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Saúde é um dos benefícios-chave da eficiência energética e renováveis

Sábado, 12.09.15

A construção de parques eólicos e solares pode ajudar a reduzir o impacto humano sobre as alterações climáticas, evitando as emissões poluentes das centrais a carvão para produzir energia. Um novo estudo mostra que há um outro benefício importante para o desenvolvimento de energias renováveis: a redução de custos associados com a poluição do ar permite salvar vidas.

 

Vários investigadores da Universidade de Harvard, numa tentativa de mostrar o valor financeiro de projetos associados com energia limpa em termos de melhoria da saúde pública, descobriram que as medidas de promoção da eficiência energética e uso de fontes de energia de baixo carbono podem ajudar a poupar entre 5,7 e 210 milhões de dólares por ano, com base no valor aceite da vida humana em dólares. O mesmo também é verdade para as medidas de eficiência energética implementadas em Cincinnati, as quais produziram benefícios para a saúde da ordem dos 200 milhões (em horários fora de pico, como durante a noite) e de 20 milhões de dólares (em horários de pico). No leste da Pensilvânia, medidas similares produziram 130 milhões em benefícios para a saúde durante os horários de pico e 57 milhões de dólares em horários de pico.

 

O artigo demonstra que a eficiência energética e as energias renováveis podem trazer benefícios substanciais tanto para o clima como para a saúde pública, e que esses resultados podem ser importantes na análise custo-benefício destes projetos. Para além disso, o estudo mostra que os benefícios para o clima e para a saúde estão relacionados.

 

A promoção das energias renováveis e as medidas de eficiência energética – as principais componentes do novo Plano “Clean Power” da Administração Obama - ajudam a evitar a construção de centrais a carvão e outros combustíveis fósseis que são as principais causas das alterações climáticas. Estas medidas  também ajudam a reduzir as emissões prejudiciais de óxido nitroso, dióxido de enxofre e dióxido de carbono.

 

O estudo de Harvard traz novos dados evidenciando que uma ação global sobre as alterações climáticas também poderia melhorar a saúde pública. Um estudo da Agência de Proteção Ambiental dos EUA publicado em junho constatou que, até ao final do século XXI, poderiam ser evitadas 57.000 mortes prematuras por ano devido à má qualidade do ar, se as piores consequências das alterações climáticas fossem evitadas.

 

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publicado por Quercus às 09:42


1 comentário

De Humberto a 13.09.2015 às 10:44

Quando li o vosso título:
«Saúde é um dos benefícios-chave da eficiência energética e renováveis»

achei interessante e mais ainda ao ler no vosso primeiro parágrafo que foi feito um estudo! Mas depois, uma pequena desilusão... precisaria de pagar 30 euros para ter acesso ao texto do estudo que deveria demonstrar a razão do vosso título.
(Não... nem pensar em pagar 30 euros por um estudo que deveria estar disponível gratuitamente.)


Tenho de confessar que estava à espera de um estudo onde tivessem analisado toda uma variedade de factores publicamente disponíveis que, quando esmiuçados, demonstrassem estatisticamente a veracidade do vosso título e das várias afirmações ao longo do vosso texto mas, para grande desilusão, não parece ser este o caso dado que da pequena introdução a que temos livre acesso podemos ler o seguinte:

«Here, we develop and demonstrate a high-resolution model to simulate and compare the monetized public health and climate benefits of four different illustrative EE/RE installation types in six different locations within the Mid-Atlantic and Lower Great Lakes of the United States.»

Ou seja, as conclusões do estudo não provêm de dados estatísticos como eu gostaria e esperava.

As conclusões do estudo provêm de "um modelo de alta resolução para simular e comparar".

O que quer isto dizer? Apenas que é mais um modelo computorizado para simular cenários de acordo com os pressupostos que entenderam utilizar nesse modelo.

Isto não vos faz lembrar nada? A mim faz-me lembrar toda uma série de cenários catastróficos que tiveram idêntica origem em modelos computorizados, que vieram a público nos últimos anos sobre o clima e que sempre falharam em todas as suas previsões.


Eu não preciso de nenhum estudo (nem mesmo de um verdadeiro estudo) para saber que a poluição afecta a saúde das pessoas pois isto já é algo sobejamente conhecido e que continua, infelizmente, a ser também algo preocupante mesmo com a utilização de todo o tipo de sistemas com vista a minimizá-la mas, por outro lado, também não é com pseudo-estudos desses que há muito perderam a credibilidade que conseguem provar ou demonstrar alguma coisa.


Continuando na questão da saúde... então e aquele pormenor de a própria quercus se opor à instalação de um parque eólico em Moncorvo por este, entre outras razões, vir a provocar demasiado ruído o que constitui um risco para as aldeias próximas?

http://www.publico.pt/local/noticia/quercus-diz-que-parque-eolico-de-moncorvo-ameaca-a-paisagem-do-douro-vinhateiro-1707214
(08/09/2015)

Os médicos não têm dúvidas quanto ao efeito nefasto que o ruído constante e prolongado tem para o bem-estar e saúde das pessoas e pela notícia, parece ser consensual até mesmo para a quercus que o ruído dos parques eólicos afecta o bem-estar e a saúde das populações em volta e, no entanto, a quercus sai-se com esta:
«Saúde é um dos benefícios-chave da eficiência energética e renováveis»


Afinal, em que ficamos? As energias renováveis na qual se inclui a eólica tem a saúde como um dos "benefícios-chave" ou é a saúde prejudicada pelo ruído dos parques eólicos?

(Pois é, entrar nestas contradições é no que dá quando se segue cegamente os tais modelos computorizados...)

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