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Balanço da Cimeira do Clima da ONU em Nova Iorque: uma Cimeira positiva que agora precisa de compromissos e ação

Quarta-feira, 24.09.14

A Cimeira do Clima da ONU que teve lugar ontem, 23 de Setembro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, contribuiu para aumentar o sentimento de que a era dos combustíveis fósseis está a chegar ao fim, criando um momentum no sentido de um acordo climático global a ser assinado no próximo ano, em Paris.

Um pequeno, mas crescente, número de países juntou-se a Ban Ki-moon e ao ator Leonardo DiCaprio para confirmar a necessidade de acelerar a transição dos combustíveis fósseis para 100% de renováveis, como as Ilhas Samoa, as Ilhas Tuvalu, a Costa Rica e a Dinamarca. Outros países, como a Suécia, Trinidade e Tobago, Etiópia e Islândia prometeram tornar os seus países neutros em carbono em 2050.

Enquanto a Cimeira produziu sinais positivos e angariou financiamento para a ação climática, muitos Chefes de Estado vieram a Nova Iorque para meramente reafirmar o que já estão a fazer dentro de fronteiras. Porém, sabem que não é suficiente perante as 700 mil pessoas que se juntaram às Marchas pelo Clima, um pouco por todo o mundo, no fim-de-semana passado.

Os líderes em Nova Iorque, incluindo o Presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceram que não podem continuar a agir contra a vontade dos cidadãos e, no último fim-de-semana, a vontade dos cidadãos de todo o mundo ficou bem clara. Mães, pais, líderes religiosos, homens de negócios progressistas, sindicalistas e jovens – todos estão já a agir e esperam que os Chefes de Estado se lhes juntem, fazendo mais e fazendo-o agora. Os Chefes de Estado têm a possibilidade de escolher entre liderar a transformação ordenada das nossas sociedades ou acabar do lado errado da história.  

A China deve ser elogiada por ter assinalado a intenção de atingir o pico das emissões “assim que for possível”. Estes avanços, combinados com ações mais ambiciosas por parte dos EUA, apontadas pelo Presidente Obama, podem acelerar as negociações no sentido de se conseguir um acordo no próximo ano.

A Europa, que merecia ser líder, pouco se afirmou: mencionou ser necessário ela própria e os atuais países desenvolvidos reduzirem em 80 a 95% as emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2050. Porém, todo o caminho a ser traçado para as decisões europeias é pouco ambicioso. Apenas praticamente os compromissos mais limitados estão a ser ponderados para o ano de 2030. Portugal apresentou o compromisso para um crescimento verde de longo prazo e falou da ambição do país, que merece ser destacada no contexto europeu, no que respeita às metas de redução de emissões, eficiência energética e energias renováveis para 2030. 

Em síntese, esta foi uma Cimeira positiva, que lança o difícil caminho até um Acordo em Paris em dezembro de 2015, mas limitada pela falta de compromissos concretos mais vastos. É sabido que as negociações que prosseguirão em Lima, no Perú, já no próximo mês de dezembro, serão bem mais complicadas nos detalhes e na concretização.

Agora, é preciso que os líderes políticos traduzam a retórica positiva em compromissos concretos – redução de emissões de carbono e financiamento para a ação climática, particularmente para as nações mais vulneráveis do mundo. A humanidade não pode esperar!

Nova Iorque, 24 de setembro de 2014

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publicado por Quercus às 01:29

Já começou a Cimeira do Clima de Nova Iorque

Terça-feira, 23.09.14

[Actualizado] O secretário-geral das Nações Unidas já deu início à Cimeira do Clima que decorre na sede da ONU, em Nova Iorque. "Não estamos aqui para falar mas para fazer história", disse Ban Ki-moon na cerimónia de abertura, que está a ser acompanhada directamente pela Quercus (em Nova Iorque, aqui no blogue e no twitter, em https://twitter.com/QuercusCOP20.

A sessão começou com o vídeo 'Façamos do Mundo um lugar melhor', narrado por Morgan Freeman (legendas em espanhol):

Seguiram-se as intervenções de Ban Ki-moon e do presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, que reassumiu compromisso de que até 2050 a cidade reduzirá em 80% as emissões de dióxido de carbono. 

Depois de Rajendra K. Pachauri, do IPCC, interveio Al Gore, que defendeu que o combate às alterações climáticas gera emprego e inovação, e a seguir foi a vez do actor Leonardo DiCaprio, nomeado novo embaixador da Paz da ONU, pedir "coragem e honestidade" aos líderes presentes em Nova Iorque. 

"Eu ganho a vida a representar, mas vocês não. Podem fazer história ou ser vilipendiados pela história", apelou DiCaprio, para quem as alterações climáticas não são "uma questão de política, mas uma questão de sobrevivência". Ver discurso (em inglês):

Os trabalhos podem ser acompanhados em directo através da Internet, embora não seja fácil seguir os três plenários simultâneos (plenário 1, plenário 2 e plenário 3). A agenda inclui dois períodos destinados às intervenções dos chefes de estado e de governo dos mais de 120 países representados, com o discurso do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, previsto para o período da tarde (20h30/23h30, hora de Lisboa), no plenário 1.

Nas intervenções já realizadas pelos chefes de estado e/ou representantes de grupos de países, destaque para o compromisso da União Europeia em reduzir 80 a 95% das emissões até 2050. “Não vacilaremos nesta batalha histórica contra as alterações climáticas”, assegurou Durão Barroso. Já o governo do país anfitrião da próxima conferência da ONU, o Peru, espera que a COP20, que terá lugar em Dezembro, produza a base de um novo acordo global e “vinculativo para todos os estados” a ser assinado na COP21, a realizar em 2015, em Paris. 

Além das emissões em directo, uma das melhores formas de acompanhar as várias intervenções é através desta conta twitter da organização do evento, que consegue resumir o que se passa nos três plenários, ou através da hashtag #Climate2014, também no twitter.

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publicado por Quercus às 14:35

Reportagem da Quercus TV sobre a manifestação de domingo em Lisboa contra as alterações climáticas

Segunda-feira, 22.09.14

People's Climate March - Lisboa - 21 Setembro from Quercus on Vimeo.

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publicado por Quercus às 23:03

Quercus na Cimeira do Clima da ONU em Nova Iorque: Amanhã é o primeiro grande dia para um Acordo em Paris

Segunda-feira, 22.09.14

A Cimeira do Clima da ONU, que decorrerá amanhã, 23 de Setembro, em Nova Iorque, será um importante passo para alcançar o ambicionado Acordo de Paris – um acordo global para travar as alterações climáticas que se espera alcançar em Dezembro de 2015 - e uma importante chamada de atenção para os cidadãos de todo o mundo. Mais de 120 líderes mundiais vão marcar presença em Nova Iorque declarando o seu compromisso pessoal com o desejado Acordo de Paris. O teste decisivo será constatar se o mundo muda de rumo para manter o objetivo, ainda alcançável, de evitar as consequências catastróficas das alterações climáticas.

A juntar aos compromissos políticos dos Chefes de Estado e de Governo ou dos Ministros presentes, outro indicador importante a retirar desta Cimeira será a apresentação de iniciativas de transição para as energias limpas e de redução das emissões de carbono, levadas a cabo por um número crescente de países e setores de atividade. Têm-se registado, recentemente, em alguns dos países-chave como os Estados Unidos da América (EUA), a Índia e a China, progressos consideráveis na contenção das emissões de carbono e no investimento em energias limpas.

Esta transição mostra o desejo e a oportunidade dos países em intensificarem os seus esforços nesta matéria e integrá-los num acordo internacional. Esta Cimeira será, assim, uma oportunidade para avaliar a amplitude e profundidade desta nova dinâmica, em particular as mudanças no setor energético. É também um evento onde se poderá avaliar a capacidade da Europa, cujo protagonismo e ambição tem vindo a enfraquecer nos últimos anos.

Ao nível político, e a par dos compromissos políticos globais, a expectativa é que muitos líderes anunciem o seu compromisso relativamente à posição e contribuição dos respetivos países para este acordo global muito antes da Conferência de Paris, agendada para Dezembro de 2015. Mais ainda, espera-se que as tais contribuições incluam a definição de limites nacionais às emissões de carbono, de modo a fazer a ligação ao acordo internacional.

Quercus e intervenção do Ministro do Ambiente de Portugal

Ao longo da Cimeira de amanhã, a Quercus analisará e comentará o decorrer dos trabalhos em http://climaticas.blogs.sapo.pt, em linha com a avaliação da Rede Internacional de Ação Climática. Ao mesmo tempo, a Quercus aguarda com expectativa o discurso do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal, em princípio programado para a parte da tarde. Ao longo do dia, a Quercus prevê a emissão de um/dois comunicados sobre o evento.

Nova Iorque, 22 de setembro

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publicado por Quercus às 18:07

Mais de 310 mil na Marcha do Clima em Nova Iorque

Domingo, 21.09.14

As primeiras estimativas apontam para mais de 310 mil participantes na grande Marcha do Clima que está a decorrer em Nova Iorque desde as 11h30 locais (16h30 em Lisboa), números que fazem da iniciativa a maior marcha de sempre contra as alterações climáticas. O Francisco Ferreira e a Rita Antunes também estão a desfilar em representação da Quercus e de Portugal neste Dia de Ação Global pelo Clima!

Como explica aqui o Francisco Ferreira, centenas de milhares estão a dizer aos líderes políticos que reunirão na terça-feira, nas Nações Unidas, que é necessário salvar o clima, num alerta sem precedentes para que este problema se comece a resolver a sério.

Notícia na SIC, com declarações da Quercus (min 2:07):

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publicado por Quercus às 19:53

Participe hoje na Mobilização Global pelo Clima!

Domingo, 21.09.14

A Quercus associa-se hoje ao Dia Global de Ação pelo Clima, com a participação em diversas iniciativas, incluindo em Lisboa, Porto, Faro e Nova Iorque. Na capital, estaremos na mobilização da Avaaz, com concentração marcada para as 16h, na Praça do Rossio. De bicicleta, a pé ou de patins, com a família ou amigos, o objetivo é reunir o máximo de pessoas. Haverá música, cartazes, pinturas faciais e ainda um painel gigante para pintar 'in loco'.

No Porto, participamos na 'Marcha pelo Ambiente e por um Porto Sustentável', agendada para as 15h, no Parque da Cidade, e em Faro, na 'Concentração pelo Clima', que terá lugar a partir das 16h, no relvado do Teatro Municipal. 

Mas o grande evento do dia será a 'Marcha pelo Clima' agendada para as 11h30 em Nova Iorque (16h30 em Lisboa), que já tem confirmada a presença de representantes de mais de 1500 organizações, incluindo da Quercus. Participe numa destas iniciativas ou procure aqui outra mais próxima da sua cidade.

O objetivo destas ações é pressionar os Chefes de Estado e de Governo que participarão na Cimeira especial sobre o Clima a 23 de setembro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para a necessidade de todos agirmos no sentido de se encontrar uma solução para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, causadoras do aquecimento global e das alterações climáticas. [ver comunicado da Quercus]

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publicado por Quercus às 00:15

Quercus apela a uma "Lisboa Ciclável pelo Clima"

Sábado, 20.09.14

Activistas da Quercus juntaram-se este sábado à inciativa "Lisboa Ciclável", promovida pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FCPUB) no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre 16 e 22 de setembro. 

A participação da Quercus pretendeu alertar para a necessidade de recorrermos cada vez mais a uma mobilidade baseada nos modos suaves, com benefícios para o ambiente e para o clima. A iniciativa da FCPUB juntou cerca de 600 participantes que fizeram o percurso entre o Terreiro do Paço e Belém. 

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publicado por Quercus às 23:55

Cimeira do Clima é passo fundamental para novo Acordo Climático em 2015 - Quercus nas Nações Unidas, em Nova Iorque, 23 de setembro

Quinta-feira, 11.09.14

A Cimeira do Clima da ONU, que decorrerá a 23 de Setembro, em Nova Iorque, será um importante passo para alcançar o ambicionado Acordo de Paris – um acordo global para travar as alterações climáticas que se espera alcançar em Dezembro de 2015 - e uma importante chamada de atenção para os cidadãos de todo o mundo. Os líderes mundiais que marcarem presença em Nova Iorque estarão a mostrar as suas intenções políticas, declarando o seu compromisso pessoal com o desejado Acordo de Paris.

Por outro lado, estarão também a pôr à prova a sua credibilidade e a preparar os respetivos países, através de diversas ações à escala nacional, para a decisão a ser tomada. O teste decisivo para o Acordo de Paris será constatar se o mundo muda de rumo para manter o objetivo, ainda alcançável, de evitar as consequências catastróficas das alterações climáticas.

A juntar aos compromissos políticos dos Chefes de Estado e de Governo, outro indicador importante a retirar desta Cimeira será a apresentação de iniciativas de transição para as energias limpas e de redução das emissões de carbono, levadas a cabo por um número crescente de países e setores de atividade. Têm-se registado, recentemente, em alguns dos países-chave como os Estados Unidos da América (EUA), a Índia e a China, progressos consideráveis na contenção das emissões de carbono e no investimento em energias limpas.

Esta transição mostra o desejo e a oportunidade dos países em intensificarem os seus esforços nesta matéria e integrá-los num acordo internacional. Esta Cimeira será, assim, uma oportunidade para avaliar a amplitude e profundidade desta nova dinâmica, em particular as mudanças no setor energético. É também um evento onde se poderá avaliar a capacidade da Europa, cujo protagonismo e ambição tem vindo a enfraquecer nos últimos anos.

Ao nível político, e a par dos compromissos políticos globais, a expectativa é que muitos líderes anunciem o seu compromisso relativamente à posição e contribuição dos respetivos países para este acordo global muito antes da Conferência de Paris, agendada para Dezembro de 2015. Mais ainda, espera-se que as tais contribuições incluam a definição de limites nacionais às emissões de carbono, de modo a fazer a ligação ao acordo internacional.

Marcha pelo Clima - Quercus é uma das mais de mil associações participantes

Nas ruas de Nova Iorque, fora dos corredores das Nações Unidas, os líderes serão recebidos por dezenas de milhares de cidadãos que participarão na Marcha pelo Clima de 21 de setembro. Esta iniciativa reflete uma maior preocupação e consciência pública relativamente aos custos das alterações climáticas, devido aos fenómenos meteorológicos extremos e outros impactes, a par do desejo de uma transição dos combustíveis fósseis para as energias limpas, com um crescimento visível em todo o mundo. Em 2015, a COP de Paris será uma oportunidade única para reunir as vontades políticas e cristalizá-las num acordo global que sirva de base para fortalecer os compromissos que estão já a acontecer.

O Acordo de Paris é, pois, amplamente esperado: alinhando os planos e atividades nacionais, pretende-se que sirva de trampolim para um acordo internacional que aborde a problemática das emissões de carbono e a transição para a energia limpa. Um acordo que ambicione tornar-se maior do que a soma das partes.

Os próximos passos até Paris, em 2015

A Conferência de Paris será importante, mas apenas uma paragem no longo caminho ainda pela frente para garantir que se conseguem evitar as faces mais catastróficas das alterações climáticas. A questão fundamental para avaliar o Acordo de Paris (e a Cimeira da ONU) será verificar se este acordo global mantém o objetivo alcançável, isto é, se nos permite limitar o aquecimento global a 2º Celsius.

Será o Acordo de Paris uma viragem clara na política climática mundial? Dará um sinal claro de que as emissões de carbono serão controladas, que o futuro dos combustíveis fósseis será, em última análise, limitado, e que todos os países podem e vão começar uma transição para as energias limpas? Nas próximas décadas será percorrido um longo caminho para enfrentar as alterações climáticas, mas é absolutamente claro que é necessário mudar o quanto antes de direção se queremos atingir esse objetivo. O teste decisivo de Paris será, pois, o mundo mudar efetivamente o rumo do caminho a seguir.

A próxima Cimeira de setembro irá fornecer elementos sobre esta mudança de caminho necessária em Paris. Dos anúncios e discursos, em Nova Iorque, espera-se que evidenciem e identifiquem o que é possível fazer. A questão será verificar se serão suficientes as mudanças que estão a acontecer em países como os EUA e a China para controlar as suas emissões de carbono e as mudanças que estão a ocorrer no setor energético em todo o mundo, juntamente com a vontade dos líderes políticos em institucionalizar este novo rumo.

A Quercus vai acompanhar da Cimeira e o desenvolvimento dos trabalhos até à COP de Paris através do blog: http://climaticas.blogs.sapo.pt/

Lisboa, 11 de setembro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 10:04

Quercus preocupada com boletim da OMM que revela novo recorde das emissões de gases de efeito estufa

Quarta-feira, 10.09.14

A Quercus lamenta o desconhecimento sobre o risco e as consequências do aumento da concentração de gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera, que atingiu um novo valor recorde em 2013, segundo dados divulgados ontem pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). “A visão de curto prazo dos políticos, e da própria população, é que não se sentem suficientemente amedrontados, ou não sentem o risco e as consequências que estão em jogo. Os cientistas insistem que merece desde já uma tomada de posição muito mais importante e tão imediata quanto possível para invertermos o continuar da subida das emissões de gases de efeito de estufa”, alertou Francisco Ferreira, em declarações à Lusa.

Segundo o Boletim anual de GEE da OMM (em PDF), a concentração de GEE na atmosfera atingiu um novo recorde em 2013, sobretudo devido ao aumento dos níveis de dióxido de carbono. Entre 1990 e 2013 houve um aumento de 34% na força radiativa - o efeito do aquecimento sobre o clima – devido aos gases de efeito estufa de vida longa, como o dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso. Em 2013, a concentração de CO2 na atmosfera era de 142% relativamente à era pré-industrial (1750), enquanto as concentrações de metano e óxido nitroso atingiram 253% e 121%, respectivamente.

Os novos dados reforçam a urgência de uma acção internacional concertada contra as alterações climáticas. “O facto de termos uma sociedade que continua a investir do ponto de vista energético na queima de combustíveis fósseis em detrimento das energias renováveis, com uma população crescente, com economias emergentes e com a desflorestação, leva a este recorde”, alerta Francisco Ferreira.

Ainda segundo a OMM, os níveis de CO2 aumentaram mais entre 2012 e 2013 do que em qualquer outro ano desde 1984. Na escala global, a quantidade de CO2 na atmosfera atingiu 396,0 partes por milhão (ppm) em 2013, mais 2,9 ppm, que é o maior aumento anual para o período 1984-2013. A este ritmo, a concentração de CO2 média anual global deve ultrapassar as 400 partes por milhão em 2015 ou 2016, alerta a OMM. [ver notícia no ionline e na Rádio Renascença]

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publicado por Quercus às 14:44

Quercus apela à participação na iniciativa "Lisboa Ciclável pelo Clima"

Quarta-feira, 10.09.14

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FCPUB) realiza no dia 20 de setembro, sábado, pelas 14h, a partir do Terreiro do Paço, um percurso de ida e volta até Belém. O "Lisboa Ciclável" já conta com centenas de participantes inscritos, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre 16 e 22 de setembro. A Quercus junta-se a esta iniciativa, apelando a uma "Lisboa Ciclável pelo Clima", como forma de sensibilização e alerta para a necessidade de recorrermos cada vez mais a uma mobilidade baseada nos modos suaves, com benefícios para o ambiente e para o clima.

A iniciativa realiza-se três dias antes da Cimeira especial sobre o Clima, que terá lugar dia 23, em Nova Iorque, organizada pelas Nações Unidas, e na qual é esperada a presença de vários Chefes de Estado e de Governo. Esta Cimeira será um momento fundamental de sensibilização e compromisso, com vista ao Acordo de Paris, um acordo global essencial para travar as alterações climáticas que se espera alcançar em Dezembro de 2015.

No domingo, dia 21, Dia Global de Ação pelo Clima, decorrerá às 11h30 locais de Nova Iorque a Marcha Popular pelo Clima, que juntará milhares de pessoas num mega evento, no qual a Quercus estará presente. Portugal contará com mobilizações em Lisboa e no Porto, entre as quais a 'Lisboa Ciclável pelo Clima', onde juntamos duas mensagens que estão directamente relacionadas: a promoção da mobilidade sustentável e a luta contra as alterações climáticas. No nosso país, os transportes, e em particular o transporte rodoviário, são responsáveis por mais de um quarto das emissões de gases com efeito de estufa, para além de outros poluentes.

As inscrições para participar no percurso são gratuitas e podem ser efetuadas aqui. Um pouco por todo o Mundo terão igualmente lugar centenas de eventos de mobilização durante o fim-de-semana de 20 e 21 de setembro, disponíveis em http://peoplesclimate.org. Em Portugal, terão também lugar a Marcha Contra As Alterações Climáticas – Salvem o Planeta (Rossio, Lisboa, 16h) e a Marcha Invicta pelo Ambiente (Parque da Cidade, Porto, 14h).

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publicado por Quercus às 12:43