Pobreza, desigualdade, e alterações climáticas
Os temas estão relacionados e fazem parte dos objeticos de desenvolvimento sustentável que vão ser adotados este domingo, 27 de setembro, nas Nações Unidas em Nova Iorque. Como forma de nos lembrar cada um dos temas e "iluminar" os políticos nas suas decisões, o movimento "action2015" que congrega múltiplas organizações e federações, promoveu dia 24,quinta-feira, pelas 18h uma concentração que juntou alguns milhares de pessoas numa praça perto da sede das Nações Unidas. Com exibições de músicos, discursos (entre eles o de Graça Machel), ficou o alerta aos governantes que amanhã vão começar a discutir o caminho até 2030.
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CAN-Internacional envia carta às Missões dos países junto das Nações Unidas
A Rede Internacional de Ação Climática de que a Quercus faz parte, enviou esta semana uma carta às missões de cada um dos países junto das Nações Unidas por antecipação à Cimeira sobre Desenvolvimento Sustentável que terá lugar em Nova Iorque entre 25 e 27 de setembro (e em que a Quercus também estará presente). No conteúdo (que pode ser lido aqui), apela-se a cada um dos países, no discurso a efetuar na Assembleia Geral das Nações Unidas em que a referida Cimeira está incluída e que se irá prolongar para além de domingo, para salientarem a relevância, a necessidade de ação e o comprometimento, no que respeita à problemática das alterações climáticas, no contexto do objetivos para o desenvolvimento sustentável que serão adotados este fim-de-semana.
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Quercus nas Nações Unidas em Nova Iorque de 24 a 27 de setembro

Transformar o Mundo: a agenda mundial mais ambiciosa de sempre
5 P´s para “Transformar o Mundo”
Tem lugar nas Nações Unidas em Nova Iorque, de 25 a 27 de setembro, a Cimeira das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O objetivo é adotar o documento “Transformar o nosso Mundo: a agenda de desenvolvimento sustentável para 2030”. É uma agenda sem precedentes em termos de abrangência e de significância pois trata-se de uma visão extremamente ambiciosa e transformacional. É considerado um plano de ação baseado em cinco P’s: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias. A Quercus estará presente e acompanhará esta Cimeira, integrando a delegação portuguesa em Nova Iorque.
Os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (disponíveis aqui), traduzidos também em 169 metas, fazem parte de um texto a ser adotado, sobre o qual foi atingido consenso entre os diferentes países a 1 de agosto deste ano. O conteúdo revela uma enorme ambição à escala universal: acabar com a pobreza e a fome em todo o lado até 2030, acabar desigualdades, promover a igualdade de género, e assegurar uma proteção duradoura do planeta e dos recursos naturais, com particular destaque para as alterações climáticas.
Uma mobilização mundial
A semana que decorre até 27 de setembro vai ter um conjunto de ações mobilizadoras à escala mundial sob os temas do desenvolvimento sustentável e das alterações climáticas.
Com o pretexto da aprovação dos Objetivos para o desenvolvimento Sustentável, milhões de pessoas em todo o mundo - jovens e velhos, de empresas progressistas a grupos religiosos, na área do desenvolvimento e movimentos climáticos - estarão juntos em solidariedade sob um céu para chamar os líderes para transformar as metas em realidade. É urgente intensificar medidas para combater a pobreza, a desigualdade e as alterações climáticas. As pessoas querem um futuro com zero de pobreza, zero desigualdades, alimentado 100% por energias renováveis e em respeito pelos valores ambientais do Planeta
Nos dias 24 e 26 de setembro de Joanesburgo a Nova Deli, de Sydney a São Paulo e Nova Iorque, pretende-se fazer brilhar uma luz sobre as soluções.
Às 18.00h (hora de Nova Iorque) de dia 24 de setembro, quinta-feira, a Quercus participará num evento junto das Nações Unidas promovido por uma multiplicidade de organizações unidas na plataforma action2015.
Alterações climáticas – a caminho de Paris
A contagem decrescente acelera rumo à decisiva 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), que terá lugar entre os dias 30 de Novembro e 11 de Dezembro de 2015, em Paris, numa mega-mobilização de políticos e da sociedade civil rumo a um novo acordo climático global, que entrará em vigor em 2020.
A Conferência de Paris será aliás o primeiro teste real para avaliar quão a sério os líderes mundiais vão levar os objetivos a adotar esta semana, estabelecendo um acordo internacional novo e ousado para o clima que sinalize o fim da era dos combustíveis fósseis e estimule o recurso a 100% de energias renováveis até 2050. Os governos dos grandes países como o Brasil e a Índia deverão anunciar em Nova Iorque os seus planos para o novo acordo sobre o clima.
Links relevantes:
Internet:
http://www.globalgoals.org/
http://www.un.org/sustainabledevelopment/
http://climaticas.blogs.sapo.pt/
Twitter:
https://twitter.com/QuercusCOP21
Lisboa, 23 de setembro de 2015
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
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[R]evolução energética: como atingir 100% de energia renovável para todos em 2050
A Greenpeace lançou uma nova edição do relatório Energy [R]evolution "How to Achieve 100% Renewable Energy for All by 2050", onde mostra ser possível alcançar um futuro baseado em 100% de energias renováveis para todos até 2050. Fornece ainda a evidência de que a transição para um cenário de 100% energia renovável não só irá criar novos postos de trabalho na produção de energia - cerca de 20 milhões nos próximos 15 anos -, mas também o investimento necessário é mais do que pago pelas poupanças futuras em custos de combustível. O cenário 100% energia renovável significa qualidade de vida, saúde e educação. A energia renovável para todos significa igualdade de acesso à energia elétrica, incluindo a de um terço da população que atualmente não tem acesso.
As principais conclusões são:
• 100% energia renovável para todos é possível até 2050, e é a única maneira de garantir que o mundo não sofra os impactos catastróficos das alterações climáticas;
• É fundamental parar de explorar e queimar combustíveis fósseis;
• O setor das energias renováveis está a dar provas que pode transformar a produção de energia;
• Os setores da climatização e dos transportes podem também adotar energias renováveis;
• A transição para 100% energia renovável irá criar postos de trabalho;
• Os custos de investimento são enormes, mas as poupanças são ainda maiores;
• Existe um apoio crescente para um cenário de 100% energias renováveis;
• Não existem grandes barreiras económicas ou técnicas para fazer a transição para 100% de energia renovável até 2050. Esta transição exige apenas a vontade política de fazer a mudança.
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Resultados do Conselho Europeu de Ambiente (18/Setembro)
Os Ministros do Ambiente da União Europeia aprovaram na passada sexta-feira, dia 18 de setembro, o mandato da União Europeia para a Conferência de Paris em Dezembro. As conclusões do Conselho adotadas estão disponíveis aqui.
O documento inclui alguns elementos positivos para o Acordo de Paris, mas não esclarece devidamente o que a UE está disposta a fazer no período pré-2020, incluindo também a revisão da sua própria contribuição (INDC).
A discussão mais desafiante foi sobre o objetivo de longo prazo (principalmente por causa da Polónia). O documento repete compromissos antigos, com a adição de que a Europa depende que as emissões de todos os gases de efeito estufa precisam de ser perto de zero até 2100.
Em suma, a posição europeia afirma que:
- o protocolo tem de ser juridicamente vinculativo;
- deve ter metas quantificáveis;
- os objetivos de longo prazo deverão ser: -50% de 1990 até 2050 e zero ou abaixo até 2100; a União Europeia acolhe favoravelmente a declaração dos G7, a neutralidade climática sustentável e necessidade de resiliência do clima na segunda metade do século
- necessidade de regras de contabilidade comum, transparência, cumprimento, etc.
- conter um mecanismo de mitigação/ambição quinquenal dinâmico em que todas as Partes devem ser obrigadas a apresentar compromissos novos ou atualizados, sem se recuar para os anteriores níveis de compromisso, ou reenviar os já existentes
- a adaptação deverá ser uma parte central do Acordo de Paris, com todas as partes a planear, preparar e responder aos impactos adversos e a contribuírem na assistência a todos, especialmente aos países pobres
- o uso de mercados sujeitos a regras de contabilidade comuns robustos que garantam integridade ambiental e em que a dupla contagem seja evitada
- o trabalho de compromissos pré-2020 deve continuar depois de Paris e deve ser ligado a eventos políticos de alto nível
- a avaliação de oportunidades de mitigação deve continuar para além de 2020 para servir como entrada para processar e elevar a ambição global do acordo de Paris ao longo do tempo
- defende um programa de trabalho de dois anos para finalizar regras
- o Acordo deve abordar as emissões em todos os sectores, devendo a contabilidade e elaboração de relatórios de emissões permanecer sob a égide da UNFCCC,
- IMO, ICAO e do Protocolo de Montreal devem regulamentar o mais cedo possível de forma eficaz e em conformidade com o a meta de 2 ° C
Os aspetos relativos a finanças foram apenas ligeiramente tocados num parágrafo, porque os elementos de financiamento da UE serão formulados pelos Ministros das Finanças da UE a 10 de Novembro.
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Diferença de 6 gigatoneladas nos compromissos da UE para a Cimeira de Paris
No orçamento das emissões de carbono da UE para o período 2021-2030, existe uma diferença que pode variar até 6 mil milhões de toneladas, como resultado de decisões políticas importantes que são adiadas para depois da cimeira do clima Paris, revela um estudo elaborado pela Rede Europeia para a Ação Climática (CAN-E), da qual a Quercus faz parte. Num momento em que se aproxima uma reunião extraordinária dos Ministros do Ambiente da UE, que terá lugar amanhã, para definir a posição da UE para a cimeira do clima em Paris, as associações de defesa do ambiente fazem um apelo para combater a falta de transparência, ambição e verdade das promessas da UE para Paris.
No estudo “Gigatonne gap in the EU pledge for Paris climate agreement”, as associações traduziram a meta para 2030 de, pelo menos, 40% de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) - o que constitui a contribuição da UE para o novo acordo climático a ser assinado em Paris em dezembro próximo - para a quantidade exata de emissões GEE que a UE poderia emitir entre 2021 e 2030. A análise revela que, dependendo das escolhas políticas que os Estados-membros da UE irão tomar depois da cimeira de Paris, o "orçamento de carbono" da UE para o período de 2021 até 2030 vai variar entre 37 a 43 mil milhões de toneladas de emissões de GEE.O que significa uma diferença de 6 mil milhões de toneladas, substancialmente mais do que as emissões anuais atuais da UE (4,5 mil milhões de toneladas em 2012) e seis vezes mais do que as emissões anuais do sector de transportes (0,9 mil milhões de toneladas em 2012).
A UE é um forte defensora do princípio de "não retrocesso", pedindo aos países para definirem metas mais ambiciosas a partir de 2020 do que antes. Para a própria União Europeia, isto significa ir além da meta do Protocolo de Quioto de 20% para o período 2013-2020. A análise deste estudo da CAN-Europa revela que, no cenário mais ambicioso, as reduções de emissões médias anuais entre 2021 e 2030 será de cerca de 35% abaixo do nível de emissões de 1990, no pior dos casos - apenas cerca de 25%. O que significa que, em vez de diminuir significativamente as emissões, a UE iria reduzir apenas marginalmente em relação à sua meta estabelecida no Protocolo de Quioto.
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Papa Francisco coloca pressão sobre Ministros do Ambiente
Hoje o Papa Francisco reuniu no Vaticano os Ministros do Ambiente da União Europeia (UE), incluindo o ministro português, Jorge Moreira da Silva, num momento crucial. Daqui a dois dias terá lugar a reunião extraordinária do Conselho de Ministros do Ambiente, em Bruxelas, onde os Estados-membros irão definir a posição global da UE na Cimeira do Clima a realizar em Paris, em Dezembro próximo.
O encontro entre o Papa e os Ministros do Ambiente europeus sobre a Cimeira do Clima não poderia ser mais oportuno. Os repetidos apelos do Vaticano para parar a exploração dos recursos do planeta e acabar com a dependência da sociedade dos combustíveis fósseis devem aumentar a urgência necessária e a seriedade dos esforços da UE para combater as alterações climáticas. Os Ministros da UE devem sentir que o mundo está a observá-los, enquanto eles irão tomar decisões sobre a parte do esforço global para proteger o clima que caberá à UE.
Neste momento, os objetivos climáticos da UE não são suficientemente ambiciosos para evitar as piores consequências das alterações climáticas. A UE tem de chegar a um acordo sobre a data definitiva para a eliminação do uso de combustíveis fósseis, o mais tardar em 2050. Só um caminho para a descarbonização total, construído a longo prazo, irá proporcionar a certeza necessária às empresas para aumentarem os seus investimentos em eficiência energética e energias renováveis.
As associações de defesa do ambiente, entre as quais a Quercus, esperam que o peso moral do Papa tenha um impacto tangível sobre os líderes políticos na Polónia. Se estes líderes não forem convencidos pelos custos avultados da falência da indústria do carvão, talvez as fortes crenças católicas poderão convencê-los a parar o bloqueio da ação da UE sobre as alterações climáticas.
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Aviões e Navios têm de fazer parte do Acordo de Paris
Os líderes de 7 dos 8 grupos políticos representados na Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu escreveram esta semana aos Ministros do Ambiente dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE), num apelo para a inclusão das emissões da aviação e do transporte marítimo internacional num acordo climático global em Paris, no final do ano.
Os líderes dos grupos políticos desta Comissão afirmam: "Para promover o aumento da ambição para a ação climática da parte da ICAO e da IMO (agências especializadas das Nações Unidas para o setor da aviação e do transporte marítimo internacional, respetivamente), como todos os outros sectores da economia global, também o transporte aéreo e marítimo internacional exigem uma meta de redução de emissões. Não existe nenhuma desculpa razoável para continuar a isenção destes dois setores a partir do quadro político global. A aviação e o transporte marítimo internacional devem contribuir da mesma forma que é exigido de todas as Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, da sigla em inglês)".
Para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em linha com o compromisso global de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, é urgente que estas agências (ICAO e IMO) não adiem mais uma solução global e tomem parte da ação.
O Parlamento Europeu já tinha solicitado na semana passada para a definição de uma meta ao nível da UE para a redução das emissões de GEE em 2030 para o setor dos transportes e medidas para a redução da velocidade dos navios. Os Ministros do Ambiente dos 28 Estados-membros da União Europeia encontraram-se no passado dia 18 de setembro, para adotarem uma posição conjunta da UE para a COP21, em Paris.
A aviação e o transporte marítimo internacional são responsáveis por 8% das emissões globais de GEE. Se estes dois setores fossem um país, estariam na lista dos 10 países mais poluidores do mundo. Mais importante ainda, estima-se que as suas emissões aumentem entre 200-300% para a aviação e entre 50-250% para o transporte marítimo até 2050. Tais aumentos minariam os esforços para limitar o aumento da temperatura global de pelo menos 2ºC.
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Apenas um em cada 10 veículos novos a diesel é limpo e eficiente
Os principais fabricantes de automóveis estão a comercializar veículos a gasóleo que não cumprem na estrada os limites de poluição dos veículos definidos ao nível europeu, de acordo com dados obtidos pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) da qual a Quercus faz parte. Todos os novos veículos a gasóleo deveriam estar a cumprido as normas de emissão Euro 6 desde 1 de setembro - mas apenas um em cada 10 cumpre estas normas, segundo os testes realizados.
Em média, os novos veículos a gasóleo colocados no mercado europeu produzem emissões cerca de cinco vezes superiores ao limite permitido. Os resultados foram compilados num novo estudo “Don’t Breathe Here”, hoje divulgado, em que a T&E analisa os dados mais recentes sobre a violação dos limites de emissão de poluentes emitidos pelos veículos. De todos, o pior desempenho foi da marca Audi, com emissões 22 vezes superiores ao limite permitido.
Na realidade, apenas três dos 23 novos veículos testados cumprem as normas de emissão, quando testados em condições reais de condução (na estrada). A principal razão é o recurso a sistemas de tratamento de gases de escape, mais baratos e menos eficazes, nos novos veículos introduzidos no mercado europeu, porque os sistemas de testes são inadequados, de acordo com dados recentemente divulgados pelo ICCT. O custo de instalação de um sistema de tratamento de emissões poluentes nos veículos a gasóleo é de cerca de 300 Euros. Por outro lado, os veículos a gasóleo comercializados nos EUA pelos mesmos fabricantes usam sistemas de tratamento de gases de escape mais eficientes e produzem menores emissões.
Pela primeira vez, um novo teste de emissões a ser introduzido não antes de 2018 permitirá medir as emissões dos veículos a gasóleo em condições reais de condução. Enquanto isso, os fabricantes de automóveis continuam a desenvolver esforços para atrasar a introdução dos novos testes, exigindo alterações às regras acordadas em julho.
O atual regime de testes, com mais de 30 anos, tem conduzido a ultrapassagens dos valores limite de dióxido de azoto por toda a Europa, com agravamento de problemas respiratórios, como a asma em pessoas vulneráveis, e redução da esperança média de vida em zonas mais poluídas. No Reino Unido, onde o número de veículos a gasóleo aumentou de 1,6 para 12 milhões desde 1994, uma agência governamental de saúde averiguou que milhares de pessoas sofreram ataques durante episódios de poluição ocorridos durante a última primavera, sobretudo partículas e dióxido de azoto, poluentes tipicamente emitidos pelos veículos a gasóleo. Estimativas apontam que o número de mortes prematuras em Londres também duplicou, porque os efeitos na saúde causados pelo dióxido de azoto foram incorporados na análise.
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Saúde é um dos benefícios-chave da eficiência energética e renováveis
A construção de parques eólicos e solares pode ajudar a reduzir o impacto humano sobre as alterações climáticas, evitando as emissões poluentes das centrais a carvão para produzir energia. Um novo estudo mostra que há um outro benefício importante para o desenvolvimento de energias renováveis: a redução de custos associados com a poluição do ar permite salvar vidas.
Vários investigadores da Universidade de Harvard, numa tentativa de mostrar o valor financeiro de projetos associados com energia limpa em termos de melhoria da saúde pública, descobriram que as medidas de promoção da eficiência energética e uso de fontes de energia de baixo carbono podem ajudar a poupar entre 5,7 e 210 milhões de dólares por ano, com base no valor aceite da vida humana em dólares. O mesmo também é verdade para as medidas de eficiência energética implementadas em Cincinnati, as quais produziram benefícios para a saúde da ordem dos 200 milhões (em horários fora de pico, como durante a noite) e de 20 milhões de dólares (em horários de pico). No leste da Pensilvânia, medidas similares produziram 130 milhões em benefícios para a saúde durante os horários de pico e 57 milhões de dólares em horários de pico.
O artigo demonstra que a eficiência energética e as energias renováveis podem trazer benefícios substanciais tanto para o clima como para a saúde pública, e que esses resultados podem ser importantes na análise custo-benefício destes projetos. Para além disso, o estudo mostra que os benefícios para o clima e para a saúde estão relacionados.
A promoção das energias renováveis e as medidas de eficiência energética – as principais componentes do novo Plano “Clean Power” da Administração Obama - ajudam a evitar a construção de centrais a carvão e outros combustíveis fósseis que são as principais causas das alterações climáticas. Estas medidas também ajudam a reduzir as emissões prejudiciais de óxido nitroso, dióxido de enxofre e dióxido de carbono.
O estudo de Harvard traz novos dados evidenciando que uma ação global sobre as alterações climáticas também poderia melhorar a saúde pública. Um estudo da Agência de Proteção Ambiental dos EUA publicado em junho constatou que, até ao final do século XXI, poderiam ser evitadas 57.000 mortes prematuras por ano devido à má qualidade do ar, se as piores consequências das alterações climáticas fossem evitadas.



















