto preço da energia...

Segundo este testemunho dramático é mesmo o alto preço da energia que faz com que estejam a trabalhar apenas para sobreviver!


Alguém quer tentar a sorte e tentar adivinhar de onde vem o alto preço da energia que faz com que estas pessoas apenas trabalhem para sobreviver?

Dos combustíveis fósseis? Gás natural?
Não.

Carvão?
Não.

Das energias renováveis?
Hmmm...

Das tradicionais barragens?
Não.

Das eólicas e solares?
Bingo!


Aqui está uma área da economia que nos é fundamental (sabem qual é o significado de "fundamental", não sabem?) a ser gravemente (e de "gravemente", sabem?) afectada pelo custo bastante mais elevado das energias eólica e solar que nos foram impostas para salvar o mundo e que tanto nos aumentou o preço da electricidade mesmo que isso implique, como nos é mostrado, graves prejuízos também para a agricultura e pecuária.

O Boletim Climatológico Mensal do IPMA já não é de maneira nenhuma suficiente para ficamos sequer com uma ideia das consequências da seca em Portugal, agora temos outros factores.

Se as secas, só por si, já eram más... agora temos ainda o alto preço da energia, da electricidade, a agravar ainda mais a situação!


Qual é afinal o inimigo público n.º 1...

O CO2 que alimenta as plantas?

Ou as eólicas e solares que fazem com que muitas pessoas apenas trabalhem para sobreviver?

Respondam com sinceridade, sff.

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