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Ondas de calor extremas podem aquecer o Golfo para além dos limites da resistência humana

Quinta-feira, 29.10.15

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A região do globo que abrange os principais países exploradores de petróleo – Abu Dhabi, Dubai, Doha e a costa do Irão - vai sofrer aumentos das temperaturas médias e humidade nunca antes observados para as próximas décadas, se o mundo não conseguir reduzir as emissões de carbono.

A zona do Golfo Pérsico, no Médio Oriente, em pleno coração da exploração petrolífera mundial, vai sofrer ondas de calor para além do limite da sobrevivência humana, se as alterações climáticas forem ignoradas. Esta é a conclusão de um estudo da autoria de Jeremy Pal e Elfatih Eltahir, investigadores do Massachusetts Institute of Technology, publicado na revista científica Nature Climate Change.

As ondas de calor extremas afetarão o Abu Dhabi, o Dubai, Doha e as cidades costeiras do Irão, e serão uma ameaça mortal para milhões de peregrinos muçulmanos durante as festas religiosas na Arábia Saudita, no período do Verão. O estudo mostra que as ondas de calor extremas, as mais intensas até hoje registadas no planeta, serão uma realidade depois de 2070 e os dias mais quentes do presente serão uma ocorrência quase diária.

O estudo salienta que esta zona do globo é uma região sensível onde as alterações climáticas podem afetar severamente as condições de habitabilidade das comunidades locais no futuro, se não ocorrerem cortes significativos das emissões de carbono.

O clima futuro para muitos locais na zona do Golfo será semelhante ao clima extremo que se vive atualmente na parte norte do deserto de Afar, no lado africano do Mar Vermelho, onde deixaram de existir comunidades humanas permanentes. Mas este trabalho de investigação também demonstrou que a redução das emissões de gases com efeito de estufa é o caminho para evitar este destino.

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publicado por Quercus às 16:15

Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente dos últimos 85 anos

Quarta-feira, 22.07.15

The_sun1_cc_Lykaestria.jpgEntre Janeiro e Junho de 2015 registou-se a média das temperaturas máximas do ar mais elevada dos últimos 85 anos - 20,06 graus - de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

 

29 de junho de 2015 foi o dia mais quente do ano, em que se registou uma temperatura máxima de 43,2ºC em Beja.

 

Já considerando o valor médio da temperatura do ar (que foi de 14,30ºC), o primeiro semestre de 2015 foi apenas o nono mais quente desde 1931, ano em que começaram a ser feitas estatísticas meteorológicas em Portugal.

 

As quatro ondas de calor registadas nos seis primeiros meses do ano (27 de março a 7 de abril; 9 a 15 de maio; 21 maio a 10 junho e 25 a 30 junho) contribuiram para este pico e trouxeram não só uma primavera mais quente do que seria 'normal', mas também um verão que se prevê continuar a registar temperaturas altas.

 

No que respeita à precipitação, o valor médio do primeiro semestre de 2015 foi de 258,8 milímetros (mm), bastante abaixo da média, que se situa nos 461 mm. Este foi o sexto valor mais baixo desde 1931, tendo o recorde sido registado em 2005, com 154,6 mm.

A nível global, o mês de junho e o primeiro semestre deste ano foram os mais quentes de sempre. A temperatura média global do Planeta atingiu os 16,33ºC, segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). Segundo Jessica Blunden, cientista do NOAA, é difícil que 2015 não venha a ser o ano mais quente de sempre.

 

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publicado por Quercus às 11:50





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