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Degelo do permafrost do Ártico está a acelerar aquecimento global

Terça-feira, 28.06.16

Tundra_Biome_600.jpg

 

Os cientistas do clima alertam que o degelo das camadas de permafrost (expressão que designa solo permanentemente gelado) nas tundras do Ártico irá libertar grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) para a atmosfera. 

Estes cientistas têm defendido que o aquecimento do Ártico vai acelerar o aquecimento global do planeta. O aquecimento e seca consequente do permafrost vai libertar para a atmosfera cada vez maiores quantidades de CO2 retido nos solos do Ártico.

 

Estas áreas de tundra, à medida que forem aquecendo, também irão lançar grandes quantidades de CH4, um gás com efeito de estufa (GEE)com tempo de vida mais curto, mas com poder de aquecimento global cerca de 23 vezes superior ao do conhecido CO2.

O Ártico já é a região do planeta onde o aquecimento global é mais acelerado. Estima-se que os solos de permafrost são capazes de aprisionar duas vezes mais carbono do que a atmosfera, por isso as consequências deste aquecimento acelerado podem ser dramáticas e os cientistas estão sob pressão para prever o que vai acontecer no futuro.

 

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publicado por Quercus às 17:04

Bioenergia e CCS: solução ou ilusão para a crise climática?

Terça-feira, 12.01.16

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Um estudo recentemente divulgado pela organização internacional Biofuelwatch, analisa a literatura científica e outras evidências relacionadas com possíveis investimentos e as políticas pertinentes sobre a BECCS. Esta tecnologia combina o uso de bioenergia com a captura e armazenamento de carbono (CCS, da sigla em inglês).

Consiste, na prática, na captura de CO2 emitido em instalações de produção de biocombustíveis ou centrais de biomassa, e no enchimento forçado em formações geológicas. A ideia é baseada na suposição que a bioenergia, em grande escala, poderia ser neutra em carbono, ou pelo menos teria baixas emissões de carbono, e que o armazenamento de todo ou, pelo menos, parte do CO2 emitido nos processos de produção de energia ou refinação, poderia reduzir os níveis de carbono.

Agência Internacional de Energia (AIE) define a BECCS como “uma tecnologia capaz de reduzir emissões de carbono e que oferece a remoção líquida permanente de CO2 da atmosfera.” Vários estudos sugerem que a BECCS poderia, no futuro, remover tanto como 10 mil milhões de toneladas de CO2 por ano. Esta ideia ganhou proeminência desde que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês) publicou o seu mais recente 5º Relatório de Avaliação, em 2014.

A maior parte dos modelos considerados pelo IPCC sugere que manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite internacionalmente assumido de 2ºC só será possível com a BECCS, em conjunto com reduções rápidas das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). É verdade que a urgência da crise climática exige a redução drástica das emissões de GEE, bem como a exploração de meios credíveis para a remoção de parte do CO2 na atmosfera. Mas a questão é se a BECCS, hoje ou no futuro, poderia ser um meio credível de retirar CO2 da atmosfera.

Para que isso seja possível, existem três condições que precisam de ser cumpridas: em primeiro lugar, seria necessário mostrar que as emissões totais de GEE associadas com o cultivo, remoção, transporte e processamento de biomassa para fins energéticos poderiam ser mantidas a um nível mínimo, e que a bioenergia de baixas emissões de carbono poderia ser ampliada significativamente. Em segundo lugar, as tecnologias necessárias teriam de ser viáveis técnica e economicamente, e não apenas em pequenos projetos-piloto, mas numa escala comercial significativa. E, finalmente, o armazenamento seguro de longo prazo de CO2 teria de ser comprovado.

 

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publicado por Quercus às 11:35

Grandes variações na eficiência e emissões CO2 em voos transatlânticos

Segunda-feira, 23.11.15

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 Um estudo elaborado pelo ICCT - International Council on Clean Transportation (o mesmo instituto que expôs o caso Volkswagen em setembro passado) mostra que existe uma grande variação nos dados de eficiência de combustível (e emissões de dióxido de carbono associadas) nas companhias aéreas que realizam voos transatlânticos. British Airways e a Lufthansa, por exemplo, emitiram 51% e 44% mais CO2 do que as companhias com melhor desempenho em termos de eficiência, respetivamente.

O ICCT estima que cada voo transatlântico ida-volta emite cerca de 1 tonelada de CO2 por cada passageiro transportado, o equivalente ao nível de poluição emitido por um Toyota Prius em deslocações pendulares diárias (de 35 kms, em média) ao longo de um ano.  

Separadamente, um estudo elaborado pelo Parlamento Europeu e revelado pelo jornal The Guardian esta semana, prevê que os sectores da aviação e transporte marítimo internacionais vão representar 39% das emissões globais de CO2 até 2050, com base nas tendências atuais.

 

O estudo do ICCT evidencia que um passageiro típico da Norwegian Air Shuttle percorre, em média, 40 quilómetros por cada litro de combustível, enquanto os materiais promocionais da British Airways e da Lufthansa apresentam valores de apenas 27 quilómetros por cada litro de combustível.

Dan Rutherford, um dos autores do relatório, destaca que oitenta por cento da diferença pode ser explicada por dois fatores: as configurações dos assentos – ou seja, quantos lugares dispõe cada avião nas classes de luxo (premium), negócios e primeira classe - e do consumo de combustível de uma aeronave, e da sua eficiência. A Norwegian Air Shuttle fez planos de investimento para a aquisição de aviões novos e mais eficientes, enquanto a British Airways continua a utilizar, predominantemente, 747 aeronaves mais antigas (e poluentes).

Os passageiros em primeira classe ou negócios foram responsáveis por uma quantidade desproporcional da poluição emitida pelas aeronaves. Só os passageiros em classe de luxo foram responsáveis por 14% dos quilómetros percorridos tendo em conta a disponibilidade de lugares em rotas transatlânticas, enquanto responsáveis por cerca de um terço do total das emissões de carbono.

Outras companhias aéreas com pior desempenho no estudo do ICCT incluem a United Airlines, a Virgin Atlantic e a American Airlines, as quais tiveram um desempenho ligeiramente acima das já referidas British Airways e Lufthansa. Por oposição, a Air Berlim, a KLM e a Aer Lingus foram as companhias aéreas com melhor desempenho, percorrendo, em média, 36 quilómetros por cada litro de combustível.

Rutherford disse que os resultados serão apresentados à Organização da Aviação Civil Internacional (também conhecida pela sigla em inglês, ICAO), mas destacaram uma situação pior relativamente à do ano passado, em que a diferença era de apenas 25% entre o melhor e o pior desempenho.

Segundo o autor, há um potencial grande e subestimado de redução das emissões de CO2 no setor da aviação, o que mostra o papel importante de políticas adicionais, nomeadamente os limites de emissão de CO2 para as novas aeronaves a serem desenvolvidos pela ICAO e de uma taxa de carbono para a aviação.

As companhias aéreas e de transporte marítimo internacional não são atualmente obrigadas a cortar as suas emissões de CO2. Há dois anos, uma tentativa de incluir a aviação no sistema de comércio de licenças de emissões da União Europeia foi levada a cabo, mas não foi bem sucedida. A ICAO afirma que a aviação terá um crescimento neutro de emissões de carbono depois de 2020, mas não se esperam novas políticas antes da próxima assembleia em novembro de 2016.

As projeções apontadas pelo estudo do Parlamento Europeu sugerem que a aviação e o transporte marítimo internacional vão continuar a aumentar a sua quota de emissões globais, prevendo-se que, em 2050, a aviação seja responsável por 22% das emissões globais e o transporte marítimo internacional por 17%.

Para as associações de defesa do ambiente, parece evidente que este crescimento esperado das emissões irá inviabilizar os esforços de negociação em Paris para limitar o aquecimento global em apenas 2ºC. Para permanecer abaixo deste limite, a aviação e o transporte marítimo internacional deveriam reduzir as emissões de CO2, em 41% e 63%, respetivamente, até 2050 (comparativamente com os níveis de 2005). Por outro lado, as propostas apresentadas por estes setores para reduzir emissões estão 73% abaixo do corte necessário para cumprir o limiar dos 2ºC.

O transporte aéreo é atualmente responsável por cerca de 5% do aquecimento global, enquanto o transporte marítimo internacional representa metade deste valor, com uma tendência de crescimento rápido nos próximos anos. Globalmente, o transporte aéreo emitiu cerca de 700 milhões de toneladas de CO2 em 2013, e sem intervenção política este número deverá triplicar até 2050.

A inclusão das emissões da aviação e do transporte marítimo internacional no âmbito de um novo acordo global deverá ser discutida na próxima cimeira climática em Paris, após uma tentativa para retirar estes sectores da proposta de texto-base ter sido bloqueada.

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publicado por Quercus às 13:07

Compromissos de redução cumprem apenas metade do caminho para travar alterações climáticas

Quarta-feira, 11.11.15

Os governos terão de aumentar os esforços para limitar as emissões de carbono, a fim de evitar as consequências das alterações climáticas, segundo um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado em antecipação da cimeira de Paris.

Os atuais esforços globais para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa correspondem apenas a metade das reduções que são necessárias, de acordo com a análise da ONU.

O relatório sugere que os governos terão de ir muito mais longe nas suas promessas de limitar as emissões futuras de dióxido de carbono, as quais foram submetidas à ONU antes da conferência sobre as alterações climáticas a decorrer em Dezembro, em Paris.

Encontrar os meios para os governos aumentarem a ambição dos seus compromissos de redução das emissões é um dos componentes-chave das negociações de Paris. O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) divulgou um novo relatório, reforçando que os níveis das emissões globais não devem ultrapassar as 48 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono equivalente em 2025, e 42 Gt em 2030, se o mundo quiser limitar o aquecimento global a não mais do que 2ºC, em média, acima das temperaturas na época pré-industrial. O limite de 2ºC é internacionalmente reconhecido pelos cientistas como um limite de segurança, além do qual as consequências das alterações climáticas - como secas, inundações, ondas de calor e subida do nível do mar - serão suscetíveis de alcançar uma dimensão catastrófica e irreversível.

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publicado por Quercus às 11:07

Quem já anunciou metas para Paris? Veja a infografia.

Quinta-feira, 20.08.15

Clique na imagem para aumentar

Legenda: Quem apresentou contribuições até agora e que percentagem das emissões mundiais estão abrangidas
Créditos: Rosamund Pearce, Carbon Brief, com base em dados da UE

 

O dia 31 de Março era data limite indicativa para os países submeterem às Nações Unidas os seus compromissos de redução de emissões de gases com efeito de estufa.

 

Estes compromissos, designados por "contribuições nacionais" (INDCs, na sigla em inglês) irão determinar o sucesso do acordo que se pretende alcançar em Paris no próximo mês de Dezembro.

 

O portal "Carbon Brief" está a acompanhar os compromissos assumidos por cada país, atualizando a infografia acima à medida que são anunciadas mais contribuições nacionais.

 

Mais informações: www.carbonbrief.org/blog/2015/03/paris-2015-tracking-country-climate-pledges/

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publicado por Quercus às 15:44

Esgotámos em 8 meses os recursos do planeta para todo o ano

Terça-feira, 18.08.15

 

 

 

 

Em menos de oito meses, a humanidade já consumiu mais recursos naturais do que os que o planeta consegue produzir num ano. 13 de Agosto foi a data designada como o Earth’s “overshoot day”, isto é, o dia em que ultrapassámos os limites anuais da Terra e entrámos no que se pode chamar de dívida ecológica - quatro dias mais cedo do que em 2014. 

 

Quem o afirma é a Global Footprint Network (GFN), baseando a data indicada numa comparação entre o atual ritmo de consumo / sobrecarga por parte da humidade (em termos de emissões de carbono, área de cultivo, stocks de pesca e abate de florestas) e a capacidade do planeta para regenerar tais recursos e capturar naturalmente o carbono emitido.

 

Uma vez que estamos a consumir a um ritmo mais rápido do da renovação dos recursos naturais, o impacto deste consumo em excesso é maior e os seus danos são mais difíceis de reverter.

 

A GFN estima que o consumo global excedeu pela primeira vez as capacidades do planeta nos anos 70, sendo que desde aí o “overshoot day” tem vindo a ocorrer cada vez mais cedo em cada ano, devido ao crescimento da população mundial, a par do exponencial aumento do consumo a nível global.

 

Segundo Mathis Wackernagel, presidente da GFN, o problema não é (só) o facto de termos um défice crescente, mas também de o mesmo não ser sustentável no longo prazo. Wackernagel afirmou ao jornal The Guardian que "mesmo perante esta situação, não estamos a tomar medidas para seguir o rumo certo. É um problema psicológico: de alguma forma está a escapar-nos esta lei básica da física. É óbvio para as crianças, mas para 98% dos especialistas em economia é um risco menor que não merece a nossa atenção. No final, a pergunta certa é: será que importa aos governos?"

 

Segundo a GFN, seriam precisos 1,6 planetas para suportar o ritmo atual de consumo da população mundial, prevendo-se que este número aumente para 2 planetas em 2030, se nada mudar. Caso as emissões globais de CO2 não diminuam, em 2030 o 'overshoot day' será mais cedo - a 28 de Junho. Já num cenário optimista de redução das emissões de CO2 em 30% face aos valores atuais, esse dia recuará até a 16 de Setembro.

 

Saber mais em: http://www.overshootday.org/

 

 

 

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publicado por Quercus às 18:57

Boom das renováveis leva UE a superar metas de redução de GEE

Quinta-feira, 13.08.15

UE.jpgAs emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na Europa estão a cair depressa, principalmente devido à rápida expansão das turbinas eólicas e dos painéis solares, que têm vindo a substituir os combustíveis fósseis na produção de eletricidade.

 

De acordo com dados da União Europeia, após adotarem medidas para redução das emissões de GEE, os países ultrapassam muitas vezes as suas metas. Esta conclusão é suportada por gráficos divulgados esta semana numa declaração da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).


As estatísticas da UNFCCC mostram que os 37 países industrializados (além da UE) que assinaram o Protocolo de Quioto em 1997 - o primeiro tratado internacional para combater o aquecimento global - têm frequentemente excedido os cortes prometidos por uma larga margem.


Um baluarte para os governos


A declaração da UNFCCC afirma que "esta é uma demonstração poderosa de que os acordos sobre alterações climáticas não só funcionam como podem conduzir, posteriormente, a níveis de ambição ainda mais altos".

“A conclusão bem sucedida do primeiro período de cumprimento do Protocolo de Quioto pode servir de baluarte para os governos, numa altura em que eles se encontram a trabalhar com vista a um novo acordo climático global, a ser alcançado em Paris no próximo Dezembro".


Ao nível da União Europeia, os países líderes em 'fazer poupanças' são Alemanha, Suécia, França, Itália e Espanha, que contribuem para dois terços do total do continente europeu. No entanto, o conjunto dos 28 países está também a fazer progressos com vista a atingir a meta europeia de satisfazer 20% das suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis, até 2020. Já se chegou aos 15%.

Parte do plano da União Europeia para prevenir que algum dos 28 Estados Membros recue no cumprimento das metas acordadas passa por medir, a cada dois anos, o impacto da implementação de várias políticas na concretização dessas reduções.


Todos os Estados Membros têm de submeter pormenores sobre as poupanças alcançadas através da introdução das energias renováveis na produção elétrica, nos sistemas de calefação e refrigeração e ainda no setor dos transportes.

O último relatório da Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (com dados até 2012), mostra que nos três anos entre 2010 e 2012 as emissões de GEE da UE cairam 8,8%, como resultado da substituição dos combustíveis fósseis pelas renováveis.

 

Dois terços das poupanças foram conseguidos graças ao incremento alargado da energia eólica e solar. As renováveis utilizadas para a calefação e refrigeração representaram 31% e os transportes 5%. A maioria das renováveis utilizadas nos transportes baseou-se no uso de biocombustíveis em alternativa à gasolina e ao gasóleo.


A monitorização dos progressos alcançados no cumprimento das metas é vital para uma maior confiança entre os vários países, com a rápida aproximação das negociações de Paris. Permite também uma maior confiança política para se fazer promessas que possam ser cumpridas.


Objetivo ambicioso

 

A percepção de que a UE ultrapassará provavelmente a sua meta de redução de GEE de 20% em 2020, com base nos níveis de 1990, conduziu os ministros europeus a um objetivo ainda mais ambicioso - 40% de redução em 2030. Grande parte destas reduções será alcançada pela instalação de mais energias renováveis e pela aplicação de mais medidas de eficiência energética.


Por toda a Europa, as emissões variam bastante de país para país, com a Alemanha a registar o valor mais alto e Malta o mais baixo. A Alemanha tem também a maior redução absoluta das emissões - uma descida total de 23% em 2012 face aos níveis de 1990.

As maiores emissões per capita pertencem ao Luxemburgo (20 toneladas de dióxido de carbono por pessoa), seguido da Estónia (12,7 ton.), da República Checa (10,2 ton), da Alemanha (9,8 ton) e da Holanda (9,7 ton).

O conjunto de apenas cinco Estados Membros formado pela Alemanha, Polónia, Reino Unido, Itália e Roménia produziu dois terços das emissões da UE em 1990. A única mudança no ano de 2012 é que a Roménia deu lugar à Espanha neste grupo.

 

Traduzido do artigo original em inglês da Climate News Network.

 

 

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publicado por Quercus às 12:24

Estudo defende criação de imposto sobre o carbono para produtos no mercado comunitário

Terça-feira, 21.07.15

fumos_c_LuisGalrao.jpgDe acordo com um estudo publicado pela consultora CE Delft, a União Europeia poderia reduzir os custos da ação climática através da substituição do IVA por um imposto europeu comum sobre o carbono com incidência no valor acrescentado (CAT, da sigla em inglês).

 

O CAT poderia ser inspirado no IVA mas, em vez de incidir sobre o valor, incidiria sobre a quantidade de CO2 libertada para a atmosfera em cada fase de produção, levando a que os consumidores pagassem todo o custo associado às emissões de carbono de todo o ciclo de produção.

 

O imposto, definido de acordo com um montante fixo por cada quilograma de dióxido de carbono (CO2) equivalente emitido, poderia ser aplicado tanto a produtos produzidos a nível nacional como importados, permitindo solucionar dessa forma o problema da "fuga de carbono", isto é, a deslocação da produção intensiva de energia para países sem tarifa de carbono definida.

 

De acordo com este estudo, o CAT também permitiria diminuir os custos associados à redução de emissões poluentes e estimular a inovação em tecnologias de baixo carbono, uma vez que seria do interesse das empresas reduzir o preço dos seus produtos através de um menor custo associado ao imposto sobre o carbono.

Os eurodeputados e um grupo consultivo de alto-nível da União Europeia apelaram recentemente para um ajuste de carbono nas fronteiras de modo a assegurar condições equitativas na UE entre produção e importação.

 

Este imposto sobre o carbono seria definido inicialmente em 2025 para 146€/tonelada de CO2, aumentando para 255€/tonelada de CO2 em 2050, de modo a manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC.

 

Um preço de carbono mais de 30 vezes superior em relação ao atualmente em vigor no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (ETS, na sigla em inglês) mudaria drasticamente os padrões dos preços, ao aumentar entre 40 e 80% o custo de produtos com maiores emissões de carbono - tal como a produção de carne, de petróleo e gorduras animais.


Também a eletricidade, a calefacção e a alimentação se tornariam mais dispensiosas. No entanto, produtos associados a custos laborais significativos, como a restauração e o alojamento, seriam mais baratos.

 

A longo prazo, este impacto seria progressivamente reduzido, já que a criação deste imposto conduziria a maiores cortes nas emissões de carbono.

 

O estudo, disponível aqui, foi encomendado pela Universidade Técnica de Delft.

 

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publicado por Quercus às 12:33





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