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Edifícios vão consumir mais energia para arrefecimento do que para aquecimento até meados do século

Quarta-feira, 28.10.15

A crescente procura por equipamentos de ar condicionado para arrefecimento ameaça tornar o planeta mais quente e minar os objetivos para limitar as emissões de gases com efeito de estufa.

Perante a iminência dos efeitos das alterações climáticas, o mundo enfrenta uma "crise de frio" eminente e potencialmente perigosa, com a procura de equipamentos de ar condicionado para arrefecimento a crescer tão rapidamente que ameaça quebrar promessas e metas para combater o aquecimento global.

Em todo o mundo, prevê-se que o consumo global de energia pelo setor do ar condicionado cresça 33 vezes até 2100, devido ao aumento de rendimento nos países em desenvolvimento e o avanço da urbanização. Só os Estados Unidos da América estão a consumir a mesma energia elétrica para arrefecer os seus edifícios do que toda a energia consumida em todos os setores no continente africano. A China e Índia estão rapidamente a aproximar-se dos níveis de consumo dos EUA. Até metade do século, a nível global, será consumida mais energia para o arrefecimento do que para o aquecimento.

Nos próximos 15 anos, prevê-se um aumento da procura de energia para arrefecimento de edifícios de 72%, enquanto que a procura de energia para aquecimento irá decrescer 30% na Europa.  

Uma vez que a produção de frio ainda é esmagadoramente dependente da queima de combustíveis fósseis, os objetivos de redução de emissões que serão acordados na próxima cimeira climática em Paris arriscam-se a não serem cumpridos, enquanto os governos e os especialistas em ciência climática lutam com uma cruel ironia das alterações climáticas: o setor do arrefecimento pode, de facto, aquecer o planeta.

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publicado por Quercus às 15:49

Produção renovável ganha terreno à energia nuclear nas grandes economias

Quinta-feira, 16.07.15

paineis.gifA energia solar, eólica e outras fontes renováveis para além da produção hidroelétrica já suplantaram a energia nuclear no abastecimento de eletricidade em países como o Japão, a China, a Índia e cinco outras grandes economias, representando cerca de metade da população mundial. São estas conclusões do relatório ‘The World Nuclear Industry Status Report 2015’.

 

Apesar de, em média, as centrais nucleares produzirem anualmente cerca de duas vezes mais eletricidade do que as renováveis por cada quilowatt instalado, o elevado crescimento da energia solar, eólica e outras renováveis significa que a energia nuclear está a ser rapidamente preterida à medida que vários países viram costas a esta fonte energética após o incidente de Fukushima, no Japão.

 

A produção global de energia nuclear cresceu 2,2% em 2014, mesmo com o primeiro encerramento prolongado da indústria nuclear por 45 anos (no Japão). Contudo, com a energia solar a crescer 38% e a eólica cerca de 10%, estas e outras fontes renováveis estão a ganhar terreno.

 

Custos ascendentes, atrasos nas construções, contestação pública e o envelhecimento dos reactores nuclares estão a limitar as oportunidades desta fonte energética, enquanto do outro lado as fontes renováveis apresentam custos cada vez mais baixos, uma muito maior eficiência e melhor gestão, bem como melhorias ao nível da capacidade de armazenamento. Esta mudança de paradigma traz numa nova imagem à produção global de energia.

 

Em termos de produção, países como a China, o Japão e a Índia - três das maiores economias mundiais, a par do Brasil, Alemanha, México, Holanda e Espanha – geram hoje mais eletricidade proveniente de fontes renováveis (excluindo a hídrica) do que energia nuclear.

 

No Reino Unido, a produção renovável, com a hídrica incluída, ultrapassou a energia atómica pela primeira vez em décadas, enquanto nos Estados Unidos a percentagem que cabe às renováveis corresponde atualmente a 13%, em comparação com os 8,5% de 2007.

 

Sem considerar a indústria moribunda do Japão, devido à sua interrupção de longo termo, o relatório atesta que em 2014 existiam 391 unidades nucleares ativas a nível global, mais três do que no ano anterior, mas menos 47 do que em 2002.

 

Os principais autores deste relatório são analistas do setor industrial - Mycle Schneider e Antony Froggatt - ambos antigos consultores de organismos governamentais europeus em matérias de política energética e nuclear.

 

Fonte: www.worldnuclearreport.org

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publicado por Quercus às 16:01

EUA e China anunciam acordo contra o aquecimento global

Quinta-feira, 13.11.14

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Foto: White House/Pete Souza

Os dois principais poluidores do planeta celebraram esta semana um acordo inédito de redução de gases de efeito de estuga (GEE), que inclui metas mais ambiciosas para os Estados Unidos da América e o compromisso da China em atingir o pico das emissões até 2030. Juntos, os dois países são responsáveis por 45% das emissões de GEE.

No acordo anunciado no final da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, Barack Obama compromete-se a reduzir entre 26 e 28% das emissões de GEE até 2025, face aos níveis de 2005, uma meta mais ambiciosa que os anteriores 17% de redução até 2020. Já Xi Jinping, Presidente da República Popular da China, assume a intenção de diminuir as emissões e o consumo de combustíveis fósseis a partir do ano de 2030, ou antes, bem como a apostar na energia renovável. 

Os dois governantes mostraram-se igualmente empenhados no sucesso das negociações para num novo acordo global nesta matéria, a ser aprovado na COP21, a cimeira das Nações Unidas agendada para 2015, em Paris. Este acordo inesperado entre os EUA e a China surge a cerca de duas semanas do arranque da COP20, a vigésima Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), que irá decorrer em Lima, no Peru, de 1 a 12 de Dezembro.

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publicado por Quercus às 17:36





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