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ONG reafirmam na COP20 que as grandes barragens não são fontes de energia limpa e sustentável

Sexta-feira, 12.12.14

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Cerca de 200 organizações não governamentais (ONG), entre as quais a Quercus, disseram esta semana aos líderes presentes na COP20, em Lima, que as grandes barragens não são fontes de energia limpa e sustentável, nem a solução para o problema das alterações climáticas.

Na carta entregue na COP20, as ONG salientam que as grandes barragens “emitem gases de efeito estufa, incluindo o metano, especialmente em regiões tropicais; demonstram alta vulnerabilidade a secas e enchentes extremas que são cada vez mais comuns; envolvem frequentemente violações de direitos humanos; custam demasiado e demoram muito tempo para entrar em operação; e causam significativas perdas sociais, ambientais e económicas”.

Apesar de continuam a ser promovidas como se fossem fontes de energia limpa e sustentável, para atender à procura crescente por energia eléctrica, as ONG defendem que “existem alternativas mais limpas, mais eficientes, menos caras e mais rápidas para responder, simultaneamente, às necessidades energéticas legítimas e à crise climática.”

Nesse sentido, exigem aos governos, organismos internacionais e entidades financeiras que imediatamente: parem de considerar as grandes barragens como fontes de energia limpa; implementem soluções energéticas que privilegiem incentivos para a eficiência energética e fontes renováveis descentralizadas como solar, eólica, biomassa e geotérmica; e evitem incentivos para grandes barragens de instituições internacionais e de mecanismos da UNFCCC, como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e o recém-criado Fundo Verde para o Clima.

Pedem, ainda, que seja considerado no planeamento e licenciamento de novos projectos hidroeléctricos: a avaliação do potencial de emissões de gases de efeito estufa, incluindo o metano oriundo de reservatórios; a análise rigorosa da vulnerabilidade de barragens a secas e enchentes severas; lições de experiências passadas sobre o real custo económico e atrasos na construção; a avaliação integral de impactos e riscos sociais e ambientais, incluindo impactos cumulativos de cascatas de barragens e outros projectos associados.

As ONG querem, também, a garantia de amplo respeito pelos direitos dos povos indígenas e outras comunidades locais, incluindo direitos territoriais e o direito a consulta e consentimento livre, prévio e informado; e a adopção de processos inclusivos e transparentes de tomada de decisão, considerando todo espectro de alternativas energéticas, identificando opções que são mais adequadas para atender as necessidades da sociedade e comunidades locais, ao mesmo tempo evitando projectos danosos e desnecessários.

Está, também, disponível na Internet, uma petição internacional com o mesmo objectivo (igualmente com versões em castelhano e em inglês).

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publicado por Quercus às 15:20

Quercus na grande manifestação em Lima em defesa da Mãe Terra

Quarta-feira, 10.12.14

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A Quercus participou hoje numa grande manifestação, a maior alguma vez realizada na América Latina relacionada com o tema das alterações climáticas e que percorreu o centro da cidade de Lima no Peru. 

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Foram muitos milhares de participantes que se concentraram pelas 9h no Campo de Marte, um parque no centro e Lima e que depois pelas 10h iniciaram um percurso até à praça de São Martin, agravando ainda mais o já caótico trânsito da cidade.

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A extensão da manifestação, que reuniu organizações ambientalistas, representantes dos povos indígenas, sindicalistas, muita gente anónima que se associou ao protesto, ultrapassava bem mais de um quilómetro.

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Com muita cor, originalidade, música, animação, palavras de ordem de alerta aos governantes que participam na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP20), a necessidade de apostar nas energias renováveis e proteger as futuras gerações, principalmente nos países mais vulneráveis, foram os tópicos mais presentes.

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Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, muitos dos participantes na reunião paralela da sociedade civil, a Cimeira dos Povos, gritaram bem alto a sua voz, mesmo que a uns quilómetros da COP, essas vozes não pareçam ter chegado, porque as negociações estão no habitual impasse com apenas mais dois dias para o suposto final, com o “complicómetro” ligado, multiplicando alternativas aos textos-base e às opções sugeridas inicialmente.

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publicado por Quercus às 22:38

Movimentos sociais manifestam-se hoje em Lima na 'Marcha Mundial em Defesa da Mãe Terra'

Quarta-feira, 10.12.14

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A Cimeira dos Povos, um evento paralelo à COP20, que tem lugar em Lima de 8 a 11 de Dezembro, tem hoje um dos pontos altos, com a 'Marcha Mundial em Defesa da Mãe Terra'.

Os organizadores esperam reunir alguns milhares de representantes das organizações da sociedade civil, numa marcha de sensibilização e protesto contra as consequências das alterações climáticas, que terá lugar a partir das 9h locais (14h em Lisboa). A Quercus será uma das organizações participantes.

A iniciativa realiza-se no Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que as Nações Unidas comemoram a aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Homem na assembleia geral realizada em Dezembro de 1948.

A Cimeira dos Povos foi inaugurada na segunda-feira pela presidente da câmara de Lima, Susana Villarán, numa intervenção momentaneamente interrompida por jovens com uma faixa alusiva ao conturbado despejo do mercado de La Parada, em 2012, que causou dois mortos e dezenas de feridos (vídeo anexo). 

 

A cimeira alternativa, realizada no Parque de Exposições da cidade, junta mais de dois mil representantes de sindicatos e ONG de ambiente, direitos humanos e povos indígenas, que irão discutir os desafios das alterações climáticas. Saiba mais sobre a Cimeira dos Povos em http://cumbrepuebloscop20.org

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publicado por Quercus às 00:05

Filipinos caminham 1000 quilómetros pela justiça climática

Quarta-feira, 15.10.14

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Depois da enorme Marcha pelo Clima que juntou mais de 400 mil pessoas nas ruas de Nova Iorque, a 23 de Setembro, e contou com mais de 2700 eventos em mais de 150 países, um grupo de activistas das Filipinas está a percorrer a pé os cerca de 1000 quilómetros entre a capital do país, Manila, e a cidade de Tacloban, fortemente atingida há um ano pelo super tufão Haiyan, baptizado de Yolanda nas Filipinas.

A caminhada de 40 dias arrancou a 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência, em direcção a Tacloban, que os filipinos passaram a chamar de “ground zero” na sequência da destruição de há um ano. A iniciativa deverá terminar a 8 de novembro, precisamente no primeiro aniversário da chegada do super tufão, que além da destruição, provocou milhares de mortos.

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 “Queremos prestar homenagem às comunidades que enfrentam a realidade das alterações climáticas, o risco de desastres, a pobreza e o abuso ambiental. É uma forma de lembrar ao mundo inteiro que temos de enfrentar esta realidade, esta loucura”, afirmam os promotores, que até agora já caminharam mais de 300 quilómetros.

Entre os participantes, está o principal negociador das Filipinas nas conferências internacionais sobre alterações climáticas, que há quase um ano, na COP19, em Varsóvia, anunciou em lágrimas o início de uma greve de fome contra o insucesso das negociações. Nesta caminhada, Yeb Saño volta a pedir que até 2015, na COP21, as nações do mundo cheguem a um novo acordo climático justo, equitativo, ambicioso e durável. Saiba mais em www.climatewalknow.com

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publicado por Quercus às 20:00

Milhares marcharam pelo clima e pediram mais ação e menos palavras na luta contra as alterações climáticas

Quinta-feira, 25.09.14

Ver também:

Reportagem da QUERCUS TV sobre a manifestação de domingo em Lisboa contra as alterações climáticas

Um dia histórico com quase 400 mil em Nova Iorque e ações em mais de 150 países

Mais de 310 mil na Marcha do Clima em Nova Iorque

Lisboa também diz não às alterações climáticas

 

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publicado por Quercus às 11:46

Reportagem da Quercus TV sobre a manifestação de domingo em Lisboa contra as alterações climáticas

Segunda-feira, 22.09.14

People's Climate March - Lisboa - 21 Setembro from Quercus on Vimeo.

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publicado por Quercus às 23:03

Um dia histórico com quase 400 mil em Nova Iorque e ações em mais de 150 países

Segunda-feira, 22.09.14

A Marcha do Clima juntou ontem em Nova Iorque perto de 400 mil participantes, entre eles o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que amanhã preside a uma cimeira informal sobre o combate às alterações climáticas.

[álbum com mais fotos de Nova Iorque]

Imagens aéreas da marcha:

Além da maior marcha climática mundial de sempre, o Dia de Ação Global pelo Clima foi também assinalado em mais de 150 países, com grandes mobilizações em Londres (40 mil pessoas), Melbourne (30 mil) ou Paris (25 mil). Portugal não ficou de fora, com concentrações mais modestas em várias cidades, como Lisboa, Porto e Faro.

[ver mais fotos da Quercus][ver fotos e panfletos no blogue EPHEMERA]

 

Actualização: trailer da concentração em Lisboa:

People's Climate March - Lisboa - 21 Setembro - Trailer from Quercus on Vimeo.

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publicado por Quercus às 16:42

Mais de 310 mil na Marcha do Clima em Nova Iorque

Domingo, 21.09.14

As primeiras estimativas apontam para mais de 310 mil participantes na grande Marcha do Clima que está a decorrer em Nova Iorque desde as 11h30 locais (16h30 em Lisboa), números que fazem da iniciativa a maior marcha de sempre contra as alterações climáticas. O Francisco Ferreira e a Rita Antunes também estão a desfilar em representação da Quercus e de Portugal neste Dia de Ação Global pelo Clima!

Como explica aqui o Francisco Ferreira, centenas de milhares estão a dizer aos líderes políticos que reunirão na terça-feira, nas Nações Unidas, que é necessário salvar o clima, num alerta sem precedentes para que este problema se comece a resolver a sério.

Notícia na SIC, com declarações da Quercus (min 2:07):

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publicado por Quercus às 19:53

Lisboa também diz não às alterações climáticas

Domingo, 21.09.14

Mais de três centenas de pessoas concentraram-se esta tarde na Praça do Rossio, em Lisboa, para dizer não às alterações climáticas, um problema considerado por vários dos oradores como a principal ameaça que a humanidade enfrenta. A iniciativa inseriu-se no Dia de Ação Global pelo Clima, que contou com ações em centenas de cidades de todo o mundo, com o objectivo comum de alertar os líderes mundiais que é urgente mudar de rumo pelo futuro do nosso planeta.

Continua também a decorrer em Nova Iorque a Marcha pelo Clima, onde algumas dezenas de milhares de activistas desfilam divididos em seis temas: 1. Uma frente de crise, uma oportunidade de mudança; 2. Conseguimos mudar o futuro; 3. Temos soluções; 4. Sabemos quem são os responsáveis; 5. O debate terminou (passar dos factos as ações); 6. Para que tudo mudo, precisamos de todos. A Quercus está presente com outras organizações não governamentais de ambiente no tema 3 da marcha – “Temos soluções”. 

O objetivo principal é apelar aos Chefes de Estado, de Governo e Ministros que participarão na Cimeira da ONU dentro de dois dias, na Sede das Nações Unidas em Nova Iorque, para anunciarem e se comprometerem com a resolução do problema das alterações climáticas, cujos prejuízos são visíveis à escala mundial e se agravarão significativamente se não invertermos o ritmo crescente de emissões de gases com efeito de estufa.

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publicado por Quercus às 18:42

'Livestreams' da Marcha pelo Clima em Nova Iorque

Domingo, 21.09.14

Dezenas de milhares de pessoas são esperadas esta tarde nas ruas de Nova Iorque, na Marcha pelo Clima, uma grande iniciativa da sociedade civil no Dia Global de Ação pelo Clima. Esta mobilização internacional, que contará também com outras 2800 iniciativas em 166 países, reflete uma maior preocupação e consciência pública relativamente aos custos das alterações climáticas, devido aos fenómenos meteorológicos extremos e outros impactes, a par do desejo de uma transição dos combustíveis fósseis para as energias limpas, com um crescimento visível em todo o mundo. Acompanhe aqui em directo a partir das 16h30 (de Lisboa): 

Actualização: emissão em directo da Democracy Now!:

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publicado por Quercus às 13:00





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