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Segmento Ministerial começa hoje na #COP21

Segunda-feira, 07.12.15

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Começa hoje a segunda e decisiva semana da 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que tem o encerramento agendado para 11 de dezembro em Paris.

Os Ministros reunidos nos próximos três dias em Paris têm de avaliar, negociar e aprovar o Acordo de Paris, cujo novo texto foi divulgado no sábado, pelo Grupo de Trabalho Ad Hoc da Plataforma de Durban para uma Ação Reforçada (ADP) responsável pelo mesmo. O documento tem ainda 48 páginas (incluindo anotações) e ainda muitas opções em aberto.

O texto está mais claro e menos confuso mas, com as questões que ainda tem em aberto, ainda não se consegue avaliar se irá resultar num bom ou mau acordo no final da COP 21. O Acordo de Paris não irá resolver o problema das alterações climáticas por milagre, mas é essencial que coloque a política internacional de combate às alterações climáticas no caminho do limite de aumento de temperatura de 1,5ºC - 2º Celsius, em vez dos 3º Celsius de agora.

Existem várias questões onde o conteúdo do texto pode ainda vir a ter uma diferença significativa em função das opções escolhidas. A questão do tratamento diferenciado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é agora menos marcada, mas isso não espelha a variação de impactes decorrentes das alterações climáticas nos diferentes países. As questões de financiamento continuam a ser vitais e ainda não estão suficientemente claras, principalmente para os países com menores recursos e menores capacidades de lidar com a adaptação às alterações climáticas.

Houve progresso em relação à aceitação de um período de revisão dos contributos nacionais de 5 anos, mas não está agora definida uma data de início desta revisão, nem é explícito se qualquer país pode tomar a iniciativa de os rever antes de cada ano comum de revisão a fixar e se tal revisão é efetivamente obrigatória. Está ainda em aberto se o Acordo irá ter uma linguagem mais forte em questões como a adaptação e o trabalho necessário desenvolver no período pré-2020.

Segundo a Agenda da COP 21, os ministros presentes no segmento de alto nível, irão fechar o texto a 9 de dezembro, para ser traduzido nas 6 línguas oficiais das Nações Unidas no dia 10 de dezembro e dia 11 será aprovado o texto do Acordo e das restantes Decisões.

Este segmento ministerial contará com as intervenções dos governantes presentes, incluindo o novo Ministro do Ambiente, José Matos Fernandes, com intervenção agendada para amanhã de manhã (dia 8 de dezembro, entre as 9h e as 12 horas). A Quercus tem reunião marcada com o Ministro do Ambiente dia 8 de dezembro, às 14h30 (de Lisboa), para discutir o avanço das negociações e a posição de Portugal e da União Europeia nas mesmas.

É agora necessário que os Ministros presentes em Paris trabalhem bastante para conseguirem um bom acordo. Se não sair um Acordo de Paris, irá ser um sinal muito fraco de vontade política e de injustiça para todo o mundo.

A Quercus na COP 21

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal enquanto representante das organizações não governamentais de ambiente, fazendo-se representar em Paris, a partir de 8 de Dezembro, por João Branco, Presidente da Direção Nacional e Ana Rita Antunes, Coordenadora do Grupo de Energia e Alterações Climáticas, acompanhando os trabalhos até ao fim da Conferência e anunciando os resultados conhecidos.

Toda a informação sobre a Conferência de Paris e as posições das Associações de defesa do ambiente estão a ser permanentemente atualizadas em:

climaticas.blogs.sapo.pt

twitter.com/QuercusCOP21

facebook.com/quercusancn

Lisboa, 7 de Dezembro de 2015

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 11:18


1 comentário

De humberto a 08.12.2015 às 13:18

Termino aqui o raciocínio dos comentários anteriores com o argumento mais simples que se possa imaginar:


No essencial, ao afirmarem que o CO2 tem um efeito de estufa estão a atribuir-lhe um efeito isolante. Mas um isolante é algo que separa duas regiões diferentes e ainda que não é afectado por aquilo que deve isolar o que, mais uma vez, não é o caso do CO2 já que este não proporciona qualquer separação entre zonas ou ambientes diferentes e aquece quando exposto a uma fonte de calor.


O CO2 não cumpre aqui nenhum requisito como isolante mas mesmo admitindo (num mundo imaginário do faz de conta) que o Dióxido de Carbono fosse de facto um isolante, que fosse mesmo um isolante perfeito, que péssimo isolamento faria tendo em conta a sua concentração na atmosfera ser de apenas 0,04%!

Não estou a ver que um agricultor admitisse na sua estufa uma cobertura de isolamento com apenas 0,04% de plástico e restantes 99,96% a céu aberto, basicamente uma rede de pesca feita de fios muito fininhos e espaçados a proteger as suas culturas.

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