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Energia limpa é a chave para combater a pobreza no mundo

Quarta-feira, 26.08.15

paineis.gifA afirmação é do Banco Mundial, que rejeita a tese defendida pela indústria da energia de que o carvão é uma solução para pôr fim à pobreza.

 

As populações em extremas condições de pobreza só poderão sair dessa situação com acesso a fontes de energia fiáveis. Mais de um milhão de pessoas vivem hoje sem acesso a energia, não podendo desenvolver um negócio, dar luz aos mais novos para estudar ou até cozinhar facilmente.

 

Acabar com a pobreza implica combater as alterações climáticas, que afetam todos os países e pessoas. As populações com menos capacidade para se adaptarem - as mais pobres e vulneráveis - serão as mais atingidas, retrocedendo décadas de esforço de desenvolvimento.

 

Como se pode, então, alcançar o duplo objetivo de, por um lado, aumentar a produção energética e torná-la acessível aos que não a têm e, por outro, reduzir drasticamentem as emissões resultantes de fontes poluentes como o carvão, de cuja queima resulta o dióxido de carbono, principal responsável pelas alterações climáticas?

 

Não há uma resposta simples e ao mesmo tempo não é justo pedir às comunidades mais pobres para adiarem o acesso à energia porque o mundo desenvolvido já emitiu demasiado carbono para a atmosfera.

 

Há que parar de subsidiar os combustíveis fósseis

 

Segundo o Banco Mundial, a resposta ao problema passa por cinco áreas chave: construir cidades sustentáveis, resilientes às alterações climáticas; transitar para modelos agrícolas inteligentes e adaptados às mesmas; apostar na eficiência energética e nas energias renováveis; apoiar o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e aumentar o preço do carbono para também fazer subir o custo das emissões.

 

Tal abordagem pressupõe uma separação entre crescimento económico e as emissões de carbono. O crescimento das economias é desejável para uma maior prosperidade, mas pelo caminho é necessário compatibilizá-lo com o corte nas emissões de gases com efeito de estufa.

 

Já são visíveis algumas mudanças, nomeadamente em países que estão a mudar o seu modelo energético dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, através de investimentos consideráveis em fontes como a hidroelétrica, a geotérmica, a solar e a eólica. Entre 2010 e 2012, o incremento das energias renováveis modernas cresceu 4% a nível global. O leste asiático liderou esse esforço, representando 42% na nova produção renovável.

 

Traduzido parcialmente do artigo mais completo disponível em The Guardian.

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publicado por Quercus às 10:03


2 comentários

De Humberto a 28.08.2015 às 10:34

(continuação...)

continuando na parte não traduzida:

«We’re running out of room for how much carbon we can emit into our atmosphere, so every ton emitted is becoming more expensive.»

Então agora a atmosfera está a ficar sem espaço para o carbono (CO2)? Pergunto agora: e para o oxigénio não? São ambos gases!

Só podem estar a confundir a atmosfera com o móvel que têm lá no quarto para a roupa de Inverno. Mas será que quem disse isso sequer frequentou a escola primária? Isto ultrapassa os limites da simples ignorância.

E quanto a cada tonelada de carbono (CO2) emitida estar a tornar-se mais cara... e mais e mais cara ainda, isso é o que eles querem com cada nova taxa, com cada novo imposto que inventam para as emissões de CO2.


Se há alguém que pensa que todas essas taxas sobre o CO2, todos esses impostos, se destinam a limitar as emissões de CO2... bem enganado está. Limitar agora e significativamente as emissões (como eles dizem querer) apenas teria a consequência de diminuir também o fluxo das vastas quantidades de dinheiro actualmente em circulação em torno deste assunto e isto, meus caros, eles não querem.

Ora vejam (ainda da parte não traduzida):


«There are now about 40 countries and more than 20 cities, states and provinces using or planning to use a price on carbon to bring down greenhouse gas emissions. Altogether, these initiatives are valued at almost $50bn»

Em 40 países e mais de 20 cidades, estão a ser consideradas iniciativas (que bela palavra para impostos) que poderão valer 50.000.000.000 dólares.

Não é bonita esta preocupação que têm com o carbono?
"Dólares, dólares, meus queridos dólares..."


«Green bonds are also on the rise. A new report shows the World Bank (IBRD) has issued 100 green bonds in 18 currencies, raising the equivalent of $8.4bn»

Mais 8.400.000.000 de dólares...


«Our private sector arm, IFC, has to date, issued a total of $3.9bn in green bonds. The Bank and IFC helped pioneer the green bond market, with the global green bond market now worth about $38bn»

E mais 3.900.000.000 dólares e depois mais ainda 38.000.000.000 dólares...

"Dólares, dólares, meus queridos dólares... quero mais dólares, mais dólares, mais dólares, mais dólares, mais dólares, mais dólares, mais dólares, mais dólares!"


«And as we head towards December’s climate change conference in Paris, we’re seeing clear signs that in the halls of government, debate has shifted from the offices of ministers of the environment warning about climate change to the offices of ministers of finance assessing the likely price tag of dealing with and adapting to climate change.»

À medida que se aproxima a conferência de Dezembro vêem que o assunto das "alterações climáticas" está a passar dos gabinetes dos ministros do ambiente para os gabinetes dos ministros das finanças...

A sério? E conseguem dizer isso sem esboçar um sorriso hipócrita?

Há vários anos que eu e todos os restantes contribuintes nos demos conta desse pormenorzinho.


«We know the cost of inaction is much greater. We already face the certainty of rising oceans,»

Falso! A subida dos oceanos por eles prevista é tudo menos certa.


« shifting weather patterns and resulting human migrations,»

Falso! As migrações humanas que resultam em tanta tragédia é resultante das condições de vida a que essas populações estão sujeitas.

Acabem com as guerras, acabem com os governos e líderes déspotas, acabem com a exploração dessas pessoas e dêem-lhes energia barata e as migrações acabam.

Acabem com os vossos padrões de clima em mudança que tanto dizem assustar-vos e o que se constatará é as migrações continuarem a ser feitas ou até a aumentarem e isto no mundo por vós idealizado com os padrões de clima por vós idealizados.


« all with a toll of trillions of dollars and potentially hundreds of thousands of lives.»

E mais futurologia passada como se fosse uma certeza.

Actualmente morrem bastantes mais pessoas por causas com origem no tempo frio do que no tempo quente.




Só mesmo para terminar: será que ninguém sabe mesmo responder a tão simples pergunta?

Pergunta com rasteira (nenhuma):
O que chegou primeiro à Amazónia, as árvores ou a água?

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