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ONG pedem o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis

Sexta-feira, 04.12.15

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A Rede europeia de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa), que inclui a Quercus, apela esta sexta-feira na #COP21 ao fim dos subsídios aos combustíveis fósseis. De manhã, os activistas realizaram uma acção de sensibilização num dos espaços onde decorre a Cimeira do Clima, e à tarde, em parceria com a Oil Change International promovem um evento paralelo com o tema “A eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis e o Acordo do Clima de Paris”.

Os activistas pretendem alertar para os 422 biliões de dólares gastos anualmente pelos países do G20 em apoios à produção destes combustíveis, uma enorme quantidade de dinheiro que dizem poder ser aplicada de melhor forma. Ambas as iniciativas inserem-se na campanha #StopFundingFossils, lançada em Novembro.

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publicado por Quercus às 13:08

Mais de 500 empresas e instituições comprometem-se a desinvestir em combustíveis fósseis

Sexta-feira, 04.12.15

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É uma das boas notícias da semana, anunciada na quarta-feira num evento paralelo da Cimeira do Clima: a campanha pelo desinvestimento em combustíveis fósseis atingiu um novo recorde na COP21, onde mais de 500 instituições que representam mais de 3,4 triliões de dólares em activos assumiram algum tipo de compromisso de desinvestimento.

O anúncio foi feito pelas organizações 350.org e Divest-Invest, promotoras da campanha, e representa um salto importante. No entanto, as organizações salientam que este valor representa o valor total de activos geridos pelas instituições envolvidas e não o montante total de desinvestimento, dado que há diferentes níveis de compromisso.

Para os activistas, trata-se de um sinal de que os investidores estão finalmente sensibilizados e começam a transferir rapidamente o capital dos investimentos em combustíveis fósseis para outros de energias limpas e renováveis. O anúncio segue-se a outro, de Bill Gates e de um grupo de investidores, que na segunda-feira lançaram uma nova coligação privada (e milionária) para apoiar a inovação na área das energias limpas - a Breakthrough Energy Coalition.

Entre as entidades que já assumiram o desinvestimento nos combustíveis fósseis incluem-se a seguradora europeia Allianz, o Rockefeller Brothers Fund, o fundo de pensões holandês PFZW, a London School of Economics e outras cinco universidades britânicas, a par de cidades como Oslo, Bordéus ou Melbourne, entre outras. Os níveis de compromisso variam, e incluem alienações parciais ou apenas focadas num combustível fóssil em particular, como o carvão ou as areias betuminosas, pelo que as ONG consideram que há ainda muito caminho a percorrer. 

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publicado por Quercus às 12:17

Divulgados novos textos negociais da #COP21

Sexta-feira, 04.12.15

Como previsto, foi divulgada esta manhã uma nova versão consolidada da proposta de decisão do Grupo de Trabalho Ad Hoc da Plataforma de Durban para uma Ação Reforçada (ADP). Esta versão tem apenas menos quatro páginas do que a versão de ontem e será a base de trabalho dos próximos dias:

Draft agreement and draft decision on workstreams 1 and 2 of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action por Quercus ANCN

 

(Actualização) Pouco depois da divulgação da versão de 46 páginas (acima), foi divulgada uma outra versão "de consenso", proposta pelos co-facilitadores do Grupo de Trabalho Ad Hoc da Plataforma de Durban para uma Ação Reforçada, com 38 páginas e muito ainda em aberto (também disponível nesta versão sublinhada divulgada durante a tarde):

Work of the ADP Contact Group incorporating bridging proposals by the Co-facilitators por Quercus ANCN

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publicado por Quercus às 10:36

Divulgada nova versão de um dos principais textos negociais da #COP21

Quinta-feira, 03.12.15

Acaba de ser disponibilizada uma versão consolidada da proposta de decisão do Grupo de Trabalho Ad Hoc da Plataforma de Durban para uma Ação Reforçada (ADP), relativa aos temas 1 e 2: novo acordo climático global a ser aprovado em 2015 e reforço das metas para o período pré-2020, respectivamente. Esta versão do documento tem ainda 50 páginas, apenas menos 4 do que a versão que existia no início da #COP21, contendo ainda muitas opções em aberto:

Draft agreement and draft decision on workstreams 1 and 2 of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action de Quercus ANCN

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publicado por Quercus às 11:12

Portugal defende “dinamismo e ambição” no Acordo de Paris em negociação na #COP21

Quinta-feira, 03.12.15

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A delegação de Portugal na 21.ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, ou COP21, é liderada pela Agência Portuguesa do Ambiente, que dedica esta página ao encontro e disponibiliza os principais documentos nacionais sobre alterações climáticas.

Segundo a página, na COP21, Portugal defenderá que a prioridade será “assegurar o dinamismo e ambição do Acordo de Paris”, um novo Acordo climático global que permita limitar o aumento da temperatura média global até um máximo de 2ºC, comparado com o período pré-industrial, até ao final do século, e que deverá ser ambicioso, duradouro e legalmente vinculativo.

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 “Estes objetivos deverão ser assegurados através de um mecanismo de aumento de ambição dos compromissos que possibilite a atualização, por parte de todos os países, dos seus compromissos de mitigação para períodos de compromisso futuros. Este processo deverá ocorrer em ciclos de 5 anos para todas as Partes, independentemente da duração do compromisso que assumam, sem retrocesso (individual e coletivo) no nível de ambição já inscrito por estas no Acordo.”

Para a APA, é “fundamental que o Acordo de Paris possa proporcionar confiança no compromisso de todas as Partes num futuro de baixo carbono que melhore a resiliência e reduza a vulnerabilidade das sociedades às alterações climáticas.”. Neste sentido, a agência salienta o nível de empenho e envolvimento político sem precedentes, com mais de 180 Partes (num total de 196), responsáveis por mais de 97% das emissões globais, a terem já submetido o seu compromisso nacional - a chamada INDC (Intended Nationally Determined Contribution).

“Estes compromissos são um ponto de partida importante para a redução global de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) apesar de o seu valor agregado não ser ainda suficiente para alcançar o objetivo dos 2ºC. Este facto reforça a necessidade de instituir no Acordo de Paris o mecanismo de aumento de ambição dos compromissos que a UE e Portugal têm defendido”, defende a Agência Portuguesa do Ambiente.

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publicado por Quercus às 11:00

É tempo de meter mãos à obra na COP21

Terça-feira, 01.12.15

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Depois do primeiro dia da COP21, que contou com a presença de 150 chefes de Estado e de Governo a reafirmar os seus compromissos no combate às alterações climáticas e o seu empenho em sair de Paris um acordo para duradouro para o combate às alterações climáticas, é tempo de meter mãos à obra. É preciso começar a perceber que peças compõem o pacote de Paris.

A Agenda de Ação Lima-Paris (Lima Paris Action Agenda, LPAA) é vista por muitos como um fórum para reunir os diferentes atores públicos e não públicos, para acelerar a cooperação para a ação climática. De outra perspectiva a LPAA também pode ser vista como algo mais, como o primeiro teste para uma agenda de ação permanente de alto nível que Paris deve estabelecer. Esta plataforma de ação devia ser liderada por dois campeões com capacidade para criar ligações entre nações para que seja possível fechar a diferença de emissões que falta para o objetivo de 1,5ºC.

A LPAA pode dar o exemplo e para isso tem de arrancar com o pé direito. Para tal, é necessário excluir todas as iniciativas relacionadas com empresas de combustíveis fósseis. Áreas como a eficiência energética, energias renováveis, cidades e florestas (que já têm destaque nesta agenda) devem continuar a ser o foco da agenda de ação permanente.

Para garantir que há uma agenda de ações em 2016, que leve a resultados concretos e transformativos que ajudem a reduzir as emissões excedentes, o grupo de trabalho que está a trabalhar na definição da ambição pré-2020 (Workstream 2) deve definir critérios claros para as iniciativas futuras. Além disto, deve haver disposições para acompanhar o progresso e manter os intervenientes interessados nestes progressos, mesmo depois dos holofotes de apagarem. (texto adaptado da Newsletter ECO da Rede de Ação Climática)

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publicado por Quercus às 16:21

Marchas pelo clima juntaram mais de 785 mil pessoas em 175 países na véspera da #COP21

Terça-feira, 01.12.15

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Londres, Inglaterra

(Actualizado) Mais de 785 mil pessoas* desfilaram no sábado e no domingo nas ruas de centenas de cidades e vilas de todo o mundo, num fim de semana de acção pelo clima, na véspera do arranque da Cimeira do Clima, a COP21, que começou ontem oficialmente em Paris, e de onde se espera que saia um novo acordo sólido e universal que acabe com as emissões de gases de efeito de estufa e mantenha o aquecimento global abaixo dos 2ºC (ou dos 1,5ºC, como defendem alguns sectores).

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Zurique, Suiça

A iniciativa promovida por várias redes de ONG de ambiente, desenvolvimento e sindicatos, pretendeu pressionar os líderes mundiais a aumentar as acções contra as alterações climáticas e a alcançar as metas de 100% de energia renovável, de eliminação da pobreza e de protecção das pessoas contra o agravamento dos impactos climáticos.

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Melbourne, Austrália

No total, foram realizados mais de 2300 eventos em 175 países, incluindo Portugal, onde houve acções em Lisboa, Porto e Coimbra, entre outros locais. Em vários países, os organizadores apontam para números recorde neste tipo de marchas pelo clima, como na Austrália, com 140 mil participantes (incluindo 60 mil em Melbourne), na Índia, com outros 140 mil, Grã-Bretanha, com mais de 50 mil em Londres, e Espanha, com mais de 20 mil em Madrid, por exemplo.

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Paris, França (Fotos 350.org - CC BY-NC-SA 2.0)

Em Paris, onde acabaram por registar-se alguns confrontos com as autoridades, foram colocados mais de 20 mil pares de sapatos na Praça da República, incluindo do Papa Francisco e secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em nome das 400 mil pessoas que eram esperadas na marcha naquela cidade. Depois disso, 10 mil pessoas deram as mãos num cordão humano em solidariedade com as comunidades afectadas pelas alterações climáticas. Ver mais fotos das principais acções.

(*número de participantes actualizado de 570 mil para 785 mil, a última estimativa da organização)

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publicado por Quercus às 15:18

INDC atualizados à data de arranque da COP21

Segunda-feira, 30.11.15

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À data de abertura da COP21 eram 184 países que submeteram às Nações Unidas os seus compromissos nacionais (INDC) para redução de emissões. Estes 184 países valem 98,4% das emissões globais. Temos de esperar para ver se ainda assim se este grande passo é suficiente para chegar a um acordo em Paris.

 

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publicado por Quercus às 23:53

E o primeiro ‘Fóssil do Dia’ vai para… a Bélgica e a Nova Zelândia

Segunda-feira, 30.11.15

FossiloftheDayAwardlogo.pngComeçou hoje oficialmente a Cimeira do Clima, ou COP21, que este ano tem lugar em Paris, e que, como é habitual, conta com a análise crítica por parte da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa), grupo de ONG que inclui a Quercus e que anualmente avalia e ‘premeia’ a prestação dos piores países. E o primeiro ‘Fóssil do Dia’ vai para

A Nova Zelândia, distinguida devido à hipocrisia do primeiro-ministro sobre o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, e a Bélgica, que conquista o vergonhoso galardão devido às divisões internas que estão a bloquear a sua ação climática. "Nos últimos seis anos, os líderes belgas têm discutido sobre como dividir os seus objectivos climáticos e energéticos entre as diferentes partes do país, com a única preocupação de passar a responsabilidade para outros. Estão a ignorar que cada ano de espera para que outros assumam compromissos vai agravar a crise climática. Jogar este jogo de espera significa brincar com o fogo, porque estamos numa corrida contra o  tempo na luta contra a crise climática", considerou Wendel Trio, director da CAN Europa.

Segundo este dirigente, "paralisada por disputas internas, a Bélgica é um dos poucos países da UE atrasada nas metas de redução de emissões. Além disso, os infrutíferos desacordos internos não permitiram ao país dar o apoio financeiro suficiente e durável para os países em desenvolvimento". "Este cenário é o exato oposto do que precisamos que os países ricos tragam à mesa das negociações em Paris, a fim de chegar a um acordo climático significativo. A inação da Bélgica está a ameaçar a credibilidade da UE nas negociações", salienta Wendel Trio.

No caso da Nova Zelândia, a CAN critica a hipocrisia do primeiro-ministro John Key, que numa iniciativa recente sobre a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis afirmou que o país é líder na abolição desse tipo de apoios, quando na realidade os subsídios à produção de combustíveis fósseis aumentaram sete vezes desde a sua eleição em 2008.

A Rede de Ação Climática (CAN) Europa é maior coligação europeia a trabalhar em questões climáticas e energéticas. Com mais de 120 organizações em mais de 30 países europeus - que representam mais de 44 milhões de cidadãos - a CAN Europa trabalha para prevenir a perigosa mudança climática e para promover políticas climáticas e energéticas sustentáveis. Os prémios ‘Fóssil do Dia’ foram apresentados pela primeira vez em 1999, em Bona. [Fontes: CAN Europe e CAN International]

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publicado por Quercus às 17:42

Centenas desfilam em Lisboa na Marcha Mundial pelo Clima

Domingo, 29.11.15

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Algumas centenas de pessoas participaram esta tarde, em Lisboa, numa iniciativa local inserida na Marcha Mundial pelo Clima, que na capital uniu o Martim Moniz à Alameda. Em Portugal, houve também acções em Coimbra e no Porto, locais que engrossaram a extensa lista de cidades que em todo o mundo aderiram à iniciativa.

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Em Paris, onde começou hoje a COP21, realizaram-se várias acções simbólicas, incluindo um cordão humano e uma vigília de pares de sapatos que encheram a Praça da República - a forma encontrada para contornar a proibição de manifestações, dado o 'estado de emergência' que vigora na capital francesa. Esta mobilização global defende que os delegados presentes na COP21 cheguem a um entendimento sobre um Acordo Global de combate às alterações climáticas.

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publicado por Quercus às 17:36





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