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5º Relatório do IPCC anunciado este domingo: Quercus alerta para o mais extenso e dramático relatório sobre alterações climáticas

Sexta-feira, 31.10.14

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A última parte do Quinto Relatório de Avaliação, elaborado pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), será lançada no próximo domingo, dia 2 de novembro, em Copenhaga, na Dinamarca, numa conferência de imprensa que terá início às 10h (hora de Portugal), após uma semana de negociações entre representantes dos governos para acordar um Sumário para Decisores Políticos. [evento no Facebook]

Após a publicação dos relatórios de três Grupos de Trabalho (GT) ao longo dos últimos 12 meses – sobre a ciência das alterações climáticas (GT1), a vulnerabilidade a impactes climáticos e adaptação (GT2) e as estratégias de mitigação para combater as alterações climáticas (GT3) – o último a ser agora publicado é o Relatório-Síntese, o qual combina e agrega o trabalho realizado pelos três GT num único documento. É o culminar de 5 anos de trabalho científico elaborado por 830 autores, 1.200 outros contributos e 3.700 revisões por especialistas e que resultaram na compilação de mais de 30.000 trabalhos de investigação e de 143.000 comentários para produzir um relatório sem precedentes, baseado nas últimas evidências científicas.

Analisando os relatórios anteriores publicados pelos GT, o IPCC tem demonstrado de forma inequívoca que as alterações climáticas estão de facto a acontecer, causadas pela ação humana e com consequências graves em todos os continentes e oceanos. O relatório deixa claro que o aquecimento global ainda pode ser limitado abaixo dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, de forma a garantir um futuro climático mais seguro e sem prejuízo para o planeta.

Lançado pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a 2 de novembro, o Relatório-Síntese terá em conta esses resultados cruciais. Espera-se que confirme a necessidade de uma transição rápida para uma economia global baseada em energias limpas onde a sociedade possa usufruir de benefícios económicos e adaptar-se às alterações climáticas, ou seguir um caminho onde o aumento das emissões de carbono ao nível global possa agravar ainda mais as alterações climáticas e ameaçar a sociedade e economia global.

Na realidade, o Relatório-Síntese vai apresentar aos governos que se comprometeram com este documento uma escolha decisiva para o futuro: investir em energias limpas para as próximas décadas ou continuar a manter uma economia baseada no consumo de combustíveis fósseis. Os cientistas do IPCC enviam esta mensagem importante num momento particularmente crítico para as negociações climáticas a decorrer no âmbito das Nações Unidas, onde os governos se comprometeram a negociar um novo acordo global até 2015.

Na sequência da recente Cimeira para o Clima, em Nova Iorque e da maior mobilização de sempre de cidadãos na defesa de maior ação climática, este Relatório-Síntese é a última palavra da comunidade científica antes da próxima reunião da Conferência das Partes (COP21) que irá decorrer em Paris em 2015, providenciando toda a informação necessária para os líderes mundiais assumirem, nesta reunião, compromissos importantes sobre a ação climática.

Quercus irá pronunciar-se sobre conclusões principais

Um mês depois da mobilização recorde de 700 mil pessoas em várias cidades por todo o mundo numa chamada sem precedentes para a ação climática – incluindo várias cidades portuguesas - os especialistas irão certamente reiterar duas conclusões fundamentais: que as alterações climáticas são uma ameaça real causada pela ação humana e que a resolução da crise climática requer reduções urgentes e drásticas nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE). A Quercus acompanhará atentamente o anúncio deste último relatório e irá efetuar uma análise, a ser divulgada após a conferência de imprensa de domingo, dia 2 de novembro.

Lisboa, 31 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 17:13

Quercus, CAN e T&E analisam as metas de energia e clima para 2030: Líderes europeus estabelecem objetivos pouco ambiciosos

Sexta-feira, 24.10.14

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As novas metas europeias de política climática e energética até 2030, aprovadas na última madrugada em Bruxelas, são consideradas insuficientes pelas organizações não-governamentais de ambiente da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa) e da Federação de Transportes e Ambiente (T&E), plataformas em que a Quercus está inserida:

- meta vinculativa de redução de pelo menos 40% das emissões de GEE;

- meta indicativa de redução do consumo de energia de pelo menos 27%;

- meta vinculativa de pelo menos 27% de energias renováveis.

As Organizações Não Governamentais estão dececionadas com a falta de ambição demonstrada pelos líderes reunidos no Conselho Europeu. As decisões da União Europeia (UE) não respondem à urgência de agir contra as alterações climáticas, como preconizado no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), que será finalizado na próxima semana. Também não dão os incentivos necessários para a indústria europeia investir em tecnologias de baixo carbono. Metas mais ambiciosas para a eficiência energética e para as energias renováveis também aumentariam substancialmente a independência energética da Europa e seriam uma das melhores respostas para lidar com as ameaças da Rússia à Ucrânia e à UE.

Esta decisão foi o primeiro passo de um processo que será longo. É necessário trabalhar na elaboração de propostas legislativas que permitam demonstrar mais ambição da UE, de forma a criar uma dinâmica positiva para as negociações internacionais sobre o clima. Uma proposta melhorada será crucial para aumentar a capacidade da UE para negociar um acordo internacional adequado, com fortes compromissos de todos os principais emissores, a alcançar em Paris em dezembro de 2015.

Meta vinculativa de redução de pelo menos 40% das emissões de GEE 

A redução de emissões de GEE em pelo menos 40% não está claramente em linha com a ambição da mesma Europa que quer descarbonizar a economia até 2050. Esta meta também não dá um sinal claro relativamente aos incentivos necessários à indústria europeia para investir em tecnologias de baixo carbono e colher os benefícios económicos e de emprego de tais investimentos. Esta meta coloca a Europa em risco de ficar presa a uma infraestrutura energética de alto carbono, cara, bem como refém de uma mudança climática descontrolada e catastrófica.

Neste momento, é importante que a UE se concentre na expressão 'pelo menos' colocada à frente da meta de 40% e trabalhe para ir além desse número, com vista a um aumento da meta de redução de emissões.

Meta indicativa de redução do consumo de energia de pelo menos 27%

Os Estados-Membros enfraqueceram ainda mais a proposta ao adotarem uma meta não vinculativa de pelo menos 27%. Isto irá efetivamente retardar o progresso de redução do consumo de energia após 2020, em comparação com as tendências atuais. Ao baixar o nível de ambição na eficiência energética, os Estados-Membros estão a perder a batalha da segurança energética, enquanto desperdiçam a oportunidade para uma redução de emissões de baixo custo e para o crescimento do emprego verde na Europa.

Meta vinculativa de pelo menos 27% de energias renováveis

A meta também de 27% acordada para as energias renováveis é um claro retrocesso das políticas de desenvolvimento que estão atualmente em vigor, o que implica um desacelerar no crescimento deste setor. É uma meta fraca, que não reconhece a transformação no sistema energético europeu defendido por muitos cidadãos e muitos setores da indústria.

Esta meta, que está aquém do que muitos Estados-membros defenderam, incluindo Portugal, não está acompanhada de metas vinculativas nacionais. Isto significa que a Europa corre o risco de perder os potenciais benefícios que o desenvolvimento da indústria das energias renováveis tem para oferecer à sua economia, povo e do clima.

Meta para as interligações de 15%

Foi também acordado um patamar mínimo de interligações na rede elétrica entre todos os países da união de 10% até 2020, principalmente para os países que ainda não atingiram esta meta, como é o caso de Portugal e Espanha. Em relação a 2030, esta meta cresce para 15%. Esta é uma vitória importante para Portugal, que assim poderá apostar no setor das energias renováveis, produzindo eletricidade renovável para exportação e tornando este setor da economia verde cada vez mais relevante a nível nacional.

Setor dos transportes

Este pacote para 2030 não é suficiente para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e a redução das emissões GEE nos transportes, que representam a maior fonte de emissões de CO2 e são responsáveis por cerca de metade dos 400 mil milhões de euros da fatura de importação anual de energia da Europa. Apesar de conter mensagens genéricas, mas úteis, quanto à promoção da eficiência energética e à necessidade de acelerar a mudança para a mobilidade elétrica, o acordo prevê a possibilidade dos países incluírem unilateralmente as emissões dos transportes no Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE). Esta medida não trará os efeitos esperados na redução das emissões, apenas adiando a necessária transformação do setor.

O acordo é escasso em detalhes sobre a promoção de energias renováveis ​​nos transportes. A maioria dos biocombustíveis (de produção agrícola) incorporados nos combustíveis rodoviários não trazem benefícios climáticos e a sua produção e consumo custam anualmente cerca de 6 mil milhões de euros à UE. No entanto, a Comissão Europeia já reconheceu que estes biocombustíveis não devem receber quaisquer apoios públicos após 2020.

Lisboa, 24 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 14:08

Rede de Ação Climática descontente com “objectivos climáticos e energéticos fracos e comprometidos” da UE

Sexta-feira, 24.10.14

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As novas metas europeias de política climática e energética até 2030, aprovadas na última madrugada em Bruxelas, são consideradas insuficientes pelas organizações não-governamentais de ambiente da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa), uma plataforma que inclui a Quercus. As ONG estão decepcionadas com a incapacidade dos líderes reunidos no Conselho Europeu em aprovar metas mais ambiciosas para a redução de gases de efeito estufa (GEE), e para o aumento das energias renováveis e da eficiência energética.

“As decisões da UE não respondem à urgência de agir contra as alterações climáticas, como preconizado no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), que será finalizado na próxima semana. Também não dá os incentivos necessários para a indústria europeia investir em tecnologias de baixo carbono. Metas mais ambiciosas para a eficiência energética e para as energias renováveis também aumentariam substancialmente a independência energética da Europa e seriam uma das melhores respostas para lidar com as ameaças da Rússia à Ucrânia e à UE”.

Para a CAN, será necessário trabalhar na elaboração de propostas legislativas que permitam demonstrar mais ambição da UE, de forma a criar uma dinâmica positiva para as negociações internacionais sobre o clima de 2015, em Paris. Ver comunicado integral (em inglês).

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publicado por Quercus às 02:03

Última Hora: UE fica-se pela redução de pelo menos 40% das emissões de gases de efeito de estufa até 2030

Sexta-feira, 24.10.14

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A União Europeia acaba de aprovar o pacote energético e climático até 2030, que estabelece um corte de pelo menos 40% das emissões de gases de efeito de estufa (GEE), em relação aos níveis de 1990. O anúncio foi feito no twitter pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Os chefes de Estado e de Governo reunidos no Conselho Europeu, em Bruxelas, acordaram também metas de pelo menos 27% para o uso de energias renováveis e de 27% (não vinculativos) na eficiência energética.

Estes objectivos ficam aquém dos esperados pelas organizações não governamentais de ambiente, que defendem que para enfrentar as alterações climáticas e a dependência energética será necessária a adoção de três metas ambiciosas, coerentes e vinculativas até 2030: pelo menos 55% de redução de emissão de GEE, 40% de eficiência energética e 45% de energias renováveis.

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publicado por Quercus às 00:57

Indústria e sindicatos de acordo com ONG. Só faltam mesmo os Estados-membros…

Quarta-feira, 22.10.14

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Enquanto as negociações continuam a decorrer nos bastidores para conseguir ter um acordo na próxima sexta-feira sobre as metas para 2030 de energia e clima, vão sendo conhecidas outras posições bastante progressistas, a começar pela indústria.

O Prince of Wales's Corporate Leaders Group, onde estão representadas empresas como a Shell, EDF, Coca-Cola, Philips e Unilever defende pelo menos uma redução de 40% de emissões de gases de efeito de estufa (GEE), um aumento de 30% de renováveis e de 30% na eficiência energética.

Outra carta vinda da indústria e assinada pela Unilever, IKEA, Philips, entre outras, pede metas de pelo menos 40% nestas três áreas (redução de emissões, aumento de fontes renováveis e eficiência energética). Claro que a indústria das energias renováveis e da eficiência energética também tem uma posição progressista e ambiciosa sobre o que deve ser decidido neste Conselho Europeu. Na indústria europeia, só mesmo o “BusinessEurope” destoa, defendendo apenas uma meta para as emissões.

A Confederação Europeia de Sindicatos defende pelo menos 40% de redução de emissões de gases de efeito de estufa, pelo menos 30% de energias renováveis e 40% de redução de consumo de energia. Tudo em prol de mais emprego e qualificado em toda a Europa.

Pelos vistos, estamos (quase) todos de acordo, só falta os nossos eleitos concordarem com os restantes setores.

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publicado por Quercus às 17:35

Conselho Europeu de outubro decide amanhã metas de energia e clima para 2030 - Portugal entre os países mais ambiciosos

Quarta-feira, 22.10.14

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Amanhã, dia 23 de outubro, os líderes dos Estados-membros da União Europeia (UE) estarão reunidos no Conselho Europeu, em Bruxelas, para acordar as novas metas europeias no que respeita à política climática e energética até 2030, as quais poderão determinar o futuro destas políticas na UE nos próximos 15 anos e, indiretamente, nas décadas seguintes. As decisões a tomar serão cruciais para o Acordo Climático Global que se espera conseguir em Dezembro de 2015, em Paris.

Nos documentos-base que resultaram das várias reuniões de negociação entre os Estados-membros – e aos quais as organizações não governamentais tiveram acesso – o nível de ambição foi diminuindo ao mesmo tempo que aumentava a pressão para acordar metas tão importantes como redução das emissões de gases de efeito de estufa, energias renováveis e eficiência energética.

O texto que será acordado neste Conselho mostra-se abaixo do esperado pelas organizações não governamentais de ambiente e, praticamente, mantém o rumo atual. Neste cenário, Portugal e a UE darão um sinal político pouco ambicioso, perspetivando-se o agravamento das consequências das alterações climáticas, como secas mais graves e frequentes, inundações e eventos meteorológicos extremos.

Nas próximas décadas, os cidadãos europeus poderão vir a assistir ao aumento da fatura energética pela importação de combustíveis fósseis e a uma crescente dependência de fornecedores de energia, o que poderá ameaçar a segurança energética da UE. Irão também aumentar os custos com os impactos na saúde associados à poluição atmosférica, na medida em que Portugal e a UE arriscam perder a liderança na criação de novos empregos e de uma economia baseada em energias limpas, um compromisso que outros países (como a China) já assumiram perante a comunidade internacional nas últimas cimeiras climáticas.

Perante a iminência de um novo acordo climático a nível global, que deverá ser adotado em Paris no próximo ano, os cidadãos europeus estão na expetativa de conhecer as ações concretas que os líderes europeus irão tomar para combater as alterações climáticas. Os maiores progressos de política climática foram conseguidos quando a UE liderou o rumo das negociações.

A Quercus recorda ainda que, em setembro passado, milhares de pessoas manifestaram-se nas ruas em várias cidades por toda a Europa, incluindo Lisboa, Porto e Faro, apelando aos seus governantes para acelerar a sua ação climática (ver http://climaticas.blogs.sapo.pt). A associação espera que o primeiro-ministro de Portugal e os outros líderes europeus respondam a este apelo durante o próximo Conselho Europeu e assumam a liderança necessária para elevar o nível de ambição do seu Pacote Energia-Clima para 2030, colocando a Europa no caminho para uma economia mais verde e competitiva.

Para enfrentar dois dos maiores desafios da Europa, mas também de Portugal - as alterações climáticas e a dependência energética – é necessária a adoção de três metas ambiciosas, coerentes e vinculativas até 2030: pelo menos 55% de redução de emissão de gases com efeito de estufa (GEE), 40% de eficiência energética e 45% de energias renováveis.

Mais acresce que os mecanismos de solidariedade e investimento criados na UE para apoio à transição energética nos Estados-membros com menores recursos financeiros só devem ser usados para aumentar a eficiência energética e diversificar o “mix” energético através do desenvolvimento de energias renováveis.

O papel de Portugal

Durante todas as negociações, Portugal foi, através do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, dos Estados-Membros mais ativos na negociação por metas mais ambiciosas para 2030, ainda que insuficientes na perspetiva das ONGs: meta vinculativa de pelo menos 40% na redução de GEE; meta vinculativa de 30% de energias renováveis (admitindo-se já 27%, mas com valores definidos país a país); meta vinculativa de aumento de 30% de eficiência energética.

Portugal tem procurado conseguir uma meta mais ambiciosa para as interligações elétricas (15%), em particular entre a Península Ibérica e França, quase só ajudado por Espanha e com a forte oposição de França. Algumas posições defendidas por Portugal causadoras de entropia (como exigir a contabilização das alterações de uso do solo e floresta no cumprimento das metas de redução de GEE) não devem ofuscar os objetivos que o país, de uma forma geral, tem procurado obter.

Consequências de um compromisso fraco

Um compromisso pouco ambicioso representa não só um retrocesso crítico para o futuro da política energética e climática europeias, mas também impede a UE de manter o seu objetivo, assumido internacionalmente, de limitar o aumento da temperatura média global a 2ºC.

A Quercus considera inaceitável que os líderes europeus ignorem o apelo de milhares de pessoas que se manifestaram por toda a Europa (centenas em Portugal) exigindo mais ação climática, mas também de empresas com bom desempenho no caminho de uma economia de baixo carbono e, mais grave ainda, da maioria dos países e regiões mais vulneráveis às alterações climáticas. É com enorme expectativa que a Quercus aguarda o desfecho negocial e as conclusões deste Conselho Europeu, crucial para o país, para a União Europeia e indiretamente para o mundo.

De uma Europa enfraquecida ou de uma Europa líder dependerão os objetivos a estabelecer em Paris em 2015. A Quercus espera que Portugal assuma e faça valer uma posição ambiciosa na definição de novas metas europeias para as próximas décadas.

Lisboa, 22 de outubro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 14:30

100 cidades europeias assumem compromissos de adaptação às alterações climáticas

Segunda-feira, 20.10.14

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Há pelo menos 100 cidades ou municípios europeus disponíveis para tomar medidas para combater as alterações climáticas, entre eles Águeda, Alfândega da Fé, Cascais, Ílhavo, Lisboa e Vila do Conde. A assinatura dos compromissos no âmbito da iniciativa "Mayors Adapt", da Comissão Europeia, teve lugar na quinta-feira, em Bruxelas (ver texto em português). 

"Tínhamos o objetivo de estabelecer uma rede de 50 cidades até ao final do ano, mas já dispomos de 100 e outras aguardam a sua vez de aderir. As nossas cidades estão a preparar-se para resistir contra as alterações climáticas. Trata-se de uma boa notícia para os cidadãos e as empresas. Uma boa preparação ficará muito mais barata do que despoluir posteriormente — e pode salvar vidas", salientou a Comissária Europeia responsável pela Ação Climática, Connie Hedegaard.

O projeto foi lançado em março, no âmbito do "Pacto de Autarcas", que se concentra nos esforços para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, enquanto o "Mayors Adapt" centra-se em medidas de adaptação. "Como principais concentrações de população e de infraestruturas, as cidades são particularmente vulneráveis aos fenómenos meteorológicos extremos e aos efeitos adversos das alterações climáticas. Os órgãos de poder local desempenham, por conseguinte, um papel fundamental na implementação de medidas de atenuação e adaptação às alterações climáticas", explica a Comissão Europeia.

Ao aderir à iniciativa, os autarcas beneficiarão de apoio a atividades locais de combate às alterações climáticas, de uma plataforma para a cooperação e de uma maior sensibilização do público em matéria de adaptação e das medidas que devem ser tomadas. A lista de signatários inclui também Barcelona, Copenhaga, Frankfurt, Glasgow, Munique, Nápoles e Paris. Mais informações em http://mayors-adapt.eu/. [Fonte: Comissão Europeia] [ver notícia no Notícias ao Minuto]

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publicado por Quercus às 16:30

Filipinos caminham 1000 quilómetros pela justiça climática

Quarta-feira, 15.10.14

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Depois da enorme Marcha pelo Clima que juntou mais de 400 mil pessoas nas ruas de Nova Iorque, a 23 de Setembro, e contou com mais de 2700 eventos em mais de 150 países, um grupo de activistas das Filipinas está a percorrer a pé os cerca de 1000 quilómetros entre a capital do país, Manila, e a cidade de Tacloban, fortemente atingida há um ano pelo super tufão Haiyan, baptizado de Yolanda nas Filipinas.

A caminhada de 40 dias arrancou a 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência, em direcção a Tacloban, que os filipinos passaram a chamar de “ground zero” na sequência da destruição de há um ano. A iniciativa deverá terminar a 8 de novembro, precisamente no primeiro aniversário da chegada do super tufão, que além da destruição, provocou milhares de mortos.

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 “Queremos prestar homenagem às comunidades que enfrentam a realidade das alterações climáticas, o risco de desastres, a pobreza e o abuso ambiental. É uma forma de lembrar ao mundo inteiro que temos de enfrentar esta realidade, esta loucura”, afirmam os promotores, que até agora já caminharam mais de 300 quilómetros.

Entre os participantes, está o principal negociador das Filipinas nas conferências internacionais sobre alterações climáticas, que há quase um ano, na COP19, em Varsóvia, anunciou em lágrimas o início de uma greve de fome contra o insucesso das negociações. Nesta caminhada, Yeb Saño volta a pedir que até 2015, na COP21, as nações do mundo cheguem a um novo acordo climático justo, equitativo, ambicioso e durável. Saiba mais em www.climatewalknow.com

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publicado por Quercus às 20:00





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