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Ban Ki-moon: "o dia em que a família humana pôs a casa em ordem"

Quarta-feira, 24.09.14

Ainda decorre a cerimónia de encerramento da Cimeira do Clima, mas o balanço do secretário-geral da ONU está feito: foi dia histórico. "Nunca tantos líderes reuniram desta forma para assumir compromissos face às alterações climáticas. Recordemos este dia como aquele em que decidimos, enquanto família humana, pôr a casa em ordem, a caminho da sustentabilidade", disse Ban Ki-moon.

O secretário-geral das Nações Unidas mostrou-se muito satisfeito com os compromissos assumidos por vários líderes no sentido de atingir o pico de emissões antes de 2020 e de neutralidade climática na segunda metade deste século. Outro motivo de satisfação, disse, é a determinação demonstrada nas negociações para um novo acordo climático em 2015 e na manutenção da subida da temperatura abaixo de 2ºC, através da redução das emissões de gases de efeito de estufa. [ver texto oficial do sumário de encerramento/versão em espanhol]

A cimeira termina com nova exibição do vídeo 'Façamos do Mundo um lugar melhor', narrado por Morgan Freeman (anexo, com legendas em espanhol), seguida da actuação da cantora Natasha Bedingfield, que apresenta o seu último single, "Love song to the earth" (ouvir aqui).

[vídeo da sessão de encerramento]

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publicado por Quercus às 00:22

Discurso de Obama traz algum optimismo à Cimeira do Clima

Terça-feira, 23.09.14

A primeira metade da Cimeira do Clima fica marcada pelo discurso de Barack Obama, um dos mais aguardados. Apesar de motivado e motivador, a principal novidade foi trazer algum optimismo sobre a actuação dos EUA nas negociações. "Temos que lutar contra os interesses instalados, a política climática não é uma desvantagem económica, temos todos de liderar. O próximo Acordo tem de ser ambicioso, inclusivo e flexível. EUA vão aumentar o seu grau de ambição já em 2015", defendeu o presidente norte-americano.

Obama alerta que “as alterações climáticas definirão este século mais do que qualquer outro problema” e que “nenhuma nação está imune”. Pede “ambição” na resolução de um problema que só esta geração conseguirá travar e defende que cada país deve desempenhar o seu papel, revelando que os EUA querem estar na liderança deste processo. No entanto, mantém o compromisso de redução de 17% das emissões até 2020 (relativamente aos valores de 2005) e deixa para o início do próximo ano o anúncio de novas metas para o período seguinte. [ver transcrição oficial do discurso]

China duplica fundos e admite compromissos "assim que conseguir"

Outro discurso aguardado antes da pausa para almoço foi o do vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli, que anunciou que a China irá assumir responsabilidades em linha com a sua capacidade e condição e que irá “atingir o pico das emissões de combustíveis fósseis assim que for possível”, o mesmo valendo para as metas para o pós-2020, a anunciar "assim que conseguir”. Entretanto, o país irá diminuir a intensidade de carbono, aumentar a percentagem de combustíveis não-fósseis, e duplicar o apoio financeiro à ONU para o fundo de cooperação sobre alterações climáticas com os países do Sul

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publicado por Quercus às 18:43

Já começou a Cimeira do Clima de Nova Iorque

Terça-feira, 23.09.14

[Actualizado] O secretário-geral das Nações Unidas já deu início à Cimeira do Clima que decorre na sede da ONU, em Nova Iorque. "Não estamos aqui para falar mas para fazer história", disse Ban Ki-moon na cerimónia de abertura, que está a ser acompanhada directamente pela Quercus (em Nova Iorque, aqui no blogue e no twitter, em https://twitter.com/QuercusCOP20.

A sessão começou com o vídeo 'Façamos do Mundo um lugar melhor', narrado por Morgan Freeman (legendas em espanhol):

Seguiram-se as intervenções de Ban Ki-moon e do presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, que reassumiu compromisso de que até 2050 a cidade reduzirá em 80% as emissões de dióxido de carbono. 

Depois de Rajendra K. Pachauri, do IPCC, interveio Al Gore, que defendeu que o combate às alterações climáticas gera emprego e inovação, e a seguir foi a vez do actor Leonardo DiCaprio, nomeado novo embaixador da Paz da ONU, pedir "coragem e honestidade" aos líderes presentes em Nova Iorque. 

"Eu ganho a vida a representar, mas vocês não. Podem fazer história ou ser vilipendiados pela história", apelou DiCaprio, para quem as alterações climáticas não são "uma questão de política, mas uma questão de sobrevivência". Ver discurso (em inglês):

Os trabalhos podem ser acompanhados em directo através da Internet, embora não seja fácil seguir os três plenários simultâneos (plenário 1, plenário 2 e plenário 3). A agenda inclui dois períodos destinados às intervenções dos chefes de estado e de governo dos mais de 120 países representados, com o discurso do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, previsto para o período da tarde (20h30/23h30, hora de Lisboa), no plenário 1.

Nas intervenções já realizadas pelos chefes de estado e/ou representantes de grupos de países, destaque para o compromisso da União Europeia em reduzir 80 a 95% das emissões até 2050. “Não vacilaremos nesta batalha histórica contra as alterações climáticas”, assegurou Durão Barroso. Já o governo do país anfitrião da próxima conferência da ONU, o Peru, espera que a COP20, que terá lugar em Dezembro, produza a base de um novo acordo global e “vinculativo para todos os estados” a ser assinado na COP21, a realizar em 2015, em Paris. 

Além das emissões em directo, uma das melhores formas de acompanhar as várias intervenções é através desta conta twitter da organização do evento, que consegue resumir o que se passa nos três plenários, ou através da hashtag #Climate2014, também no twitter.

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publicado por Quercus às 14:35

Quercus na Cimeira do Clima da ONU em Nova Iorque: Amanhã é o primeiro grande dia para um Acordo em Paris

Segunda-feira, 22.09.14

A Cimeira do Clima da ONU, que decorrerá amanhã, 23 de Setembro, em Nova Iorque, será um importante passo para alcançar o ambicionado Acordo de Paris – um acordo global para travar as alterações climáticas que se espera alcançar em Dezembro de 2015 - e uma importante chamada de atenção para os cidadãos de todo o mundo. Mais de 120 líderes mundiais vão marcar presença em Nova Iorque declarando o seu compromisso pessoal com o desejado Acordo de Paris. O teste decisivo será constatar se o mundo muda de rumo para manter o objetivo, ainda alcançável, de evitar as consequências catastróficas das alterações climáticas.

A juntar aos compromissos políticos dos Chefes de Estado e de Governo ou dos Ministros presentes, outro indicador importante a retirar desta Cimeira será a apresentação de iniciativas de transição para as energias limpas e de redução das emissões de carbono, levadas a cabo por um número crescente de países e setores de atividade. Têm-se registado, recentemente, em alguns dos países-chave como os Estados Unidos da América (EUA), a Índia e a China, progressos consideráveis na contenção das emissões de carbono e no investimento em energias limpas.

Esta transição mostra o desejo e a oportunidade dos países em intensificarem os seus esforços nesta matéria e integrá-los num acordo internacional. Esta Cimeira será, assim, uma oportunidade para avaliar a amplitude e profundidade desta nova dinâmica, em particular as mudanças no setor energético. É também um evento onde se poderá avaliar a capacidade da Europa, cujo protagonismo e ambição tem vindo a enfraquecer nos últimos anos.

Ao nível político, e a par dos compromissos políticos globais, a expectativa é que muitos líderes anunciem o seu compromisso relativamente à posição e contribuição dos respetivos países para este acordo global muito antes da Conferência de Paris, agendada para Dezembro de 2015. Mais ainda, espera-se que as tais contribuições incluam a definição de limites nacionais às emissões de carbono, de modo a fazer a ligação ao acordo internacional.

Quercus e intervenção do Ministro do Ambiente de Portugal

Ao longo da Cimeira de amanhã, a Quercus analisará e comentará o decorrer dos trabalhos em http://climaticas.blogs.sapo.pt, em linha com a avaliação da Rede Internacional de Ação Climática. Ao mesmo tempo, a Quercus aguarda com expectativa o discurso do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal, em princípio programado para a parte da tarde. Ao longo do dia, a Quercus prevê a emissão de um/dois comunicados sobre o evento.

Nova Iorque, 22 de setembro

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publicado por Quercus às 18:07

ONU espera juntar 125 líderes na Cimeira do Clima de Nova Iorque

Sexta-feira, 12.09.14

A ausência já anunciada dos líderes da China e da Índia, Xi Jinping e Narendra Modi, não deverá afectar a credibilidade ou os resultados da cimeira climática da ONU agendada para dia 23, em Nova Iorque, acredita Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Alterações Climáticas (UNFCCC).

Mesmo sem os principais governantes dos primeiro e terceiro maiores poluidores de carbono do planeta, o encontro promovido pelo secretário-geral Ban Ki-moon contará com 125 chefes de Estado e de Governo, entre eles o presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

A expectativa da ONU é a de que a reunião possa ajudar a forjar o consenso que permita aprovar no próximo ano um novo acordo global de redução de emissões de gases de efeito de estufa, cuja formalização deverá acontecer na Conferência de Paris, agendada para Dezembro de 2015.

"Este processo não termina dia 24 de Setembro. O que é importante é a força dos compromissos e acções de todos os governos até que aprovemos um novo acordo global em Paris”, diz Christiana Figueres. Em Nova Iorque estarão também representantes das principais multinacionais, convidados a discutir temas como a economia verde ou as tecnologias de baixo carbono. [adaptado deste artigo da ‘Responding to Climate Change’]

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publicado por Quercus às 09:00

Cimeira do Clima é passo fundamental para novo Acordo Climático em 2015 - Quercus nas Nações Unidas, em Nova Iorque, 23 de setembro

Quinta-feira, 11.09.14

A Cimeira do Clima da ONU, que decorrerá a 23 de Setembro, em Nova Iorque, será um importante passo para alcançar o ambicionado Acordo de Paris – um acordo global para travar as alterações climáticas que se espera alcançar em Dezembro de 2015 - e uma importante chamada de atenção para os cidadãos de todo o mundo. Os líderes mundiais que marcarem presença em Nova Iorque estarão a mostrar as suas intenções políticas, declarando o seu compromisso pessoal com o desejado Acordo de Paris.

Por outro lado, estarão também a pôr à prova a sua credibilidade e a preparar os respetivos países, através de diversas ações à escala nacional, para a decisão a ser tomada. O teste decisivo para o Acordo de Paris será constatar se o mundo muda de rumo para manter o objetivo, ainda alcançável, de evitar as consequências catastróficas das alterações climáticas.

A juntar aos compromissos políticos dos Chefes de Estado e de Governo, outro indicador importante a retirar desta Cimeira será a apresentação de iniciativas de transição para as energias limpas e de redução das emissões de carbono, levadas a cabo por um número crescente de países e setores de atividade. Têm-se registado, recentemente, em alguns dos países-chave como os Estados Unidos da América (EUA), a Índia e a China, progressos consideráveis na contenção das emissões de carbono e no investimento em energias limpas.

Esta transição mostra o desejo e a oportunidade dos países em intensificarem os seus esforços nesta matéria e integrá-los num acordo internacional. Esta Cimeira será, assim, uma oportunidade para avaliar a amplitude e profundidade desta nova dinâmica, em particular as mudanças no setor energético. É também um evento onde se poderá avaliar a capacidade da Europa, cujo protagonismo e ambição tem vindo a enfraquecer nos últimos anos.

Ao nível político, e a par dos compromissos políticos globais, a expectativa é que muitos líderes anunciem o seu compromisso relativamente à posição e contribuição dos respetivos países para este acordo global muito antes da Conferência de Paris, agendada para Dezembro de 2015. Mais ainda, espera-se que as tais contribuições incluam a definição de limites nacionais às emissões de carbono, de modo a fazer a ligação ao acordo internacional.

Marcha pelo Clima - Quercus é uma das mais de mil associações participantes

Nas ruas de Nova Iorque, fora dos corredores das Nações Unidas, os líderes serão recebidos por dezenas de milhares de cidadãos que participarão na Marcha pelo Clima de 21 de setembro. Esta iniciativa reflete uma maior preocupação e consciência pública relativamente aos custos das alterações climáticas, devido aos fenómenos meteorológicos extremos e outros impactes, a par do desejo de uma transição dos combustíveis fósseis para as energias limpas, com um crescimento visível em todo o mundo. Em 2015, a COP de Paris será uma oportunidade única para reunir as vontades políticas e cristalizá-las num acordo global que sirva de base para fortalecer os compromissos que estão já a acontecer.

O Acordo de Paris é, pois, amplamente esperado: alinhando os planos e atividades nacionais, pretende-se que sirva de trampolim para um acordo internacional que aborde a problemática das emissões de carbono e a transição para a energia limpa. Um acordo que ambicione tornar-se maior do que a soma das partes.

Os próximos passos até Paris, em 2015

A Conferência de Paris será importante, mas apenas uma paragem no longo caminho ainda pela frente para garantir que se conseguem evitar as faces mais catastróficas das alterações climáticas. A questão fundamental para avaliar o Acordo de Paris (e a Cimeira da ONU) será verificar se este acordo global mantém o objetivo alcançável, isto é, se nos permite limitar o aquecimento global a 2º Celsius.

Será o Acordo de Paris uma viragem clara na política climática mundial? Dará um sinal claro de que as emissões de carbono serão controladas, que o futuro dos combustíveis fósseis será, em última análise, limitado, e que todos os países podem e vão começar uma transição para as energias limpas? Nas próximas décadas será percorrido um longo caminho para enfrentar as alterações climáticas, mas é absolutamente claro que é necessário mudar o quanto antes de direção se queremos atingir esse objetivo. O teste decisivo de Paris será, pois, o mundo mudar efetivamente o rumo do caminho a seguir.

A próxima Cimeira de setembro irá fornecer elementos sobre esta mudança de caminho necessária em Paris. Dos anúncios e discursos, em Nova Iorque, espera-se que evidenciem e identifiquem o que é possível fazer. A questão será verificar se serão suficientes as mudanças que estão a acontecer em países como os EUA e a China para controlar as suas emissões de carbono e as mudanças que estão a ocorrer no setor energético em todo o mundo, juntamente com a vontade dos líderes políticos em institucionalizar este novo rumo.

A Quercus vai acompanhar da Cimeira e o desenvolvimento dos trabalhos até à COP de Paris através do blog: http://climaticas.blogs.sapo.pt/

Lisboa, 11 de setembro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 10:04

Secretário-geral da ONU promove Cimeira sobre Alterações Climáticas em Nova Iorque

Terça-feira, 05.08.14

Antes da COP20, que terá lugar em Lima, no Peru, no início de Dezembro, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki- Moon, quer juntar decisores, empresas e sociedade civil numa Cimeira informal sobre o Clima, que terá lugar a 23 de Setembro, em Nova Iorque. A iniciativa pretende promover a adopção de objectivos e medidas mais ambiciosas na próxima conferência das partes (COP).

Embora o encontro não faça formalmente parte das negociações da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), pretende incentivar governos e grupos de governos, em colaboração com o sector privado e com as ONG, a preparar as negociações para a conferência de Lima e o caminho até à COP de Paris, em 2015, de onde deverá sair um novo acordo global vinculativo.

A Climate Summit 2014 terá lugar durante a Semana do Clima de Nova Iorque, iniciativa do Climate Group e do Carbon Disclosure Project, organizações que promoverão diversas iniciativas entre os dias 22 e 28 de Setembro.

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publicado por Quercus às 19:52

Blogues das COP anteriores (desde 2006)

Segunda-feira, 02.06.14

Conferência de Varsóvia - 2013   Conferência de DOHA - 2012   

Conferência de Durban - 2011   Conferência de Cancun - 2010 

Conferência de Copenhaga - 2009   Conferência de Poznan - 2008

Conferência de Bali - 2007   Conferência de Nairobi - 2006

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publicado por Quercus às 23:55