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Ministro do ambiente: "o nosso objetivo é um futuro sem emissões de carbono" 

Terça-feira, 08.12.15

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O ministro português do ambiente, João Matos Fernandes, interveio esta manhã no segmento ministerial da COP21 (agenda), que decorre em Paris até sexta-feira, para dizer que “o sucesso em Paris será medido pelo grau de ambição que conseguirmos consagrar no Acordo” e para assegurar que “Portugal está totalmente empenhado com a profunda descarbonização da sua economia” (ver texto integral ou vídeo).

No entanto, o novo governante admite que “na situação atual, o nível de ambição para 2030 ainda não é suficiente para nos manter abaixo dos 2ºC” de aquecimento global, o que significa que a COP21 deverá aprovar “um Acordo firme que dê um sinal claro de que todos os países estão comprometidos com a descarbonização e com a adoção de opções de baixo carbono a um nível nacional, em linha com um objetivo global.” Nesta “viagem de longo curso”, Portugal pugnará por “um processo global de revisão a cada 5 anos”, que “reforce as contribuições nacionais”.

José Matos Fernandes recordou que o país “cumpriu o seu primeiro período de compromisso das metas de Quioto e está a caminho de cumprir a sua segunda meta do período de compromisso para 2020”. Lembrou também que já foi aprovado um quadro estratégico “que define a visão e os objetivos de política climática nacional e que inclui o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, com uma meta de redução de 30% a 40% abaixo dos níveis de 2005 até 2030, incluindo metas sectoriais; e a segunda fase da Estratégia Nacional de Adaptação, com especial ênfase no conhecimento, integração e implementação.”

Neste âmbito, assegurou, “Portugal está totalmente empenhado com a profunda descarbonização da sua economia”, mas apesar de terem sido dados passos “em termos de redução da poluição industrial, na promoção das energias renováveis, reduzindo a dependência das importações de energia e a intensidade de carbono da nossa economia” é preciso ir mais longe, porque “o objetivo é um futuro sem emissões de carbono.”

“Precisamos de aumentar a ambição no que respeita ao nível de emissões provenientes dos setores residencial e de serviços e dos transportes, o que exigirá a adoção de um conjunto de medidas nas áreas da reabilitação urbana, da eficiência energética e da mobilidade sustentável, contribuindo para uma verdadeira politica integrada de cidades, tendo o novo Governo de Portugal concentrado todas estas competências no Ministério do Ambiente.” 

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publicado por Quercus às 12:32


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