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Eventos meteorológicos extremos vão provocar maiores quebras na produção alimentar mundial

Segunda-feira, 17.08.15

Desertificação.jpgDe acordo com um relatório recente, o aumento dos fenómenos meteorológicos extremos derivados do aquecimento global do planeta tornará três vezes mais provável, dentro de 25 anos, a ocorrência de grandes quebras na produção alimentar mundial.


A probabilidade de ocorrer um choque deste género é atualmente de uma vez em cem anos, num cenário onde a produção dos quatro maiores produtos agrícolas de base - milho, soja, trigo e arroz - cai cerca de 5 a 7%.

 

No entanto, eventos deste género vão verificar-se a cada 30 anos em 2040, segundo um estudo desenvolvido por uma unidade especial britânica e americana sobre resiliência da alimentação global face a eventos climáticos extremos.

 

Tal quebra na produção agrícola poderá deixar populações de países em desenvolvimentos em situações precárias e vulneráveis, com os Estados Unidos e o Reino Unido a ficarem "muito expostos à consequente instabilidade e conflito".

 

Por outro lado, tais choques poderiam também resultar numa subida do índice dos preços da alimentação das Nações Unidas, que avalia o preço internacional das principais matérias-primas, em em 50%. 

 

Este relatório, apoiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth, salienta que a ocorrência de eventos meteorológicos extremos, tais como inundações e secas, serão tão mais significantivos quanto maior for o aumento das temperaturas médias e da precipitação.

 

Uma maior volatilidade da produção alimentar irá afetar principalmente os países em desenvolvimento que registam maiores níveis de pobreza e de instabilidade política, tais como os países do Golfo e da África subsariana.

 

Adaptado de: aqui

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Quercus às 16:38


1 comentário

De Humberto a 19.08.2015 às 10:19

(continuação...)

Precisam de mais nomes?

Que tal estes, agora num tom bem diferente:

. Ross Gelbsan (activista ambiental)
« Os jornalistas não só não estão obrigados a informar o que dizem os cientistas que se opõem à ideia do aquecimento global como ainda estão obrigados a não noticiar o que esses cientistas dizem.»

(O que me faz lembrar: felicitações a quem administra o blogue da Quercus por o ter criado de modo a que pessoas como eu possam exprimir livremente as suas opiniões.)

. Ottmar Edenhofer (co-diretor do Grupo de Trabalho III do IPCC)
«Temos de dizer claramente que nós de facto redistribuímos as riquezas do mundo por meio da política do clima. Temos de nos libertar da ilusão de que a política internacional pelo clima é uma política ambientalista. Ela não tem quase nada que ver com uma política para o meio ambiente ou com problemas como o desmatamento ou o buraco de ozono”.

. Anastasios Tsonis (prof. da Univ. Wisconsin)
«Já entramos na via do arrefecimento que eu acredito continuará durante os próximos 15 anos, pelo menos. Não há dúvida alguma que o aquecimento dos anos 80 e 90 parou. O IPCC defende que segundo os seus modelos podemos esperar uma pausa de 15 anos. Mas isso significa que, apenas dentro de alguns anos, eles estarão admitindo que erraram”.

Leiam, pois não será nenhuma perda de tempo:
http://guardianlv.com/2013/09/arctic-ice-cap-growing-at-tremendous-rate/
(«Título do artigo : Lençóis de gelo do Ártico crescem a um ritmo tremendo»)

. James Lovelock (cientista independente e ambientalista)
2006: «antes do fim do século milhares de milhões de pessoas morrerão e os poucos casais sobreviventes ficarão no Árctico onde o clima será tolerável.» (The Independent).
2012: «O problema é que nós não percebemos o clima. Há 20 anos pensávamos que sabíamos. Isso levou-nos a escrever alguns livros alarmistas – o meu incluído – porque parecia muito claro, mas não aconteceu» (MSNBC)

. Philip Stott (Departamento de Biogeografia da Universidade de Londres)
«A visão actual apresenta-nos o aquecimento trazendo consequências apocalípticas. Porém, cada vez que analisamos o aquecimento climático medieval, ele nos aparece associado à riqueza. Por toda parte na cidade de Londres há pequenos vestígios das vinhas que cresciam durante o período quente medieval. Foi uma era maravilhosamente rica, de grande prosperidade.»


O passado a desferir um rude golpe nessa loucura que são essas ideias e teorias sobre alterações climáticas.

Ora digam lá se não é interessante como o passado tem esta extraordinária capacidade de contradizer todos os futuros catastrofistas que queiram inventar?


Uma nota especial para a foto utilizada:

Para ilustrar um texto sobre eventuais «quebras na produção alimentar mundial» alegadamente devidas a futuros fenómenos meteorológicos extremos... que melhor há do que a terra gretada de um verdadeiro e actual deserto... depois de evaporada toda a água da(s) intensa(s) chuvada(s) que houve sobre toda essa imensa superfície provocando uma explosão de vida (como é habitual nestes casos) e cujo ciclo (de vida) ainda é visível?

Sim, é verdade... há uma razão para a terra mostrada nessa foto estar toda gretada!


Notícia (quase) de última hora:
«Preço do petróleo pode descer até 20 dólares por barril»

RTP 17 Ago, 2015, 20:22 / atualizado em 17 Ago, 2015, 0:32
http://www.rtp.pt/noticias/economia/preco-do-petroleo-pode-descer-ate-20-dolares-por-barril_v852046


É apenas uma previsão de alguns analistas e vale o que vale mas o que é melhor...?

Ter esperança num futuro próximo com energia barata, realmente barata que permita mais prosperidade e que não faça as pessoas temerem os meses de Inverno?
Aliás, energia tão barata (permitam-me agora sonhar um pouco) que derrubará de vez, como peças de dominó, todas as centrais eólicas e solares que nos impingiram e que tanto encareceu a nossa electricidade (e a de muitos outros países)...

Ou viver com medo de cenários assustadores que, na mais pura verdade, nunca se realizarão? É que não é, infelizmente, para um cenário de progressivo aquecimento global que caminhamos.

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