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Eleição de Trump ensombra a COP22 em Marraquexe

Quarta-feira, 09.11.16

Quercus dá conta do ambiente que se vive hoje nos corredores da Conferência do Clima


Marraquexe, 9 de novembro de 2016 - A eleição de Donald Trump como o próximo presidente dos Estados Unidos apanhou todo o mundo desprevenido e foi um verdadeiro balde de água fria que arrefeceu os ânimos dos participantes e observadores presentes na Conferência do Clima em Marraquexe (COP22), tanto na Zona Azul como na Zona Verde.

De acordo com o que os elementos da Quercus presentes na COP22 puderam perceber durante esta manhã, tanto os membros das comitivas oficiais dos vários países ("partes"), como os observadores acreditados e ainda os representantes das diversas organizações presentes têm tentado manter um discurso optimista, afirmando que "Trump presidente não pode ser igual ao Trump candidato","o Acordo de Paris é imparável" ou ainda que "os "EUA não podem voltar atrás no Acordo de Paris".


Contudo, a verdade é que estas palavras optimistas de ocasião são ditas sem convicção e nas conversas cruzadas "não oficiais" existe grande apreensão com este resultado eleitoral nos EUA. Nestas conversas "informais", quase todos admitem que esta eleição pode significar um grande retrocesso no movimento pelo clima e que poderá vir a ser um grande golpe no Acordo de Paris, pelo efeito potencialmente multiplicador nas decisões de outros países.

Ao mesmo tempo, é também referido por muitos que a Europa não deixará de fazer saber de forma categórica que será a locomotiva mundial do combate às alterações climáticas e que continuará fortemente empenhada no sucesso e implementação do Acordo de Paris.

Outra tema forte dentro do recinto da COP22 é a posição das restantes economias mundiais perante este novo cenário, sendo que o país recorrentemente referido como mais problemático é a Rússia, que se suspeita poder vir a alinhar com posições anti-Acordo de Paris que o presidente Trump venha a tomar.

Por outro lado, os grupos norte-americanos presentes na COP já distribuem panfletos prometendo "união contra Donald Trump" para evitar a catástrofe.

Para a Quercus, é lamentável e preocupante que o próximo presidente dos EUA – o segundo maior poluidor mundial - não tenha ainda percebido que é urgente parar o investimento nos combustíveis fósseis. Antes pelo contrário, durante a campanha referiu publicamente o seu apoio ao reforço do mesmo, em detrimento das energias limpas.

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publicado por Quercus às 15:10





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